segunda-feira, 7 de setembro de 2009

As Antenas entre o Aqui e o Além-parte IV

Mediunidade é dor, é renúncia, é redenção. Estar identificado como uma ‘Antena’ entre mundos diferentes nem sempre quer dizer apto. É somente o início do processo. O sofrimento é também instrumento de ascensão espiritual, e com este dom o sujeito ganha, como é a lógica da Justiça Divina, uma maior potência e felicidade que a evolução confere a quem se sente realizado em servir no bem. Quando falamos potência, é que aqui também há progressão da mediunidade. Não se alça voo maiores senão através de longas experimentações. Ela é progressiva de acordo com as conquistas do indivíduo. Está sujeita ao processo normal de evolução.
Por isso, no aspecto Ressonância, ela tem de progredir também. Cabe ao médium se aproximar cada vez mais das ressonâncias com as ondas morais e conceptualmente superiores. Não que a ele caberá captar apenas mensagens dos mais Altos Planos, mas principalmente no quesito de conquistar boa assistência. Nas diversas dimensões a que me reportei há as consciências evoluídas em sintonia perfeita, em ressonância com a Fonte Deus, para realizar este imenso trabalho com os médiuns.
É fato que a ‘Antena’ está em constante contato com vibrações em campos dinâmicos diversos, recebendo novos impulsos, o que pode ocorrer nessas progressões alterações patológicas, desequilíbrios e pseudoneuroses. Para submetê-las ao seu controle, cabe ao médium o estudo, a educação de sua mediunidade. É uma Lei, porque envolve nosso plano biológico. Até Jesus no final de toda bondade e serviço no bem, sofreu, e obedeceu a essa Lei para mostrar-nos que até para Ele há a necessidade de segui-La, e que a Lei é mais sentida tanto mais inviolável quando se sobe na harmonia divina. Imaginem para o ser humano comum e espíritos ainda em evolução?
Na mecânica desse processo, diz Pietro Ubaldi, isso ocorre porque ao ascendermos nos níveis mais altos, a velha forma biológica que se atrofia não mais pode suportar o psiquismo hipertrófico que se amplia no médium, e surgem os desequilíbrios aparentes, que a ciência, não sabendo compreendê-las, classifica de patológicos, como forma de neuroses. E completa: “essa desarmonia entre o hipertrófico desenvolvimento psíquico e o funcionamento orgânico, necessariamente levado, por progressivas reduções, à atrofia, traz consigo um contínuo e sutil sofrimento nervoso, não localizado, difuso, mas intenso e incessante, como uma verdadeira sensação da vida”. Isto porque essas alterações atingem as mais íntimas camadas do metabolismo orgânico, pois essa renovação interior cria funções novas, muda de forma e atinge o organismo e a alma, assim, dá uma sensação de agonia à vida no nível físico, porque se realiza nas profundezas do homem, atinge todo ser até os movimentos eletrônicos dos átomos e os vórtices de energia que se unem na química celular. Isto que se pode falar de Evolução Psíquica. Também o inverso pode ocorrer, se usar mal esse dom.
O psiquismo evolui, consequentemente sutiliza o organismo, é Lei. A evolução orgânica será sempre exterior, mas dirigida pela psíquica, e qualquer desvio que essa realize, só se verificará no órgão quando houver realizado a estabilização de suas conquistas a planos mais elevados. Quanto mais avança o psiquismo mais reage sobre o organismo, modificando-o. A ressonância também aqui se realiza.
Tudo deve obedecer à sintonização que a ressonância provoca. Nos mecanismos da mediunidade até o ambiente deve ser bem sintonizado na hora de usá-la, como bosques, montanhas, templos sagrado. No ambiente em que qualquer trabalho mediúnico for ocorrer, neste que está saturado das emanações das correntes de pensamentos, há a necessidade de estados de ânimos de paz, alegria, música suave, e afastamentos de interferências e vibrações psíquicas baixas. Falei da purificação orgânica e psíquica que leva o médium à afinidade com a Fonte, possibilitando, portanto, a sintonização com ela, do instrumento de ressonância, que é toda a personalidade do médium. Ascensão espiritual e sensibilidade receptiva tem tudo a ver. Todos os fenômenos que prescindem nas ‘Antenas’ humanas, não obstante a diferenciação individual que os separa, encontram sua unidade na grande corrente central que se chama Deus. O Centro Transmissor.
Tive que falar antes desse Centro, assim como do Universo e suas dimensões vibracionais para compreender os aspectos Técnicos e agora Mecânicos. O Universo não tem só diversas dimensões, mas diversos níveis de existências, que em suas fases evolutivas, nos trazem esses diversos planos, cada qual com sua sensibilização e concepção própria. Cabe ao médium com qual vai sintonizar. Essas fases mais concebíveis e mais próximas dentro de nosso Universo são a matéria a energia e o Espírito. Assim, nos diz Ubaldi, o universo físico (matéria) evolve para o universo dinâmico (energia), que evolve para o universo psíquico(espírito), e mais ainda, evoluciona para os planos Superpsíquicos, que atualmente para o homem e para ciência é inconcebível. Para compreender mais a fundo é só ler a Evolução das Dimensões, desse mesmo autor, no livro A Grande Síntese.
Afinidade e ressonância. Eis a Mecânica. Por isso falei de dimensões, porque não se estabelece comunicação entre planos sem esse escalonamento. No Livro dos Médiuns, diz Allan Kardec no capítulo XX, que entre a alma encarnada e o espírito livre há uma espécie de atração e repulsão, conforme grau de semelhança ou diferença entre eles. Assim, os bons sentem afinidade por bons, e maus por maus. Para atrair os bons, diz, as qualidades dos médiuns tem de ter a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo. Esse escalonamento começa por nossa atração nos primeiros planos de níveis de existências que estivermos sintonizados, por isso, para chegar ao Centro Transmissor com mais potência, primeiro se faz atingirmos por nossa evolução essa sintonização. É também Lei. A comunicação só se dar pelo princípio de ressonância, que dá a capacidade de vibração em uníssono, o que sucederá que transmissor e receptor se encontrem no mesmo nível evolutivo, isto é, de sensibilização, perfeição moral e potência perceptiva conceptual.
O que mais se verifica entre as ‘Antenas’ espalhadas pelo mundo é que não estão ainda todos neste nível de plano mais Alto. Tudo isso serve ao comum. Mas mais ainda ao místico, os missionários de bom coração, e claro, aos santos, esses encontram fácil essa sintonia. Mas como atingir o Centro Transmissor com mais potência, afim de adquirir mais assistência dos níveis de existências mais evoluídos? A Prece.
Deixamos ela para o final, porque entre a Mecânica e a Técnica há Deus. Vimos tudo, a questão da ressonância e afinidade, do ambiente, do melhoramento moral do médium, mas sem a prece, nada se realiza com melhor resultado na recepção. Todo inspirado, toda ‘Antena’ tem a necessidade de solidão com Deus, que nesse momento vai funcionar como isolante. Ora, a oração é também elevação do Espírito, que põe a psique em estado de receptividade sempre, o que significa a criação de uma corrente elétrica negativa para fechar o circuito com a corrente das Noúres, que é positiva e ativa, como Deus. A prece é um desejo, que gera força e auxilia a tensão nervosa necessária para atingir os planos superiores de consciência, mais sutis, porém, mais potentes. As correntes da psique em seu estado normal não possuem esse alto potencial, que é ativado com a prece. Tudo que eleva o potencial nervoso, com certeza vai facilitar a recepção noúrica, pois que a dinamiza. Essa percepção se eleva com o estado da prece, o que nos leva a uma sensação de alegria, confiança, dando-nos um mais amplo raio de ação e sensibilização muito mais vasto que o normal.
Na Técnica poderíamos falar da glândula pineal como órgão central da ressonância psíquica e da sintonização noúrica. Na Mecânica, como se dá as deslocações cinéticas na íntima estrutura dos átomos, evoluindo os órgãos dos médiuns em sutilização a planos biológicos mais avançados. Tudo isso podemos estudar nas Obras de Kardec e Ubaldi. Não cabe aqui senão uma síntese, uma idéia do gigantesco processo que nos faculta o Criador, para que na escalada evolutiva pudéssemos manter contato, orientando-nos para subir mais rápido. Abençoada cada ‘Antena’ humana que nos trouxe e nos trás orientações, palavras e revelações de paz e consolo do Amor Divino, que nos aguarda convicto de nossa volta à casa Paterna.

As Antenas entre o Aqui e o Além-parte III

O exposto nas partes I e II concluíram que do Centro Genético das Noúres , a Fonte-Deus, até ao concebível do reino humano, o fenômeno mediúnico passa por um complexo processo, e toda a explicação que dermos será sempre uma mutilação e uma redução do mesmo, para que a psicologia moderna e a ciência, ainda infantil neste campo, possam chegar à compreensão dele e das forças imponderáveis que a governam.
Por isso que antes de entrar no particular do técnico e mecânico, fora preciso que se destacasse que se creia nessa Fonte, sem o qual não existiria o fenômeno, nem mesmo a vida. Vamos ao aspecto Técnico.
O mundo do Espírito é ainda para ciência um mundo de emoções e de sonho, algo ainda mais perto do fantasioso. Quando ao contrário, o mundo da matéria, último elo da cadeia da Criação, é que é a ilusão e sonho, ou melhor, ‘pesadelo’, pois que esse mundo é finito, tudo perece e se transforma. Quando falo último elo, falei também de dimensões, que é o sistema vibracional. Todo o fenômeno mediúnico é Ressonância. O Universo é um emaranhado de dimensões vibracionais e de ondas. Ondas elétricas, radiofônicas (hertzianas), etc., e a que mais nos interessa, ondas Ultrafânicas. Não temos como estudar essa onda ultrafânica aqui, pois estamos nestes escritos na síntese da síntese e o assunto é longo. Mas resumindo, é ela a onda que melhor transmite as Noúres. É o tipo de onda que não é feita apenas para transmissão temporária emissor-receptor, pois sua transformação como condutora das correntes de pensamento atravessa mutação bem mais substancial e profunda, pois como a Fonte inspirativa se encontra em outra dimensão e a transmissão não se dá em sentido espacial, isto é, no campo da dimensão espaço, mas através de diversas dimensões. Única onda que atravessa a todas.
O Centro Transmissor das emanações das correntes de pensamento está além dos caracteres do mundo dinâmico e do conceptual do mundo psíquico humano. Está situado numa dimensão Superconceptual de caráter abstrato. A Fonte então não vibra, não irradia vibrações como a conhecemos, embora elas sejam de pensamento; não transmite ondas-energias na dimensão espaço-tempo. O mundo de Deus não tem tempo nem espaço. Por isso a importância da onda ultrafânica. O Centro Genético das Noúres emana algo absolutamente imaterial, um impulso, uma Potência que não temos como definir ainda os seus atributos das dimensões universais. A onda Ultrafânica faz essa viagem de descida, fazendo essa Potência precipitar-se sobre a dimensão conceptual do pensamento humano.
Há nesse processo de ir e vir, um processo de evoluir e involuir. Para unir os dois pólos do processo transmissor e receptor deve haver essa operação de passagem de um plano evolutivo a outro. Então a lógica nos diz que a substância emissora, o impulso original deve reduzir de dimensão de uma forma a outra. Significa que aquela Potência tem de percorrer um regresso evolutivo; o contrário também se efetiva, o receptor tem de evolver para captá-la. Quanto mais puro o médium, a “Antena”, mais alto ascende à Fonte. Por isso Jesus realizou mais que Moisés.
Essa redução de dimensão e esse regresso involutivo são um processo dessa transformação cinética da forma radiante da Fonte, que não se realiza no espaço, mas atravessando várias dimensões de diversas fases evolutivas, para chegar à nossa dimensão, do receptor. Como o caminho não se realiza em sentido espacial, mas, sim, em sentido evolutivo, evolvendo se ascende para o transmissor e involvendo se desce para o receptor. Fazendo uma analogia, o processo de telepatia se dá no mesmo plano evolutivo de ondas-pensamento, porque existe o pensamento. Na mediunidade inspirativa, nosso tema, a Ultrafania não há vibrações, porque vem diretamente da Fonte atravessando as dimensões, e só será vibração de onda-pensamento na última fase, de recepção. É a onda que serve as correntes de pensamento.
Entendendo esses conceitos de dimensões vibracionais podemos entender como o Centro Transmissor, totalmente fora do âmbito dos meios conceptuais do mundo da matéria, nosso Universo, possa descer ao nosso nível. Assim, quanto mais evoluir, mais perto da Fonte, como dizia Jesus: Os puros verão a Deus. Se a evolução é desmaterialização e espiritualização, a comunicação entre Transmissor evolvido e o Receptor humano relativamente involvido não se pode realizar senão materializando a emanação o que significa redução da Potência. Assim, nessa transformação ela é revestida do conceito abstrato, sintético, instantâneo com a forma pensamento, analítico e progressivo.
Isso quer dizer comparando com o ouvido humano, por exemplo, que só abarca senão uma determinada amplitude e freqüência de vibrações de sons, que só se tornaram perceptíveis quando o homem evoluiu na criação de instrumentos tecnológicos capazes para tanto. Até antes disso não percebíamos e ignorávamos esse mundo, como ignoramos o mundo espiritual. O imperceptível, pois, só tem fronteiras por causa de nossa posição relativa na evolução. Se esta se eleva, ora, automaticamente também se dilata o perceptível. Pode-se então estabelecer para qualquer indivíduo, dentro da escala evolutiva que alcançou, uma amplitude e capacidade perceptiva, que a frente de outros ele compreende todas as menores, abaixo disso que ele chegou, mas que excluem as mais amplas, que ele não alcançou ainda evolutivamente. Dois homens se comunicando estão dentro do mesmo plano evolutivo do Universo abrangendo o mesmo campo perceptivo. A comunicação e compreensão só são possíveis porque ocorre a coincidência de amplitude. Por isso o mais pode compreender o menos e não o inverso. Tentemos dar um conceito abstrato ao ignorante, ele não compreenderá até que façamos uma redução até sua dimensão conceptual e sensória.
As 'Antenas' obedecem a esta lei. Trata-se de um princípio único. Se colocamos dois diapasões vibrantes na mesma nota musical, percutindo um deles fazendo-o vibrar, também o outro só estará em harmonia se estiver vibrando emitindo o mesmo som. Esse é o princípio de Ressonância universal. O contato da consciência com o mundo do Além pelos caminhos dos sentidos é devido justamente a este fenômeno de ressonância. O pensamento vibra no Universo, repercute, emite, reage, volve à Fonte, anula-se, acumula-se, soma-se, desintegra-se, une-se em sintonia; nós irradiamos e recebemos irradiações do ambiente humano, dos planos inferiores, do Alto, num oceano de Noúres, de vibrações infinitas. Por isso a psique humana é um órgão capaz de vibrar e de entrar em ressonância, de transmitir, receber e registrar correntes psíquicas. Assim se transmitem estados de ânimo, sentimentos de amor ou ódio. É o segredo dos oradores que arrastam massas, de grupo diversos inclusive e principalmente os mediúnicos, cujo sucesso está em despertar e atingir essa ressonância.
Nesta parte vimos a Técnica da Recepção abrangendo mais o Centro Transmissor, na parte IV detalharemos mais a parte Mecânica do sujeito, o receptor.
Obs.: Ultra do Latim = Além; Fania do Grego = Luz.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As Antenas entre o Aqui e o Além-parte II

Antes de analisar a Técnica da Recepção das Correntes de Pensamento, da qual nosso Cosmo está impregnado, importa comentar que seja a ciência, um leigo, ou um cético nesse assunto tão complexo como a mediunidade, creiam em sua Fonte. Esta fonte é Deus. Pode nomeá-lo como queira, ao Ser Superior, Causa Primária, Inteligência Suprema, enfim, Criador, porque o início e fim de qualquer processo criativo dentro do Universo, provém Dele. Sem essa crença nesse "algo mais", nesse misterioso ser, etc., o assunto não terá campo fértil para desenvolvimento.Pois bem. Dissemos que a mediunidade evolveu. Nos tempos bíblicos temos ela nos profetas de forma nervosa, intensa em efeitos físicos, em absoluta demonstração de força e poder, até culminar em Cristo. Com Ele ela desceu amena, como descreveu João, o Batista, suave como o voo de uma pomba. O elo entre a fonte das Noúres, Deus, e os homens, foi Jesus. Acalmou tempestades, deu luz aos cegos, e ressurgiu no Seu corpo Glorioso, demonstrando que a vida prossegue. Mas, tanto com Moisés quanto com Cristo, a Fonte tinha um planejamento, uma sequência lógica de eventos que se sucederam e os fatos demonstram que a missão de ambos marcou gerações, o que denota em primeiro plano uma inteligência suprema que dirige e coordena, e as "Antenas" que a captam e executam.Percebe-se também que este planejamento e direção agiu conforme a evolução biológica dos povos. Uma divisão tipo 'Macho e Fêmea'. E também de ideais. Moisés mostrou-se no ideal Força, Poder. Jesus no de Amor, Perdão. Nem Jesus poderia demonstrar seu ideal aos Hebreus, e nem Moisés conservar essa chama do Yahveh dos Exércitos com mais luta, guerra, sangue e domínio, ao povo da Judéia, pois que estava prostrado e cansado de lutas. Cada qual ao seu tempo de assimilação e progresso. Na questão ‘macho’, Moisés demonstrou que a força, o imperativo de castigo e extermínio, dominando e subjugando nações contrárias a Yahveh, era o objetivo para cumprir o objetivo de sua missão: Crença em um Deus único. Jesus, no lado ‘fêmea’ demonstrou a resignação, a mansidão, o perdão incondicional de mãe, e o amor sempre, em todas as direções de igualdade, chamando-nos a todos de irmãos.Ambos conseguiram o cumprimento do plano diretivo da Fonte, Deus. Ao povo bárbaro e politeísta, a força, o medo, o Yahveh, Deus dos exércitos, até que as nações estabelecessem a crença contínua em um só Deus-Criador. Ao povo cansado da opressão, extenuado pelos sofrimentos sem fim, vem o Cordeiro de Deus, o pacificador, o consolador dos que sofrem dores e injustiças, até que todos começassem a estabelecer que Deus é Amor. Moisés, disse dente-por-dente, olho-por-olho, apedrejamento até morte ao pecador. Jesus, amai ao próximo como a ti mesmo.
Essas ‘Antenas’ humanas continuaram a descer para continuar o planejamento do Centro Transmissor, Deus. Foi São Francisco em Assis, Itália o cantor de Cristo com seu amor incondicional pelos homens; Ângela de Foligno, Itália, que captou a Voz da Fonte, que inflamou seu coração de divino amor; Catarina de Siena (1347-1380), usava sua potência visual em místicas visões; Santa Teresa, a carmelita de Àvila, reformadora, e também célebre por suas visões dos planos celestes; Margarida Maria Alacoque (1647-1690), onde ela tinha um colóquio com Cristo constante; Teresa Neumman de Konnesreuth, a famosa vidente da Bavária, estigmatizada por suas visões e por falar idiomas que desconhecia como hebraico, aramaico e grego. E que dizer de Joana d’Arc (1412-1431)? Um caso inspirativo por excelência, que se distinguiu por seu caráter místico e heróico, onde ficou claro um plano superior organizando a missão, lhe acompanhando o desenvolvimento e cumprimento da mesma, até culminar em sua redenção e resgate. No século atual tivemos Francisco Xavier, médium notável com características diversas de captar as Noúres dos diversos planos de existência.Nesta parte II, mostrei além dos diversos casos de mediunidade, o destaque das duas maiores "Antenas" que a humanidade conheceu (Moisés e Jesus), para confirmamos que antes de entender a Técnica do fenômeno mediúnico, importa saber que tudo demanda de uma Fonte, e que esta tem as causas, planos, controle e destinação de que eles se cumpram conforme tempo e lugar. Isto é assim até hoje, nas maiores como nas menores coisas.Nesta evolução do processo, como podemos entender melhor como o Puro pensamento da Fonte, "desce" às dimensões distorcidas, pesadas e letárgicas da matéria? Iremos ver isso na Parte III.