sábado, 20 de agosto de 2011

GÊNESE DA OBEDIÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA/MAL

GÊNESE DA OBEDIÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA/MAL

Com o intuito de começar os estudos dos livros de Pietro Ubaldi, “A Lei de Deus” e “Técnica Funcional da Lei de Deus”, tenho antes as seguintes perguntas: Por que Jesus disse “Vós sois Deuses!”? Somos mesmo Deuses? Sempre fomos Anjos? Quando perdemos esta conexão ou esta condição?

Estes livros abordam a Lei do Determinismo, assim como a Lei do Livre-Arbítrio, uma lei oposta e complementar da outra. No nosso Livre-Arbítrio podemos semear o que quisermos, Deus assim permite; no Determinismo da Lei, vem a colheita obrigatória, Deus assim exige.

            Para o Criador da Vida, Liberdade é concedida junto com a Responsabilidade. Ser Livre, neste caso implica em ser Obediente.  Não tem como separar isto, sem o que não há uma Ordem, um Organismo. Ao contrário. Imaginem muitos deuses operando em um Universo, ou mesmo em vários Universos? Como conciliar que esses deuses não conflitassem entre si, sem que uma Ordem Maior os organizassem para se manterem íntegros, unidos, vivos sem destruir uns aos outros? Haveria uma batalha de deuses e, em consequência uma destruição de tudo, pela força e poderes existentes com eles. Este início já é uma prova que só há um Deus, porque não há universos se gladiando, nem deuses impondo suas leis particulares em sobreposição a outro, sem o que nosso próprio Universo nem começaria, ou sequer conseguiríamos enxergar ordem nele, só caos, e, nem mesmo Vida. É uma prova também que há uma Ordem. Tudo isso para entendermos que não há como Deus nos dar a Vida, sem que ela precedesse de uma organização, por isso falamos em Organismo, e também de leis para regula-la, porque deuses menores surgiram em Imagem e Semelhança com seu Criador, e que precisavam seguir as leis do Organismo= Deus/Criaturas. Este é o que podemos chamar de um sistema. Chamaremos de Sistema Divino. É uma ideia bem generalizada para que nossa mente tenha uma forma de como seria isso. Assim, temos estas comparações para melhor entendimento.

Então há um Sistema, este Sistema é um Organismo. Onde está seu comando? Mais uma vez comparando, Seu cérebro é Deus, as células, suas criaturas.  Para regular a vida desse Sistema, Deus elaborou Leis, e elas tem de ser seguidas, obedecidas. Já temos aqui então a primeira gênese que é a de Hierarquia. Quem nos criou, nos fez semelhantes, e isto é tão lógico como dizer que se alguém nos der madeira para criar algo, a criação será somente deste material: madeira! Então, o que havia com Deus para ele fazer e criar suas criaturas? Havia com Deus então algo que chamaremos Substância. Dessa Sua Substância originou suas criaturas. Podemos analogamente afirmar que esta Substância no que mais próximo podemos encontrar será em nossas almas, nosso Espírito. Assim, se Deus é Eterno, indestrutível, assim será com suas criaturas. Substância Perfeita, como seu Criador. Jesus está certo, somos deuses!

Coisas maravilhosas, não? Perfeito! Assim como Deus é Perfeito, não há como já dissemos Ele criar algo que não seja de si mesmo, por isso afirmamos sermos de sua mesma substância. De onde Deus tiraria algo ou alguma coisa que não fosse de si mesmo? Claro! Se vimos que só há Ele, nada além nem aquém. Então vamos lá, recapitular e resumir tudo. Deus É! Ele é o Todo. Se é o Todo, é Único. Seu momento Espírito. Em certo momento Deus criou, de Sua mesma Substância multiplicou Sua centelha Divina em várias centelhas menores. Seu momento Pai.  Fez Deus para este seu mundo um Sistema. Este Sistema é um Organismo, na qual Ele é o mantenedor, o Centro de onde irradia tudo para suas criaturas. Seus filhos são semelhantes a eles. Estamos assim vendo o mesmo Deus, que não se dividiu, multiplicou-se. É este o Seu momento, Filho. Deus, Espírito, Pai e ao mesmo tempo Filho. Podemos afirmar e resumir isto assim nas palavaras de Pietro= TUDO-UNO-DEUS.

Agora vem mais uma coisa maravilhosa, que começamos falando dela na parte do Egocentrismo, e depois de explicar isso tudo, agora poderemos entender melhor isto. Este momento maravilhoso, é que Deus nos fez únicos também. Claro! Individuados. Semelhantes também por cada uma de Suas criaturas terem individualidade. Para isto concedeu-nos a maior prova de Amor que um ser pode dar a outro: Liberdade. Livre, como ele, dentro daquele Organismo. Mas para isso, como vimos nos exemplo de imaginar que se a vida fosse composta de vários deuses, seria necessário uma Hierarquia, uma ordem. Foi assim que fez nosso Pai neste seu Sistema. Um organismo onde todos seriam livres, únicos, mas para funcionar como tal, haveria – e não tem como ser de outro jeito – que obedecer às Leis que regulam este mesmo organismo, afim de que seu funcionamento seja harmônico. Houve ali a gênese da Obediência.

Vamos mais uma vez comprar para entender. Imaginando aquele esquema em que Deus é o cérebro, então é aquele quem comanda tudo no organismo. Para a vida de um corpo ser saudável e funcionar regularmente, o cérebro tem que manter tudo em ordem. Uma desordem qualquer no cérebro o que vemos? Doença, morte; mesma coisa com seus comandados, as células, que no nosso organismo também são individuais, e embora da mesma substância do cérebro, mas cada uma com sua função. Eis aqui também um princípio de Hierarquia. Tem as células nervosas comandos bem mais complexos em qualquer lugar do organismo em que elas se encontrem, sejam dentro do cérebro, ou nas glândulas, ou nos órgãos, ou na tarefa mais simples, como junto às células da pele. Aqui vai algo fantástico, que demonstra que um organismo tem de seguir uma ordem hierárquica em todos os níveis, onde é tão importante para o cérebro a saúde da célula do fígado, como da pele, como as nervosas, sem o que há a desordem, o caos, a doença se instala, e vem a morte.

Para funcionar aquele Sistema, em que o Organismo Divino comanda hierarquicamente criaturas iguais a si, livres e únicas, não poderia se dar sem o requisito mais importante: Obediência. Se uma célula do nosso organismo se rebelar, ou seja, começar a funcionar diferente das outras, o que ocorre? Ela se desconecta do todo do organismo. Ela se isola em uma função só para si. Ela adoece. Vemos aqui o que chamamos de tumor. Ela é isolada pelas outras. Começa a batalha para que ela não contamine as outras, sem o que isso gerará a destruição de Todo o Organismo.

Outra coisa maravilhosa, é que Deus não nos distanciou, nem diferenciou de um padrão criador. Ele tem para isso um Esquema também Único. O que é o Macro, assim é o Micro. Com isso é fácil fazer esta analogia do Organismo Divino com o organismo humano, porque somos tudo da mesma origem. Do mesmo esquema. Vamos provar com exemplos. Da mesma forma que funciona um sistema atômico, funciona uma célula. No átomo temos o núcleo que comanda, e seus comandados que lhe circulam, o elétron e o próton; na célula temos também um núcleo que tudo comanda, e ao se redor as organelas; vamos ao macro, onde temos o cérebro que comanda, e ao seu redor todo o exército celular. Temos no sistema solar, que como sistema é um organismo, e tem um comando feito pelo Sol; ao seu redor um sistema planetário servindo-lhe nos propósitos a que esse mesmo sistema precisa para sobreviver. Tire agora o núcleo do átomo, uma célula do organismo ou seu núcleo, um planeta de nosso sistema solar e o que veremos? O caos se instalar, desordem, destruição.

Não há como fugir disso. Todos os sistemas que demos exemplo repetem o esquema divino. Funciona como um único Organismo, tem hierarquia, tem princípios e seguem Leis. No exemplo do átomo, da célula com o cérebro, e do planeta com o sol, são sistemas determinados, que seguem algo já elaborado genialmente para obedecer automaticamente ao princípio e leis que lhe dirigem, afim de que serviam a principal peça disso tudo: A criatura. No exemplo do Organismo Divino, do Sistema, mesma coisa. Deus lhe criou para que funcione para o bem estar de suas criaturas. Tanto em um como outro, há Leis, as mesmas. E tanto lá no mundo de Deus, como aqui no nosso Universo, há a Liberdade, e há a Obediência. Todo este texto para afirmar que tem de haver a obediência. Achamos lindo e fantástico porque Deus nos deu o livre-Arbítrio, nos fez criaturas livres com liberdade de escolha. Mas, sejam quais as escolhas, elas estão sujeitas às Leis. Há as consequências para os dois lados, para os que seguem e obedecem às Leis, e para quem rejeita e desobedecem às Leis. Aqui começa a gênese da Justiça Divina. É igual para todos, em todas as direções. Quem segue as Leis, tem seus benefícios; os que desobedecem às Leis, tem suas consequências. Fiz todo este arrodeio, pois por incrível que pareça, está intrínseco, no nosso âmago mais profundo do ser, uma rejeição por termos de ser obedientes, quando mais fácil é ser rebelde. Melhor fazer o que quisermos, sem que ou quem possa nos importunar, e sem nos tolher às decisões que queremos comandar. A semente da gênese da Desobediência está também no âmago de cada criatura. Não tem como. É um oceano imenso onde todos estão interligados. Se um dos mares ou um dos rios deixar de se conectar ao todo oceânico de nosso planeta, vai haver consequências. Incrível. Por mais distante que esteja, haverá alterações nos ventos, nas temperaturas, e mesmo lá no hemisfério sul, o norte também sente. Vá mexer na órbita de Plutão, lá nos confins de nosso Sistema solar, e veremos consequências desastrosas, perturbações magnéticas em nosso Sol que colocaria tudo a perder na vida daqui da Terra. È a mesma Lei pra qualquer direção ou dimensão.

A Lei de Deus foi feita para que tudo retorne à origem, é de sua estrutura inviolável, e como falamos em esquema único, a mesma força da lei de gravidade e do espaço curvo, vigora para as leis morais. Há uma curvatura universal, verdadeira para todas as dimensões de existência, desde o mundo de Deus, até no nosso universo. Por isso todo impulso tende voltar à origem de onde partiu, afetando a tudo e todos, assim é o princípio dos fundamentos da Lei.

Estamos todos ligados. Somos a mesma Substância lá e aqui. O que muda são só os estados de como nos encontramos. Pode ser célula, mar, planeta ou alma, alterou em uma para o bem ou para o mal, altera todo o resto. Todo esse objetivo e Presciência Divina antes de criar tudo, para que a criatura Livre não fugisse desse compromisso, Obediência, sem o qual colocaria tudo a perder. O Planeta não é ‘livre’ para decidir fugir do sistema solar, porque há leis e princípios que o rege. É aquele determinismo da Lei que falamos no começo. Já a criatura, por ter este fenomenal poder de decidir, por ser livre, pode decidir fugir de Deus, ser a favor ou ser contra, se rebelar e desobedecer. A gênese da Desobediência está pronta pra cada ser querer usá-la.  Mas a Lei foi cabalmente e Previamente pensada, de forma que quem se rebela e desobedece às leis, se rebela contra sua própria vida e vive só para se destruir. Mas vem aqui outro fato maravilhoso: ninguém pode perseverar neste caminho, é impossível, porque estas Leis reagem para que a criatura seja reconduzida à ordem, infelizmente os recursos causam dor e muito sofrimento. Por isso, assim como o exemplo da célula que decidiu sozinha viver apartada do organismo, sendo o seu destino a morte e desaparecimento e afastamento definitivo, a criatura que decidisse viver sozinha, apartada de Deus, teria o mesmo destino. Quando previamente criou Leis que impedissem isso, Deus só tinha um objetivo: salvar a criatura. As terríveis consequências de desobedecer a Deus só servem individualmente e particularmente a quem deu origem. Engraçado é que Jesus nos ensinou isto há 2 milênios: “a semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória.” As vezes é preciso tudo isso para entender esta simples frase.

Está determinado que temos de obedecer às Leis. Livre para agir, porém determinado também a receber dessa nossa ação. Uma Lei está atavicamente ligada à outra, sem o que Deus não teria como nos salvar. Tanto o livre-arbítrio para fazermos as escolhas, como o determinismo de vivê-las são aprendizados imortais para o nosso Espírito. Por isso, Deus exige a Obediência, para nosso bem. Tanto deixar usar nossa liberdade, como em contrapartida assumirmos a responsabilidade por seu uso, são uma prova e um ato de Amor. Toda esta parte até aqui demonstra outra gênese, a da chamada Revolta, ou Queda dos Anjos. Gênese essa que gerou todo mal que conhecemos e vivemos. Por isso a rebeldia nos dá prazer, a obediência ao contrário, nos constrange. Está dentro de nosso espírito, uma lembrança “inconsciente” de que somos mais aptos a fazer o que quisermos, sem que nada nos impeça ou nos cobre por nossos atos. O prazer do rebelde  é de alguma forma libertar-se do jugo da Lei, porque ignorantes da leis que o regem, julgam e acreditam ser possível esse roubo à Lei. Quando vemos no mundo o mal praticado pelo homem, ele acredita piamente que aquilo é o certo, é o caminho mais rápido e fácil para fazer e conseguir o que quiser. Por isso dissemos ser impossível isso perdurar, porque se somos da mesma essência Divina temos as mesmas leis para seguir. Se chegasse a haver uma verdadeira revolta perpétua e ela alcançasse o sucesso e vencesse a batalha contra a Lei, seria a destruição da própria vida. Seria a derrota de Deus! Impossível! Se somos da mesma Substância Divina, somos indestrutíveis, por isso a Lei foi arquitetada de maneira que automaticamente a revolta, movimentada pelo rebelde, por si própria constitui  a força que o leva a ser destruído. Age particularmente sobre ele. A dor, o sofrimento e a morte o constrangem a querer parar de rebelar-se para não ser destruído e eliminado da vida. É um medo inconsciente da criatura também por não saber se isso é possível, porque a mesma ignorância que o faz gerar o mal, é a mesma que lhe causa o medo e receio de ser destruído. Impossível, por dois motivos: Primeiro, uma criatura só que fosse destruída, estaria destruindo Deus, por ser parte Dele; Segundo, Deus é indestrutível, jamais poderá ser derrotado.

Respondemos as três perguntas iniciais. Somos mesmo deuses e sempre fomos Anjos. A última é justamente quando nos tornamos rebeldes à Lei de Deus que nos deconectamos do estado de ser Anjos, para viver a experiência de ser humano. Vamos ver como os Mecanismos da Lei de Deus agem para nos salvar dessa loucura de ser contra às Leis e desobedecer ao Criador. Por incrível que pareça, ser rebelde e fugir aos compromissos da Obediência nos dar prazer e nos faz achar que somos poderosos a pontos de continuar com esse delírio. É quando vivemos a contra-força chamada Mal. Por que será? Saberemos nos próximos textos!

domingo, 24 de julho de 2011

Origem do Egocentrismo Parte Final.

Chegamos na parte final de entender esse drama de sermos o "tais" sem ser. Deus nos fez assim, como Ele. Os tais! Neste ciclo de vida do Universo sentimos isso e constrangidos a viver neste ciclo de nascer, dor, sofrimento e morte, esquecemos como ser o "tal". Não é um termo irônico, Somos o tal mesmo, filhos de Deus, e, como Ele, em Imagem e Semelhança. Como recuperar isso? Jesus nos ensinou. A jornada é longa e cansativa. Mas aqui nos propomos a estudar e explicar como viemos parar aqui, tentando voltar a ser o tal.
Cinco minutos de leitura para terminarmos esta parte da Origem do Egocentrismo, depois, vamos ao que interessa. Falar do dia terreno, nossas lutas, como vencê-las. Perguntando e discutindo juntos como sair dessa armadilha em que nos metemos. " Vois Sois Deuses", afirmou o Cristo. Como reativar todo este poder que está dentro de nós? Terminemos esta parte e no final direi como...

Continuação...       Vejam como as Leis de Deus são sábias, e porque funciona assim o Universo desde que surgiu. Só que essas mesmas leis têm prazos determinados, por isso nada pode permanecer do mesmo jeito pra sempre. Um egocentrismo egoísta separatista que começa e funciona assim no início, não pode prolongar-se, porque se está contra as leis divinas seu destino é o que? O desgaste.  Porque vive em atrito, este é seu destino, desaparecer. Continuar retroagindo é anti-vital. Essa forma agressiva de um egoísmo exclusivista perderá sua função biológica, que é evoluir. Por isso, no futuro, a humanidade evoluída rejeitará o egoísmo separatista e só vai querer o egocentrismo altruísta, porque tende a melhorar a vida de tudo e de todos. Apesar disso, ainda o que vemos é o egoísmo feroz, do: “Passo por cima do que e quem puder pra conseguir sempre mais”.
Mas eu já não disse que as leis da vida tendem à unidade? Há do egoísmo separatista para o egoísmo altruísta também um retrocesso, mas em forma de retorno. Retorno à fonte, Deus, que  nos criou em Egocentrismo Altruísta. Não disse também alhures que o princípio da Lei é reunificar, e que o egocentrismo válido para isso é o do altruísmo? Está respondido que o egoísmo exclusivista e separatista não poderá permanecer para sempre. Quem assim agir ficará cada vez mais isolado, porque ficará contra as leis da vida. Deus usa seu egocentrismo que abraça todas as criaturas e tudo que existe para coincidir com seu altruísmo máximo. Por isso quanto mais o ser evolve mais se aproxima de Deus, que possui o egocentrismo perfeito. Por quê? Porque é feito de Amor, expressão máxima da alma do Sistema Divino; sendo assim Deus está no centro não para sujeitar e humilhar, mas para atrair; não para absorver e constranger a criatura a ter que estar com Ele, mas para irradiar e fundi-la consigo; nunca para tomar da criatura, mas para dar.  A Lei do Egocentrismo é tão perfeita, que ela deixa que o egocentrismo de forma egoísta tenda ao desgaste, e que seu sistema seja fechado e limitado, não tendo o ser mais para onde ir. Se afastando do Centro com seu egoísmo ele só encontra decepção, sofrimento e dor; ao contrário no egocentrismo altruísta o seu sistema se expande sem limites e por evolução ele sai do ciclo de dor e sofrimento, tornando-se mais vasto, aproximando-se do Centro - Deus.
Por isso iniciei com a afirmativa que o Universo surgiu como um organismo fragmentado, só ainda não disse os detalhes do porque (saberemos estudando A Grande Síntese), e que sua lei maior é a reunificação. Para isso afirmei também que se Deus é o Centro do Sistema, o Universo é a periferia. Afirmei e expliquei, porque Deus se nos apresentou como Eu Sou, e que as criaturas devem existir como Sua Imagem e Semelhança: “eu sou”. Ele se encontra pois no centro do Sistema por uma razão, que é ficar irradiando de Si para seu outros “eu sou menores”, também pequenos sóis que irradiam em seu centros, também menores. Este, o modelo central como Deus iniciou a criação, suas criaturas à Sua Imagem e Semelhança. Mas para que isso funcionasse em harmonia deu o principal combustível da vida: A liberdade. Cada criatura “livre”, mas que deve permanecer obediente ao seu criador, em harmonia com Sua Vontade, pois só Ele sabe como deve funcionar esse Organismo denominado Sistema. Mas por ser livre, nunca obrigatoriamente constrangida e condenada a viver com Deus, podendo Dele separar-se, violando a liberdade, desde que não vá de encontro às sua leis. Se agindo ao contrário, a criatura se depara com a Lei do sistema, que por defesa em manter o Sistema de Deus íntegro, se volta contra ela. Eis porque o egocentrismo válido não pode ser o egoísta, porque é contra tudo isso. Embora tenha a liberdade para usá-lo, mas as duras experiências da vida fazem a criatura perceber que aquilo está se exaurindo e o condenando a sofrer sempre mais, e que sua única saída é evoluir, usando o egocentrismo altruísta.
Neste argumento final do parágrafo acima está a origem de tudo pelo que vivemos em nosso mundo, do surgimento do Universo, desse contínuo nascer, sofrer, morrer, etc. Veremos isso a seguir. Mas é preciso abordar como funciona a vida no Universo, e porque nosso mundo é assim. Temos que ter a prova e só se obtém isto lembrando o que vivenciamos, pela experiência. Por isso que toda lei e os profetas, desde que nos entendemos como humanidade, se resume em: “ama a teu próximo”. Esse é o esquema único da vida. É assim no Centro onde está Deus, deve ser assim na periferia onde está o Universo. Como aqui sabemos que os mais sábios e poderosos devem amparar, ensinar e irradiar para os menos evoluídos, assim o é hierarquicamente como Deus procede. Por isso Jesus dizia que quem mais tem deve dar, e os que menos têm devem receber. Quem quiser ser o Maior, que seja como o menor. Os mestres e santos agem dessa forma. O irmão menor, inferior, deve receber amparo, tudo do irmão maior, superior. É Lei.
A lei do Egocentrismo. E é também Lei do Organismo chamado Sistema, de onde todos viemos. No Universo, enquanto as partículas, átomos e moléculas, agem de forma atávicas aos determinismos da lei de atração e unificação, no homem, que atingiu a razão, não será mais por determinismo, mas porque compreendeu, evoluiu e sabe irradiar o amor divino. Aqui em nosso mundo vemos esse complexo sistema de hierarquias de superiores e inferiores, onde devem repetir o esquema único de onde está Deus. Os que se encontram em níveis mais elevados recebem diretamente Dele e devem irradiar e distribuir aos mais afastados. É a perfeita justiça alcançada pelo Amor. Em tanta desigualdade no mundo deve ter como lema atingir a justiça. Objetivo do Evangelho de Cristo.
Tenho falado que assim que deve agir a humanidade. Não é ainda, mas será o tipo de vida no futuro do ser evoluído. Esta é a função da Divina Providência. Deus age através de seus prepostos que vai se intercalando em níveis diferentes de hierarquia, mas onde tudo e todos devem permanecer ligados. É uma harmonia perfeita, da qual ainda não podemos observar o conjunto, mas só por partes, tal a nossa condição de seres separados e fragmentados.
Observando nosso próprio organismo, vemos que este esquema único está em todas as coisas e seres. Assim como somos células de um grande organismo, não podemos viver isolados ou morremos. Se vivermos exclusivamente pensando em nosso próprio benefício, sem fazê-lo em relação às outras pessoas, em favor do organismo inteiro, seremos alijados. É contraproducente. A vida não pode funcionar dessa forma. Imaginem uma célula de nosso corpo que de forma egoísta resolvesse, como um germe revolucionário, se isolar e lutar contra o organismo, que representa o todo, o que ocorreria? As outras células em defesa do interesse geral, ou seja, manter a vida, entenderiam aquilo como uma forma perigosa ao funcionamento do organismo, aquela célula rebelde seria considerada doente, então isolada e expulsa do organismo, afim de que não contamine as outras e o Organismo morra. Como no câncer. Continuando este raciocínio, se algum planeta do nosso "sistema solar" se afastar ou for destruído, será o caos e destruição dos demais. Uma nota musical não pode destoar das demais, não haveria harmonia, nem sequer a própria música.
Essa é a fórmula do tema central da Queda do Anjos. Tema que abordarei um pouco mais tarde, mas que antes precisamos entender a Origem do Egocentrismo. Sem esse “antes”, sem sabermos que temos e somos um "eu sou" não poderíamos compreender. Tudo deriva daí. Temos o exemplo no mundo de uma humanidade materialista, onde prevalece ainda o egocentrismo de egoísmo, separatista, cada um contra seu próprio semelhante. Essa origem se encontra na Queda dos Anjos. Parece uma fantasia, uma estória absurda, alegórica, mas que sem este tema, a vida se perde em acasos e caos. Tínhamos que verificar como funcionam as leis da vida, que se repete em todos os níveis, pois Deus não pode dar dois impulsos diferentes, uma lei para um, uma lei para outro; a vida pois tem que ter seu esquema, e para entender o antes, temos de analisar o agora. É assim que funciona nosso organismo. Por isso dei o exemplo da célula, que retrata de forma perfeita este episódio. Vimos que as leis da vida tendem a isolar como um cancro ou um tumor, tanto o ser que decide viver exclusivo para si, como a célula do exemplo. É um mecanismo de defesa que remonta às origens! Tudo faz parte de um organismo, de um Todo.  Uma forma de vida assim rebelde, é puro egoísmo que tenta parar o livre fluxo da vida. Tanto o homem como a célula são partes do Todo e têm de obedecer a seus princípios e leis. A divina lei do Amor que é a própria vida vem salvá-lo, assim as leis biológicas para salvar a vida do organismo, isolam a célula rebelde. Assim será com o homem que viver do egoísmo, será expulso das sociedades evoluídas, por deslocamento ético e social.
Por este exemplo que dei, vemos que o homem tem em seu Centro, Deus, a célula tem em seu Centro o homem. Em um caso ou outro entram as leis do impulso do conjunto orgânico, que é a sobrevivência do ser, do organismo. Nos dois casos, se agirem contra as Leis têm de ser expulsos desse sistema, para que o Todo sobreviva. Assim poderemos compreender mais na frente, como pôde surgir atitude rebelde nas criaturas e quais foram as consequências disso tudo. Este termo ser "expulso" é forte, mas não é uma expulsão definitiva, porque seria contra as Leis do Amor; é antes um isolamento como vemos do delinquente ou doente, que merece e precisa de tratamento para se recuperar e se curar. A pior parte do tratamento é aprender com o sofrimento e a dor. É o que abordarei agora. A experiência viva do dia a dia, como viver para se preparar em ser Altruísta, para se afastar desse tratamento de choque que é o que vemos na Terra. Como é isso? veremos com o livro A Lei de Deus. Em resumo: Obedecer. Oh! coisa difícil para seres rebeldes como nós!!!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

continuação - A Origem do Egocentrismo - Parte III

No Livro O Sistema, Pietro explica o funcionamento daquele Organismo criado por Deus e que origina o nome do livro, onde o Criador é o Centro; este é o mundo de Deus, que veremos mais a frente, e o que funciona é o Todo-Uno, então tudo que derivar daquele mundo Divino terá que seguir este princípio, e assim compreenderemos logo mais porque abordamos Deus, o Eu Sou, e o Egocentrismo como princípio do Universo e dos seres, primeiramente. Entendendo o Egocentrismo, entenderemos porque da presença do egoísmo. O princípio do egoísmo é separatista, cada parte por si só. Para entender porque a humanidade sofre tem de se verificar a origem do Egocentrismo. O sofrimento só acaba se acabar o egoísmo. E saberemos como: Com a evolução. Se tudo está evoluindo, a conclusão deste final é uma confraternização unificando tudo que se fragmentou, reconduzindo os seres à unidade no centro: Deus. Assim entendemos que o surgimento do Universo foi uma separação deste Centro, assim pôde surgir o egoísmo, que foi uma fragmentação do Uno em tantos outros “eu” menores do Eu maior. Esses “eu” menores se qualificam em viver neste Universo no princípio separatista, qualidade do ser involuído; e tanto assim viverá enquanto suas necessidades e quadro do seu nível evolutivo permitirem. No final veremos a praticidade do que está teorizado, e entenderemos como funciona isto no nosso dia-a-dia. No Sistema, Deus individualizou cada ser; cada um com seu Ego; neste Ego em mutação também evolutiva está presente a mais fundamental e genial base do Espírito: Liberdade e Livre-Arbítrio. É justamente aqui onde agora passamos a perceber como o Egocentrismo perfeito doado por Deus, pôde se corromper em Egoísmo separatista. O que se pode esperar de quem tem o poder de ser livre e de decidir o que quer? Tudo! Tanto para o bem, como para o mal. Por isso domina neste Universo o individualismo egoísta e separatista em função do “só eu”. Mas é a Evolução que vai reconstruir essas personalidades e fazê-las voltar ao Sistema, no Centro com Deus! Por isso Jesus falava tanto em "voltar" para casa do Pai. Bem, uma vez atingido a evolução do ser, seu egocentrismo será o altruísmo, que pertence ao evoluído, e ao Sistema, mundo do Criador. Aqui no nosso mundo o egocentrismo é o egoísmo, que pertence ao involuído, e ao Anti-Sistema, mundo da criatura. Por isso que no nosso mundo prevalece a luta feroz do egoísmo separatista, e só assim se explica, pois que é biologicamente justificável, do porque uma personalidade egoísta vive em guerra, e sua vitalidade consiste em ultrapassar e destruir o que para ele, o seu oponente é seu semelhante. Há total desunião de todos contra todos, e todos viram inimigos inconscientemente. Vendo o mundo dessa forma, só podemos restritamente observar que será assim para sempre, pois é só o que percebemos, um querendo engolir o outro. Só vence o mais forte e o mais astuto! Na verdade, isto faz parte da lei feroz deste plano, deste Anti-Sistema que os homens conhecem como Universo, para que as criaturas sintam a necessidade de lutar para subir; e só se sobe na luta, desenvolvendo a astúcia e a inteligência; é o seu “eu” usando o egocentrismo ainda do involuído, mas que sem isso, como vimos acima, tudo permaneceria estático e nada mudaria, ou seja, o que se fragmentou permaneceria fragmentado e não poderia se reunir. Seria um Universo que viveria fadado à uma morte letárgica por não possuir dinamismo e impulsos reconstrutores. Esses impulsos são ferozes aqui, porque é a lei biológica de nosso mundo. É necessário reconhecer outro combustível que move o Ego, que é a insatisfação. Nada sacia o espírito que vive nesse Anti-Sistema. Na luta por buscar suas necessidades e satisfações é que o ser evolui, mas também, a medida que a razão acorda o espírito divino que vive dentro dele, o ser sofre. Sofre com seus erros, e com outro instrumento redentor: A Dor. Cada vez que seu egoísmo separatista tenta destruir e passar por cima de seu semelhante, a Lei lhe impele a resgatar seus erros, reconduzindo-o ao caminho de Deus. Sem a insatisfação e a dor, a nossa preguiça faria paralisar tudo, que ficaria estagnado na morte. A insatisfação é importante, por fazer com que queiramos sempre mais, e a dor para fazer com que tenhamos limites dessa insatisfação. Há no âmago do ser uma "felicidade" com a qual busca, justamente por causa dessa insatisfação de suas necessidades; Mas, ao dizer Jesus que "a Felicidade não é deste Mundo", começamos a achar que estamos numa armadilha, e que por isso, sendo enganados. Nosso íntimo nos impele irresistivelmente a buscar algo que não está aqui. O Cristo diz que a felicidade não está aqui e queremos ela a todo custo. No fundo, se refere mais a uma outra felicidade e que o Mestre nos contou em uma de suas parábolas; é a Felicidade perdida, do Filho Pródigo que abandonou a Casa do Pai. Por isso, não há engano da parte Dele. O engano está em como conduzimos nossos desejos para achar a felicidade, e é aqui, no Egocentrismo egoísta, que fazemos nossa armadilha, porque iludidos pelo caminho fácil, onde crescer e se satisfazer em benefício próprio, quando algum semelhante foi esmagado, enganado e destruído, só gera sofrimento e dor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Continuação - Origem do Egocentrismo - Parte II...

Na última postagem terminamos com a seguinte pergunta: Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo?

Respondendo e continuando - Parte II:

Porque somos ainda involuídos. O Objetivo dessa introdução, antes de estudar a Grande Síntese, é verificar algumas questões antes difíceis de responder: Como surgiu a vida do seio de Deus? Por que surgiu o Universo? Por que ele funciona dessa forma, antes fragmentado e depois evoluindo para a unidade? E aí está tudo. Começa pelo Criador no Ego-Centro-Deus, e continua na criatura. O egocentrismo Divino é de forma positiva, do altruísmo onde predomina o amor. No fim tudo é egoísmo, mas há o que se dilata na ampliação do egocentrismo de Deus, como é o caso de Jesus; e há o que se suprime, que se fecha e se limita a si mesmo. O primeiro positivo, o segundo, negativo. O primeiro se expande, o segundo se fecha. A diferença é que no Criador ele já É; na criatura, em contínua evolução, será. Entenderemos isso mais profundamente.

Vamos nos concentrar nos exemplos. Por que o exemplo de Cristo como egoísmo que se dilata? Não podemos desconsiderar que tudo que Jesus usou em vida Ele sabia que seria em benefício próprio em primeiro lugar; cumprindo os mandamentos de Deus ele seria compensado a ficar “à direita do Pai”, para atingir um novo grau de evolução de seu espírito iluminado; muitos podem dizer que ele já viera do Pai e estava à sua direita; é verdade! Mas não esqueçam que ele não poderia se sacrificar pelos os outros sem o benefício próprio, porque é Lei; não estamos querendo dizer que Cristo se sacrificou só porque iria ganhar alguma coisa; não! Mas Ele sabia que pela lei natural divina, e Ele mesmo pregava “A cada um segundo as suas obras”, o que iria receber de compensação de Deus pela sua obra magnífica entre os homens. Ele compreendia, sabia e vivenciava o egocentrismo máximo em Deus, que consiste de um egoísmo que cobre todo o Universo, dilatado infinitamente em amor, sendo capaz de abraçar e defender cada criatura, considerando parte integrante de si mesmo (irmão), sacrificando-se e doando-se por elas, até mesmo Sua vida Terrena. Não foi isso que ele fez? Jesus tinha autoridade e poder pra se livrar de tudo aquilo. Mas não o fez. Ele conhece a Lei.

Tudo isso explicado acima para confirmarmos que o primeiro princípio da criação é o egocentrismo. Neste Universo que vivemos, já é o contrário, o egocentrismo é a finalidade. Cada criatura nasceu com seu Ego, tornando-se um “eu sou”. Esse sentimento inato que inflama o Ego, e que no nosso Universo vive em forma de egoísmo é o combustível da evolução. A planta pode sufocar a outra para que se coloque melhor ao sol; o Babuíno pode destroçar um filhote seu, se este quando chega na condição adulta, lhe ameaça o posto de líder; o homem, desde os primórdios, sempre quis tomar de outras civilizações, aquilo que ela tivesse melhor do que a sua; enfim, nesse processo, todas as criaturas precisam lutar para viver, e lutando desenvolve a astúcia, que evolui pra inteligência, até que adquirindo a razão, esta possa compreender que sem a união, a civilização não avança.

Não é culpa sentirmos isso em nosso íntimo de querer o melhor para nós, desde que esse sentimento não vá contra ou em detrimento do outro, o que não seria mais uma vantagem, mas uma desvantagem, porque iríamos contra a Lei de tudo unir. É isso que queremos dizer antes de iniciar sobre a origem da vida e do Universo. Quando o Cosmo surgiu seu primeiro princípio foi esse: Unir, ou melhor, Reunir. Reunir é a palavra mais apropriada. Por quê? O Universo, nós já sabemos, surgiu fragmentado e depois pelas leis dinâmicas que o compõe foram se formando as unidades coletivas de átomos, moléculas, nebulosas, estrelas, sistemas planetários, galáxias. Tudo está evoluindo para uma união, e a prova disso é que tudo depende de tudo e de todos; nada pode se mover na vida separado, porque isolado não funciona, não vive. Não é assim? Como nos formaríamos para a vida sem a união do espermatozóide com o óvulo? Eis o princípio da vida demonstrando que assim funciona a Lei.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estudo do primeiro Livro A Grande Síntese

Parte I
A partir de agora vamos começar a estudar A Grande Síntese. Por mais difícil que pareça ser é um livro simples. As primeiras abordagens com gráficos, fórmulas e equações me faziam crer que eu não entenderia nada. Errado! Se eu pude entender, qualquer pessoa entenderá. Como já comentei aqui no início do Blog, a obra de Pietro Ubaldi se baseia na famosa teoria da Queda dos Anjos. Para entender tudo que vemos hoje na Teologia e religiões, assim como a vida cotidiana, desde o aspecto histórico ao social, seguirá para esta estrada dessa famosa Teoria. De um assunto até então que consta desde as escrituras sagradas ou nas antigas filosofias, até mesmo das fábulas, dos contos, é imprescindível abordar o assunto, que até mesmo eu rejeitei antes de ler. A Grande Síntese tem esse poder, de quando começamos a rejeitar e duvidar, as páginas e capítulos seguintes desmoronam toda a resistência. E quando se chega aos livros Deus e Universo, O Sistema, e a Queda e Salvação, estamos assim por dizer, arrebatados. Vamos antes do estudo propriamente dito, abordar as questões desde o instante zero. Assim, quando começarmos o estudo, essa introdução voltará sempre como complemento. A Cada mês vou enviando as páginas... 0. O INSTANTE ZERO – A QUEDA DOS ANJOS 0.1 Deus, o “Eu Sou” e o Egocentrismo O Universo é um organismo que surgiu fragmentado, e suas leis e princípios têm uma única função: reunificá-lo, restituindo seus elementos espirituais à sua origem. Esta primeira frase da obra é que diz tudo sobre o que iremos escrever. O porque disso ser assim e qual a verdadeira origem desse universo, fará parte desse desenvolvimento. Primeiramente vamos abordar seu criador: Deus. Não podemos abordar Deus em seu aspecto absoluto, nem certamente tentar defini-lo em sua essência máxima, porque nos é ainda superconcebível, inacessível para nossa mente, limitada apenas em afirmar Sua existência em seu aspecto transcendente como o “Eu Sou”. Afinal, essa “apresentação” foi a primeira manifestação divina entre os homens, quando afirmou a Moiséis: “Eu Sou o senhor teu Deus...”. Após esta apresentação, hoje o homem aborda muito mais sobre o Criador, com questionamentos até insondáveis. O instante zero para o Espírito humano é saber que Ele chega dizendo: Eu Sou! Não disse nunca: Eu Era! Muito pior esta “apresentação”, daria a nós o direito de abordar o início de como surgiu Deus. Extrema loucura, que talvez nem os anjos o saibam. Ao dizer Eu Sou, dá um sentido de princípio e fim, de eternidade, de existir desde sempre. Apesar de ser extremamente louco, não há um Eu Era! Muito difícil para a mentalidade acostumada ao Antropomorfismo, conceber algo que não foi criado, que para esse “algo” nunca houve um começo e sim um sempre. Então, como saberemos exprimir que Ele existe e provar sua manifestação entre nós? Digo-lhes apenas que para isso precisamos trazê-Lo à nossa forma sensorial, revelando os aspectos imanentes de Sua presença, seja na natureza ou entre os homens. Temos de vesti-Lo com nossa mente, expresso em forma, não mais como o homem velhinho de extensa barba, mas com o coração e a razão. É que o Espírito só consegue captar Deus dessa forma, e com isso ficará fácil expressa-lo pelas revelações feitas na obra de Pietro Ubaldi, objetivo dessa obra, assim como relembrar tudo que nos disse os profetas, os sábios, os santos e o Cristo. O objetivo primeiramente é saber a origem desse EU SOU, princípio do egocentrismo. A origem, como de tudo, está em Deus. Muitos questionam como isto pode ter origem em Deus? É que confundem o egocentrismo com o egoísmo, e por isso mais sentimos culpa neste processo, quando na verdade o egocentrismo máximo é mesmo de Deus que é o centralizador unitário do nosso Universo, de nossa vida. Por isso sua primeira fala aos homens foi apresentar-se: Eu Sou! Mas o egocentrismo não é exatamente egoísmo, sem ele os organismos sociais e celulares, assim como os sistemas planetários não poderiam manter nenhuma unidade, objetivo maior da vida neste Universo: que tudo volte a ser UNO. Esse princípio de egocentrismo existe como uma lei natural e invisível para todo ser, com o objetivo de centralizar e conservar todo o Universo como um organismo, necessário e útil a todos os elementos que o compõe. É o seu elemento positivo. Maior insensatez é saber que ele surge no caos, fragmentado, numa “aparente” desordem, cujos motivos abordaremos sinteticamente. É aonde vai entrar a Queda. O egoísmo, que deriva do egocentrismo já é diferente; é seu lado e elemento negativo, também centralizador, mas para vantagem individual e não coletiva, pois possui em seu âmago o sentido separatista e exclusivista, uma usurpação do direito de outrem, que é apenas para si. Totalmente contrário ao divino. O Universo primeiro se manifestou em seu início dessa forma. Qualquer entidade, organismo social, a família, o Estado podem ser egocêntrico sem ser egoísta. É necessário centralizar as coisas em torno de algo que a torne unidade, senão não haveria família, nem estado, porque sem uma força centralizadora de comando, tudo tende a continuar fragmentado, quando o objetivo Divino para este Universo, é manter e repetir o estado original que Ele mesmo tinha na origem: UNO. Mais uma vez vamos nos perguntar, se era assim, por que não nasceu UNO, mas fragmentado? É que essa cisão não é de “origem” Divina. Chegaremos lá. Importa insistirmos que Deus é o centralizador egocêntrico da vida, então tudo primeiramente foi construído assim, ainda que se separe, tende a voltar pelo impulso divino a reconstruir a unidade. Esse é o “esquema original”. Este evento se repete, quando estudamos no livro O Sistema, que Deus ao nos criar se pulverizou, ou melhor explicando, se multiplicou em centelhas divinas, embora sejam partes Dele, mas unidas, atraídas e centralizadas com Ele. A cisão ocorreu de egocentrismo para egoísmo, quando a vontade livre das criaturas as fizeram, em parte, a querer se separar. Querer não é poder! Mas vamos retornar ao assunto da origem do Egocentrismo, porque essas outras dúvidas e questões a respeito da “cisão” serão dissipadas ao longo do estudo. A confusão maior é analisar a vida prática com o que lemos ou aprendemos. Na superfície elas são divergentes. Mas no âmago, são totalmente convergentes. Como podemos falar que com Deus tudo é Unidade, se na vida prática o que observamos é o contrário? O que vemos mais no mundo? O separatismo em tudo, filho do egoísmo. Por que isso? O ser para existir tem de dizer: Eu! Assim com o Criador. Assim com a criatura. Sem isso não há um ser vivo e consciente. Para se fazer viver ele tem de ser um “Eu sou”. Apesar do mundo em sua maioria entender que esse egocentrismo tem de ser o egoísmo, uma força maior como impulso de Lei, constrange tudo e a todos para que cada fragmento conserve interiormente a sua natureza do Esquema Original: Tudo-Uno. Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo? continua...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Monismo: O Conceito Real de Deus.

MONISMO, o que é? No dicionário não encontraremos definição. A primeira vez que foi citada no livro A Grande Síntese por Ubaldi, tratava-se de palavra nova. Mas, como disse a entidade "Sua Voz", se nos prendermos à palavra perderemos o conceito, isto é, o verdadeiro "espírito" de seu significado.
Trata-se de uma evolução na maneira de definir Deus e seu verdadeiro papel na Criação. Primeiro tínhamos o Politeísmo, e evoluímos para o Monoteísmo. Ambas no sentido Antropomórfico, ou seja, Deus numa concepção humana, com atributos humanos. Até chegar em Jesus, via-se um Monoteísmo com esse sentimento puramente humano, onde Deus podia ser vingativo, invejoso, irado, enfim, com todas as paixões humanas, inclusive no processo criador. Isto porque dá o Monoteísmo, também, a idéia de um Deus criador a partir do nada, ou seja, criando exterior a ele. Ora, o nada não existe, nunca existiu. Sendo assim, raciocinando com mais profundidade, não podemos conceber Deus criando com elementos externos, se esses elementos nunca existiram sem que fossem criados, porque senão teria tido ou teriam tidos outros deuses antes desse que conhecemos. É lógico! Então, se aprendemos no Monoteísmo que não há nem houve outros deuses, Deus só podia criar com elementos de Si mesmo. Não pode ser Deus distinto da criação. Deus é o Princípio e forma, Causa e Efeito, imanentes e incindíveis. Isto, é em síntese, o que significa Monismo. Deus é a própria Criação. Por causa disso, Pietro Ubaldi foi condenado pela Igreja Católica, e este livro entrou para o Índex(1). Abaixo temos as palavras ditadas por "Sua Voz", enunciando este novo conceito para que possam meditar sobre Monismo:

"Acerquemo-nos ainda mais da questão a ser desenvolvida. Necessárias se faziam estas premissas para vos conduzir até aqui. Observai como procedo no desenvolvimento do meu pensamento. Progrido conforme uma espiral que gradualmente estreita as suas voltas concêntricas e, quando passo novamente pela mesma ordem de ideias, é para tocar o raio que parte do centro, num ponto que lhe está sempre mais perto. Para esse centro vou guiando o vosso pensamento. Nesta exposição parto do exterior, dirigindo-me para o interior, isto é, da matéria, que constitui a realidade para os vossos sentidos, indo para o espírito, que contém uma realidade mais verdadeira e mais alta. Vou da superfície à profundidade, da multiplicidade dos fenômenos ao princípio uno que os rege.
Encontro-me no outro pólo do ser; no extremo oposto aquele em que vos encontrais. Racionalistas que sois, sois análise; eu, intuitivo (contemplação, visão), sou síntese. Desço entretanto agora, à vossa psicologia racional de análise, tomo-a como ponto de partida, para vos levar à síntese, que é ponto de chegada. Parto da forma para vos explicar a obscura e palpitante impulsão, o motor que a anima, tenazmente aprofundado no mistério. Penetro, resumo e abarco num Monismo absoluto todo o imenso detalhe do mundo fenomênico, cuja imensidade imaginareis multiplicando-o pelo infinito do espaço e do tempo; canalizo a multiplicidade dos efeitos, de que a ciência encontrou fadigosamente alguma lei, para as vias que convergem para o Princípio Único. Farei de um mundo que pode parecer caótico para as vossas mentalidades um organismo completo e perfeito. A complexidade que vos apavora será reconduzida e reduzida a um conceito central, único e simples, a uma única Lei que tudo rege.
Podereis denominar isso de Monismo; todavia deveis cuidar mais dos conceitos dos que das palavras. A ciência tem crido alguma vez, haver descoberto e criado um conceito novo, pelo fato de ter cunhado uma palavra. E o conceito é este: assim como do politeísmo tendes passado ao monoteísmo, isto é, à fé num único Deus (todavia sempre antropomórfico, por isso que opera uma criação exterior a si mesmo) agora passais ao Monismo, isto é, ao conceito de um Deus que "é" a criação
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(1) Constituição Dogmática do Concílio Vaticano que diz "Deus é distinto do mundo por seus atributos e por sua essência" .E o Concílio de Latrão, 4 (1215).