domingo, 19 de abril de 2015

Quem era Jesus para seus contemporâneos?


Quem era Jesus para seus contemporâneos?

Nem falarei dos Saduceus, Fariseus e judeus ortodoxos de Seu tempo, que o tinham em conta como blasfemador e louco. Mas dos íntimos. Daqueles que conviveram intensamente com Ele quando recuperou Sua Divindade no ano 30, e durante três anos mostrou-Se na intimidade à sua família e aos discípulos.
Após o primeiro prodígio, o que poderiam ter pensado, queimando em seus corações a esperança da promessa de Isaías, Ezequiel, Jeremias?
Algo talvez assim:  “Quem era este Homem, capaz de transformar várias talhas de madeira com água, no melhor dos vinhos?
Tremei, Roma! Tremei!”

O Messias esperado, o Libertador político, social, econômico, religioso e militar passou a ser uma realidade, e estava ali sentado com eles, e Ele não era qualquer um. De carne e osso! E deveriam se perguntar, confusos, como Deus podia se fazer homem?
Porém, poucos captaram que Ele não era o Messias vingador do qual falaram as Escrituras. Era muito mais que isso...
Jesus é um Príncipe naquele Reino que queria implantar, um governador de um reino universal, na qual a Terra era seu campo para fertilizar as frondosas árvores da Paz do futuro. Quem enxergou isso dos que convivam com Ele? Poucos. Poucos tinham “os olhos de ver”.
Ora, Ele repetiu diversas vezes que veio de Deus, que conhecia o verdadeiro Pai (Abba), cuja missão era outra diferente das que profetizaram os antigos. Desfilou, pelas palavras e pelo exemplo que este Pai não é vingativo, nem racista, nem cruel, nem castiga os pecadores, antes, Seu Amor é maior que a Justiça.
Frequentemente, Jesus também os alertou, profetizando que Ele e os seus seriam perseguidos pelos seus inimigos, e, finalmente, que Ele seria preso e executado com a vergonha na cruz, com extrema dor, e não só física, mas a dor moral, do coração constrangido pela incompreensão do homem. Aquele mesmo Homem que transformou água em vinho, que fez mais tarde curas impressionantes, todo doçura, misericórdia e perdão em pessoa, como poderia ser crucificado? “Não! Estas profecias estão erradas”... Pensaram talvez em algum momento os apóstolos.

Definitivamente, arraigada naquela tradicional cultura, o Messias Libertador era o ‘quebrador de dentes’, o executor da ira divina sobre os opressores, trazendo de volta o Yaveh dos Exércitos*, e isto estava tão cristalizado em suas mentes e em seus corações, que nem mesmo o Mestre poderia tê-las modificado. Afinal, foram dezenas de gerações compartilhando esta “esperança”. A cada cura e a cada prodígio que Ele protagonizou, tais como acalmar ventos e tempestades, andar sobre as águas, só fortaleceram esta crença: Jesus era o Messias prometido pelos profetas, e a libertação de Israel estava próxima. Viam um Príncipe, mas não o da Paz, e sim o do reino material, da libertação não de suas almas atormentadas, mas de libertador político e social do povo escolhido.

Cristo podia não modificar as ideias sobre o Messias, mas sobre Abba, mudar Sua imagem do “Deus colérico e guerreiro”, isto Jesus conseguiu, mas só após sua Ressurreição, porque até mesmo Pedro, no momento da prisão de Jesus, estava armado, e retirou sua espada para tentar matar o soldado Malco, que teve a orelha decepada. “Pedro, guarda tua espada! Pois em Verdade vos digo que quem pela espada ferir, pela espada será ferido”. Aqui Jesus começa a exemplificar que Seu Reino não era o da guerra nem da violência, e arremata na cruz indigna Seu verdadeiro triunfo: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem!”.
E completo: ...“Não sabem quem Eu Sou!”.


*Isaías, capítulo. 48:
 “O Deus de Israel – Yaveh dos Exércitos, é o seu nome”.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Vídeo da Grande Síntese - Vida e Obra de Pietro Ubaldi


Quem quiser disponibilizar uma horinha para assistir a esta bela produção, vai conhecer de perto este valoro Espírito, o Evangelista da Ciência, Pietro Ubaldi.
Este é o link:

https://www.youtube.com/watch?v=Pt2ZYonzlPg&feature=youtu.be