sábado, 28 de maio de 2016

O Corpo de Cristo


O Corpo de Cristo
A celebração ou consagração ao corpo do Senhor vai muito além das manifestações humanas de religião.
Conta-se que os Anjos a serviço de Cristo, durante toda a preparação da descida de Jesus à Terra, já tinham previsto como seria o antes Dele nascer, o durante e o após Ele deixar o corpo. Não poderíamos pensar que fosse diferente, afinal, missão dessa estirpe não foi conduzida em um átimo, ou ao acaso, apenas confiando no poder Divino, porque, qualquer ato de Deus é previamente pensado, como bem sabemos sobre Sua Providência, sempre além do homem e do tempo.
Não foram só os profetas que já anunciavam o Messias há centenas de anos antes, mas o próprio Jesus afirmou que Ele já estava com o Pai, veio Dele, e a Ele retornaria. Afirmou isso quando disse que Davi já O via à direita do Pai, e o chamava de Senhor (Mateus 22: 41-45); e também afirmou que “Antes da Terra ser e Abraão existir, EU SOU (João, 8:58); e o fato mais curioso sobre o domínio que Cristo tinha sobre este magnífico corpo, era Ele o desmaterializar quando bem quisesse, quando fugiu algumas vezes em que Fariseus o cercava para pegá-lo ou jogar-lhe pedras. (João 8:59).

Então, faz muito sentido que Seus Anjos lhe assessorasse neste planejamento cósmico na descida desse grande Ideal: redimir as ovelhas desgarradas. Os fatos se encaixam e vemos que tudo é trabalho na obra Divina. Enquanto a Terra era formada, já estava o Cristo e Seus prepostos preparando uma das “moradas” do Pai.

Sendo assim, concluo o assunto para descrever qual foi este plano e decisão dos Anjos no momento em que Jesus entregou Seu Espírito no madeiro infame, segundo esses três motivos:
1-Aquele corpo era sagrado, elaborado nos “laboratórios” Celestes sob a permissão do Todo Poderoso, afim de que exprimisse toda a beleza e perfeição que a missão exigia pelos séculos, então, ele seria “desintegrado”;
2-Justamente por causa do primeiro motivo, não era sensato deixar o corpo glorioso ter o mesmo destino, iguais a qualquer homem, ou seja, apodrecer e ser devorado por vermes;
3-Impediria que a humanidade fizesse idolatria e disputas por um túmulo e ossos, servindo apenas para a insanidade e vulgaridade humana pelo culto ao externo.

Jesus, então assim permitiu. Deve ser por isso que o santo Sudário tenha deixado marcas impressionantes e até então estranhas, como uma imagem em 3D quando submetido ao exame em laboratórios científicos. Seja de que forma tenha sido, faz sentido essa decisão pelos prepostos do Senhor, e em nada afeta ao mais importante, que é o aspecto interno, espiritual, acima e além do aspecto exterior, para o caso de se havia ou não necessidade de deixar à humanidade provas concretas de Sua presença. Isto ficou muito evidente no episódio final, quando das últimas passagens de Cristo entre os apóstolos, quando ressuscitado, deixou que Tomé o tocasse, para testemunhar a magnífica obra de Deus no mundo, e o advertiu: “Creste porque viste, mas Bem-Aventurado aquele que crer sem ver”...


domingo, 1 de maio de 2016

Surgimento do Egoísmo.


Já tratei da origem do Egocentrismo como primórdios do evento maior, que deu origem ao Universo. Este evento foi a famosa Queda dos Anjos. Sem concluir este processo, não poderemos entender como um ser feito Imagem & Semelhança Divina pôde agir assim. É que justamente no processo inteligente do Egocentrismo, as criaturas não tinham como agir apenas para si, e entendemos ainda mais a afirmação de Jesus sobre o Maior e o Menor. Toda vez que a criatura quis ser mais sem poder, ela ficou menos; toda vez que ela quis ser maior que seu Criador, ela foi menor. O Sistema Divino foi mais perfeito. Toda vez que a criatura fosse obediente as leis a este princípio, querendo ser menos, ela tornava-se mais; toda vez que quisesse servir, seria servida; toda vez que agisse como menor, ela seria maior. É o Egocentrismo Perfeito, o de Deus. Por quê? Porque este Egocentrismo foi criado nas Leis do Amor. O processo inverso no Egocentrismo egoísta, em vez de expandir as criaturas rebeldes, contraiu-as.
Por que surgiu o egoísmo? Resposta simples:
Mau uso do Egocentrismo!
A primeira natureza do Egocentrismo é ser uma afirmação. Já comentei isso, como Deus se afirma no Eu Sou! O Criador nos dando tudo isso, tem-se uma infinidade de eu-sou menores, réplicas perfeitas do Ser que os criou em Imagem e Semelhança. A diferença entre os Espíritos consiste, além de outras coisas que já comentei, em um Egocentrismo que se expande, na individualidade de cada um. Esta é a segunda natureza do Egocentrismo, expansão. Mas eis que a técnica do Sistema Divino existir está na cooperação entre todos. As criaturas então teriam também essa afirmação e esse Ego em equilíbrio de expansão, apenas quando em função das outras criaturas. Genial! A diferença para o egoísmo está aí. No egoísmo não há expansão, mas contração, para dentro, para o interior. É deixar-se de afirmar-se, para negar-se, porque contraria a primeira natureza, afirmar. Aqui se encontra o assombroso segredo de Deus, onde coloquei em aspas, seu “mistério”, assegurando que Sua Criação só teria uma direção, o que gera automaticamente a harmonia da obediência dos intricados e complexos sistemas que Ele determinou no seu momento de Pensar-Criar.
O impulso no Sistema Divino, que denomina-se Organismo, é um só, a Lei. Deus nos facultou um contra-impulso: Obedecer ou desobedecer. Se aparecesse então naquele Sistema um egocentrismo egoísta com vantagem apenas para expansão do eu exclusivo, sem que qualquer outra criatura se beneficiasse, seria um ato subversivo, e anti-orgânico, pois já falei que esse Sistema além de ser um sistema orgânico, é também uma Unidade orgânica. O único impulso contrário que poderia vir à criatura era o exercício da obediência à Lei. A criatura precisa obedecer, caso contrário, ela não pode pertencer ao Organismo do Sistema. E este único impulso é a expansão do eu-sou, e o contra-impulso, a disciplina nas ordens da Lei divina. A indisciplina e desobediência são possibilidades da criatura tanto quando a disciplina e obedecer. Esta é a chave da Liberdade.
Como na Gênese de Moisés, onde há a advertência de que a criatura, representada por Adão e Eva não fosse além das fronteiras fixadas por Deus (não comer o fruto da árvore do conhecimento da vida e da morte - Gênese cap. 2 ver. 16), representa essa questão do Criador querer apenas da criatura, sua obediência. É este contra-impulso que a liberdade e individualidade da criatura precisa definir em seu arbítrio. 
Quando parte das criaturas quiseram ser maiores eis que ficaram menores; quando elas quiseram expandir-se em egoísmo, apenas em benefício de si mesmas, contraíram seu 'eu sou'; em vez de expandir no mundo Divino, entraram em seu próprio mundo, limitado, um círculo fechado. Em uma análise dinâmica, essa contração gera um atrito, e todo atrito leva ao desgaste; esse atrito é o ato rebelde e a revolta que leva a criatura a inverter tudo. Ela inverte Amor em ódio! Em vez de se aproximar do centro, Deus, afasta-se cada vez. Porque escolheu o contra-impulso da desobediência. A liberdade traz responsabilidades em todos os níveis da existência. Por isso Cristo nos advertiu para não sermos mais aquilo que nos afastaria de Deus, pois Ele confirma tudo isso que acabei de escrever: No Reino de Deus, quem quiser ser o Maior, que seja o Menor.
Aqui vemos não só Moisés, representando que a Queda dos Anjos foi a expulsão do Paraíso,  mas também em Isaías no capítulo 14, em que relata o momento em que o Anjo rebelde (aqui representando todos os anjos rebeldes): “Subirei mais alto que tu ô Altíssimo, serei semelhante a ti.” O resultado é nesta passagem que o Anjo rebelde, Lúcifer, caiu do céu como um relâmpago, e foi do alto ao abismo, caindo por terra. 
Representado foi este momento da Queda Angélica nas Escrituras Sagradas, e exemplificadas em diversas formas o ocorrido conosco, no mal uso da liberdade, do Egocentrismo, querendo ser o que a Lei de Deus – tema que estudaremos a seguir – não nos permitia. Isto é tão forte, que a maior dificuldade da humanidade em todos os setores da vida é: Obedecer. Severo reflexo da maior de todas as desobediências. Quando quis a criatura ser mais que seu criador!

Esta parte consta no meu livro parte III PLANO DE DEUS- Morte e Renascimento.