segunda-feira, 31 de agosto de 2009

As Antenas entre o Aqui e o Além-parte I

A maior curiosidade da ciência quando o assunto é comunicação entre dimensões, ou entre os vivos e "mortos", ou ainda, entre o "Aqui e o Além", é provar a existência do fenômeno. Como isso é possível? Por mais denominações que possam existir para o processo, como ainda para o ser humano que a realize, seja pitonisa, profeta ou médium, a definição não será completa. Isto se torna uma festa para os céticos de plantão, e a ciência então, não se interessaria. Engano! Ela se interessa e muito. Não precisa ser profeta para afirmar que a ciência do futuro será a "ciência da Alma". Já o dissemos, o III milênio é do Espírito. Mas antes da chegada oficial desta data, Allan Kardec dava o passo inicial com o Livro dos Médiuns, há mais de 150 anos. Estudar este livro atualmente nos faz parecer que o mesmo ter sido criado ontem à noite, tão superiores são os conceitos ali expostos sobre este tema.Há algo mais avançado que dê mais veracidade ao processo que alguns seres humanos tem nessa faculdade espetacular? Tem, e a literatura é vasta. Mas há os estudos e experimentos da polícia inglesa no uso de médiuns com poderes de psicometria, os estudos de cientista russos, casos como o de Kirov no Kazaquistão, etc. Em nosso país, Chico Xavier, que daria por baixo uns cem livros para estudar os diversos casos fenomenais de sua mediunidade.Mas uma das abordagens mais técnicas para o fenômeno consegui nos estudos do livro as Noúres, de Pietro Ubaldi. Noúres quer dizer "Correntes de Pensamento". Estamos no século dos nervos, cujo ápice evolutivo está no psiquismo. A tendência da mediunidade é se distanciar cada vez mais dos efeitos materiais e dependência dos músculos, e se aproximar mais do campo nervoso e psíquico. Quando o fenômeno chamado mediúnico começou a ser estudado por Kardec, sua premissa era o de causar impacto e impressões fortes, fatos que ocorreram nas manifestações de efeitos físicos em todo planeta. Dos exaustivos estudos do mestre de Lion até os dias de hoje, a mediunidade tem evolvido para manifestações psíquicas de ordem intelectual. Foram as psicografias que mais cresceram, e não as levitações de corpos materiais, ou aparições ectoplasmáticas. Hoje mais ainda as mediunidades inspirativas e conscientes, são cada vez mais presentes nos prepostos e missionários enviados por Cristo à Terra.Este livro, as Noúres aproxima a ciência, os leigos e médiuns para a compreensão do fenômeno, explicando-lhe a essência e o funcionamento da mediunidade, principalmente a inspirativa. O mais difícil é trazer o que é abstrato, puro pensamento ao concebível do homem, sem sofrer distorções. As ‘Antenas humanas’, conscientes de sua missão conseguem transmitir para o papel, ainda que restrinjam o Todo das dimensões espirituais em partes, mutilando o próprio fenômeno apenas no seu aspecto mecânico e técnico, mas não seu conteúdo. Já à ciência, cabe o controle e estudo dessa técnica por lógica, razão, e experimentações. Apesar disso tudo, ela ainda pode se dividir em crer e não crer.Antes de adentrar aos pormenores dessa Técnica de Recepção das Correntes de Pensamento, quais os maiores exemplos dessas “Antenas”? Veremos na parte II. O que significa mediunidade inspirativa? Trata-se de um tipo particular de mediunidade, onde quando qualquer obra, seja ela um livro, ou um novo ideal para o progresso dos povos, ou uma obra artística, chegam ao médium sem qualquer premeditação. O médium, receptor, perceberá uma obra pronta e ficará maravilhado após sua conclusão, porque foi através de um impulso maior e mais forte que ele, e tudo que fazia, não sabia do que se tratava, nem se sequer desejava ou planejava começá-la. Totalmente diversa de sua consciência normal. Enfim, é um trabalho intelectual, que chega com um plano lógico de desenvolvimento, com uma idéia diretiva de um alvo conhecido e desejado por outra fonte dimensional, mas desde seu princípio estranho à consciência habitual do médium.