A pergunta que todos fazem ao ler sobre
este assunto Evolução, é querer saber o que fez Deus escolher este sistema de
vida onde passamos por estágios tão difíceis nos mundos de provas e expiações,
e não nos criou logo “evoluídos”? Evoluídos não nascemos, e por sabermos que Deus é Perfeito, cria-se assim um abismo muito grande entre o Criador e Sua criatura. Ora, quem nos criou foi Deus! Fica assim um contraste
inexplicável até então, de sermos criados por “algo” que é Perfeito, gerando
seres imperfeitos, que necessitam de evolução. Deus é a suprema sabedoria, e criaria filhos ignorantes?
Hoje, usando o bom senso e a razão, o sentido místico e espiritualista do homem
que evoluiu, percebe nisso mais uma vez o choque. O choque aqui é a incongruência.
Uma contradição que nos faz rejeitar que quando somos gerados por alguém ou algo, temos de nascermos como quem nos criou, em absoluta igualdade e “semelhança”. Repito
sempre isso quando toco neste assunto, que é observar o comportamento do mundo e
sua natureza; vemos com isso uma tendência, um sentido único para todas as coisas.
Nesta questão de uma criatura gerar outra criatura há uma lei a ser obedecida,
como em tudo no Universo. A lei da genética. É uma lei única! Filho de gato é gatinho; filho de
cachorro é cãozinho; filho de homem é menininho, menininha; Ora, filho de Deus
é o quê? Deuses! Pode ser outra coisa? Claro que não! Por que Deus criaria a lei genética para a natureza, e Ele
mesmo não criaria em semelhança, idêntico a si? Percebem como isto não é
possível? Acharíamos o Criador incoerente! E por que isto não é possível?
“Vós
sois deuses!” Alguém conhece esta frase? Sabe por quem foi dita? Jesus.
Está em João, capítulo 10, versículo 34. Há profundidade em tudo que Jesus
fala, basta que procuremos entendê-las. Pelo exemplo que demos da lei genética,
Deus não criaria algo que seja diferente de si mesmo, porque tudo é Sua obra.
Se não admitirmos isso, há outro ‘deus’, ou algo fora, além ou aquém de Deus. Isto sim
seria contraproducente. O perfeito então não gera o imperfeito. Para acabar com a incoerência, com o tal “abismo”, de
Deus ser perfeito e não gerar o imperfeito, que começamos assim a IV parte
sobre a Evolução. Essa contradições somos nós mesmos que as alimentamos por pura ignorância. A contradição não pode vir de Deus que é perfeito, mas do
homem, perfectível. O ciclo sobre evolução vai se fechando e começamos a deixar tudo amarrado,
e sobre este assunto então temos até aqui juntando as outras partes I, II e III: A Evolução existe porque um dia houve
involução; na involução os seres perderam seus atributos da perfeição, e assim se explica porque a
humanidade precisa evoluir: porque precisa agora recuperar o Conhecimento, pois é
hoje ignorante das leis divinas, e com isso gera o erro, o erro choca-se contra
as Leis, a Lei que não pode ser violada e exige o reparo, neste reparo o homem
sente dor e sofre; e, finalmente, somos seres divinos, porém hoje, neste
Universo recomeçamos simples e ignorantes, necessitados da evolução. A conclusão é fácil! Involuímos,
perdemos o conhecimento divino, eis a gênese, as causas do sofrimento, da dor,
da morte. Deus não criou nada disso! Está na Bíblia em Sabedoria 1, versículo
13: “Deus não criou a morte”.
Por ter involuído, as criaturas/filhos ou seres que
a isso experimentaram perderam sua condição original. A perda aqui não é em
substância, porque continuamos com a mesma natureza, a divina, o que perdemos
foram nossos atributos: Poder, Felicidade, Conhecimento. É por este motivo que
nossos espíritos são imortais, porque somos da mesma natureza e substância de
Deus, indestrutíveis. Há assim com esta perda de atributos divinos, uma entrada de criaturas que eram luz, verdade e
conhecimento puro, nas trevas, no reino das mentiras e ilusões, da ignorância
pura. Isto é um fato. Se não houver este sentido, a conta não fecha, e nunca entenderemos porque precisamos evoluir. Há aqui algo muito profundo. Atentem! Houve uma escolha, e essa escolha não foi de Deus e sim de sua criatura. Parte da criação decidiu entrar nas trevas da ignorância. Como
podemos sair desse contraste onde Deus, que é Luz, perfeição absoluta, gerar
filhos para viverem no reino do sofrimento? Sim! Evoluir é duro e causa sofrimento. Como pode Deus que é Felicidade, gerar o
sofrimento? Como pode Deus, alegria suprema, gerar a dor? Como pode Deus que é
vida, gerar a morte? A Bíblia revelou por profunda inspiração, uma verdade
incontestável: Deus não gerou nada disso! Porém, suas criaturas que são livres,
têm Livre-Arbítrio, as criaram! Eis a "escolha". O tema é profundo e carece de muita leitura e estudo.
Tentamos simplificar ao máximo, porém,
entender a complexidade desse processo que realmente ocorreu quando o Universo
iniciou sua jornada de Evolução, somente lendo e estudando a obra de Pietro Ubaldi, onde nestes 4 livros, A
Grande Síntese, Deus e Universo,
O Sistema, Queda e Salvação, haverá a compreensão plena de como este fato
ocorreu; explica em detalhes como parte das criaturas que hoje precisam evoluir, chegaram a esta decisão, a esta escolha. O meu “resumão” dá apenas uma ideia, e nos coloca pra pensar e
observar certas coisas que não batem, quando pensamos e tratamos do assunto. Mesma coisa
quando Kardec veio explicar detalhadamente o processo da reencarnação. Sem esta
outra chave, a conta também não fecha, quando admitimos que Deus é todo
Bondade, Amor e Justiça.
O objeto de estudo destas 5 Partes sobre Evolução, eu o tirei do livro de Pietro: A Técnica Funcional da Lei de Deus. Nesta Parte IV estamos explicando sobre
sermos ignorantes, motivo pelo qual o Universo se comporta com leis evolutivas/corretivas,
porque em algum momento, parte das criaturas divinas perderam suas qualidades
divinas, e o principal deles foi o Conhecimento. Não nos cabe aqui explicar
detalhadamente quando e como foi este momento, por isso citei as obras de
Ubaldi, pois não é à toa que ele explica isto em 24 livros. Por isso chamo aqui
estas 5 partes de “resumão”. Pois bem, não vamos aqui analisar este “antes”, momento da tal escolha em nosso livre-arbítrio,
e vamos apenas nos circunscrever ao “hoje”. A Técnica de como a Lei de Deus funciona
hoje, tem em sua essência, levar o ser a evoluir. Esta técnica é de reconstrução
do ser. Por isso falamos em leis corretivas. Todo o Universo está em um transformismo incessante, com objetivo de
levar todas as criaturas ao seu ponto de partida: Deus. Tudo partiu Dele, e a
Ele devemos retornar. O ser ao involuir se afasta de seu Criador, porém, por ser feito da mesma essência, substância e natureza divina, instintivamente é
arrastado a lutar por esta volta. É inevitável; é infalível. Como bem assegurou Jesus: “Nenhuma ovelha se perderá; todas se salvarão!”
Isto é muito mais que uma metáfora; é muito profundo, e comprova que a função
do Universo é redimir as criaturas que nele vivem e lutam. De tantas fadigas e
dores, o ser levanta a cabeça para o alto, implorando salvação.
Esta é a nossa realidade biológica: Luta.
A concepção mística na batalha apocalíptica entre o bem e o mal teve seu início
naquele momento em que cada criatura que se afastou de Deus, perdeu sua "visão
celeste". Por causa da ignorância, ficou cego, às escuras, tateando no abismo em que se meteu,
chocando-se contra as leis que agora desconhece. Aquele que caminha afastado de seu Criador, anda às escuras e não sabe aonde está o próximo buraco que o levará a dor e ao sofrimento. Deus sempre nos deixou
a liberdade de escolhas, de caminhos e destinos, mas em contrapartida, por causa dos desvios que sempre procuraremos, criou um
método de salvação, caso deturpássemos tudo, tomássemos a direção errada, e emborcássemos os valores positivos.
E assim o fizemos. E Eis o Universo! Este caminho que o ser agora experimenta,
tem uma técnica: Técnica da redenção! Técnica esta que agora aprendemos a
observar e que a ciência um dia irá revelar. Ela obedece a um sistema
trifásico, cuja função é corrigir aquelas trajetórias (lembrar o exemplo do
político na parte III) usadas pela humanidade, que ignorante das leis, segue
mal orientada no caminho para o sofrimento e dor. Este ciclo trifásico segue os
trilhos da redenção. O fenômeno tem três momentos ou períodos em seu
desenvolvimento, no processo reconstrutivo do ser, com três fases distintas:
fase 1-Ignorância; fase 2- experimentação; fase 3-
conhecimento. Voltemos ao exemplo da trajetória errada do político, que como
algoz feriu e sacrificou muitas vítimas na miséria. O aspecto corretivo dessa
trajetória lançada errada contra a Lei segue estas fases:
1- A ignorância gera a fase inicial do erro
(lançamento da trajetória errada);
2- A experimentação, com a fase curativa da
dor (correção da trajetória);
3- O conhecimento gera a fase da cura
(trajetória justa, no trilho que redime).
A Técnica é esta em todos os seus
aspectos, e tem a função de concluir no indivíduo sua reconstrução, readquirindo
o conhecimento, chegando à cura, e à sua consequente salvação; sua redenção é
concluída quando atingidas estas metas. A primeira fase exemplifica que o ser
partiu da ignorância gerando o erro, e vai concluir na terceira fase, no seu
extremo oposto, o conhecimento. Partiu
ignorante, experimentou a reação da Lei, chegou ao final com conhecimento. Aquele erro não cometerá mais. Fechou o
clico em sentido Evolutivo. O nosso ponto de partida atual é de ignorância,
porque estamos no Universo Relativo, da criatura, o AS;
o ponto de chegada é conhecimento, porque este pertence ao S, mundo Absoluto de Deus. O homem age negativamente usando as
armas do mundo em que vive, porém, seu objetivo oculto, instintivo é agir positivamente,
para ascender ao mundo Divino. A primeira fase do ser ignorante errando leva-o
fatalmente à segunda fase destinada a ser de dor e sofrimento. Mais uma vez aqui,
fica patente que Deus não gera nada disso para seus filhos. Nossa ação, nossa
sementeira, é que nos dará nossos frutos a colher.
A ignorância é uma coisa tão cruel, que
faz o ser ficar surdo aos apelos de seu Criador, e cego no caminho que
escolheu, caindo em abismos cada vez mais frequentes, a medida de tentativas e
erros. A Parábola de Jesus sobre o Filho Pródigo encaixa-se
perfeitamente aqui. A escolha para este caminho é totalmente da criatura. Mais
uma vez, quando desperta como ser espiritual, experimenta como homem a sua
natureza emborcada. Se a causa primeira para as criaturas viverem o ciclo evolutivo
foi perder o conhecimento, hoje, a nossa natureza negativa reflete este ato, com nosso
egoísmo separatista. Natureza invertida. Gênese dos erros. Isto nos leva a procurar somente
vantagem própria e no gozo ilusório que a essa procura satisfaz
momentaneamente, e só nos detemos dessa loucura, quando somos obrigado a parar, com a
chegada da dor e do sofrimento. Viram que o ser humano que vive neste planeta
não pode conhecer outro meio de salvação? O homem com os instintos do egoísmo e
da luta separatista, inicia uma arrancada desenfreada caindo cava vez mais no AS Anti-Sistema, se afastando de Deus, e
como nosso Criador faz para fazê-lo parar de procurar mais sofrimento? Coloca-lhe
limites através das Leis, até readquirir o conhecimento. Por isso nosso ambiente é de luta.
Depois que experimenta estas três fases, o homem reflete que sua ação egoística produz resultados tão ruins que o faz cessar sua vontade de repeti-los. Esta é a história de quantos fizeram ou fazem fortuna no mal. O político experimentou um momento ilusório de satisfação e sucesso com sua ação nefasta, porém, o que obteve como lucro? Dor, e sofrimento; muito sofrimento. Ora, esta conta é muito burra, pois neste erro, nessa trajetória errada ele se afirmou crendo ter vencido, pois se deu bem naquele instante, porém, na realidade perdeu. A Verdadeira lição disto tudo vem depois, na segunda fase da experimentação, fase curativa com dor, corrigindo sua trajetória errada, quando entrou na órbita anti-Lei, anti-Deus.
Depois que experimenta estas três fases, o homem reflete que sua ação egoística produz resultados tão ruins que o faz cessar sua vontade de repeti-los. Esta é a história de quantos fizeram ou fazem fortuna no mal. O político experimentou um momento ilusório de satisfação e sucesso com sua ação nefasta, porém, o que obteve como lucro? Dor, e sofrimento; muito sofrimento. Ora, esta conta é muito burra, pois neste erro, nessa trajetória errada ele se afirmou crendo ter vencido, pois se deu bem naquele instante, porém, na realidade perdeu. A Verdadeira lição disto tudo vem depois, na segunda fase da experimentação, fase curativa com dor, corrigindo sua trajetória errada, quando entrou na órbita anti-Lei, anti-Deus.
Tudo isto ocorre porque aqui, no mundo ilusório
e relativo do Universo, emborcamos tudo; os valores divinos estão invertidos. O
homem sente sua natureza divina motivado por buscar a felicidade, porque
instintivamente ele a perdeu, e esta perda se deu por revolta, rebeldia e
afastamento de Deus, por isso suas ações na busca dessa felicidade se dão em sentido
invertido, agindo com desvios, enganos, acima de tudo e de todos, de forma
contrária a sua origem divina, assim ele em vez de subir, desce mais ainda. Em
vez de achar felicidade, encontra decepção, tristeza. Então, neste momento de trevas,
ignorante, ele escolhe os caminhos que o levam a mais dor.
Como vimos, essas trajetórias seguem
órbitas, e essas órbitas são usadas pela humanidade em sentido contrário,
negativo. Órbitas anti-Deus! Umas vez lançadas, não param. Elas seguem sua trajetória até o final, afim de serem reparadas. É Lei que a órbita siga o caminho da ascensão! Depois de passar pelas três fases do ciclo
evolutivo, o homem retorna seu caminho na trajetória justa, a órbita-Deus. A
Lei é tão sábia, que aproveita a ação má do homem pra agir em função do bem,
porque quem feriu, um dia será ferido, a seu turno quem foi algoz, hoje é
vítima. Este ciclo vai servindo e acabando por etapas quando cada ser atinge a
evolução. O exemplo mais perfeito pra isso se encontra no capítulo VI do livro objeto desse estudo sobre
evolução, citado acima, em que a vida é como um laboratório de química onde o
homem ainda não estudou as leis químicas: “(...)Nela encontramos todos os elementos e nos exercitamos na sua combinação
de modo mais diverso, mas pela nossa ignorância das leis da química não
conhecemos os resultados de suas operações. Fazemos contínuos erros, porque
misturas e combinações se fazem ao acaso; (...) Assim se faz com as
experiências da vida. As reações já sabem funcionar por si e as combinações
seguem a Lei que já conhecem.; o homem, porém, não a conhece e deve descobri-la
por meio de suas experiências. (...) A
vida coloca o homem no laboratório, a fim de que, experimentando, aprenda. A
cada experiência, ele toma conhecimento de uma nova reação e combinação química.
(...) Assim se enriquece o próprio patrimônio de conhecimentos, com tantas
novas qualidades adquiridas, que vão fazer parte integrante da personalidade, como
ideia inatas e naturais impulsos instintivos. Desse modo, a personalidade se
vai construindo através da experiência agora fixada e o ser vai recuperando a
sabedoria do S, perdida com a queda no AS ”.
Eis o ciclo universal da evolução: Ignorância,
Dor, Conhecimento. São três fases; três
momentos da salvação. Esse esquema triplo erro-dor-redenção, repetir-se-á sempre num nível biológico cada vez melhor, mais alto. Nessa massa de destinos
em nosso mundo de Provas e Expiações, encontramos os três tipos vivendo em cada
uma das três fases: o pecador, o penitente, e o redimido. O primeiro vive o
erro, o segundo se corrige com a dor, o terceiro goza do resultado da lição
aprendida. Estes são os variados tipos de destinos vividos pelos seres humanos,
como gotas de chuvas incontáveis, formando um rio que vai desembocar em um
oceano, o mar de Deus!
·
S
(mundo de Deus, Absoluto); AS
(universo da criatura, Relativo)
