segunda-feira, 29 de abril de 2013

O que é Evolução - Parte II



O QUE É EVOLUÇÃO – PARTE II
Na primeira parte, expliquei o que “É Evolução” de uma forma simples, com poucas palavras, apenas para nos basearmos sobre o assunto; assunto este que exige toda uma complexidade, e seja por qual raça ou religião ela for estudada, não se altera, porque é Lei. A Lei nada mais é que o Pensamento de Deus, exprimindo Sua Vontade, funcionando em todo lugar, desde aqui até as mais longínquas galáxias. Respiramo-La e vivemo-La porque a Lei simplesmente é Deus querendo redimir, salvar Sua criação, quando parte dela começa a agir como anti-Lei!

Desde Allan Kardec em 1857, o assunto Evolução ou Lei do Progresso foi entregue como objeto de estudos à humanidade, e recebe seu complemento no século atual com Pietro Ubaldi. A Lei de Deus vai ficando cada vez mais perto da ciência do que das instituições religiosas. Não é mais uma questão de fé, mas de conhecimento. Por isso, é nossa função simplificá-la, trazê-la ao entendimento a toda gente.
A Evolução ou Lei do Progresso é a raiz do dinamismo de nosso Universo. Assim, é fatal que todas as coisas e seres a esta Lei estão submetidos. Dentro dela há vários ramos por onde ela se diversifica, e a mais forte que conhecemos até pela ciência, é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação. O Famoso “Karma” se insere aqui. A ciência, através de um de seus gênios como Einstein, já provou que nosso Universo é Relativo. Onde entra a Evolução aqui? O maior choque de se estudar a Evolução é falar de seu contrário, a Involução. Nesta questão da Evolução, o Universo ser Relativo, é porque apresenta um valor de medida, uma contra-parte. Está provado também que o espaço é curvo, e todos os fenômenos são cíclicos, do movimento do elétron ao das galáxias, tudo gira em função ou em torno de algo, e a tudo retorna.

Não vou entrar ainda detalhadamente em karma, nem reencarnação, embora ao falar em retorno e que tudo é cíclico, é inevitável. Mas vamos ao “antes”. Para entender a Evolução, temos que saber por que ela existe, e porque Deus fez dela o dinamismo do Universo. Ora, Deus é Perfeito, então por que fazer algo que nasce imperfeito e precisa se aperfeiçoar, evoluir? Eis o dilema do nosso Cosmos. Por isso tocamos no assunto do Universo ser Relativo; é que ele representa no seu modo de ser não uma Ação, mas uma Reação. A contra-parte da Ação. Como podemos provar que o Universo é uma reação e não uma criação? Simples! O modo de ação de Deus só podia ter o mesmo sentido Dele, na perfeição. Quer dizer que Deus só criaria algo como Ele mesmo, perfeito. O Universo nasceu com a necessidade da perfeição. Se não nasceu perfeito não foi uma Ação de Deus, mas uma reação, uma consequência de suas Leis. Isto tudo estamos aprendendo agora. É observando como se comportam estas leis e o funcionamento do Universo, que podemos hoje deduzir que algo o fez surgir assim. É por este motivo que nosso Cosmo tem esse funcionamento cíclico de retornos, de contrários, de ser relativo, de ser medida com relação a algo. Nada funciona nele sem um contrário, por isso é Relativo. Como é isso?

Vamos lá, no “antes”. Quando o Universo surgiu, seu funcionamento já tinha um direcionamento, um comportamento dinâmico a seguir, enfim, Leis. Estas Leis foram previamente criadas por Deus para que seu funcionamento seguisse a linha da ascensão. Se o Universo é uma reação, seu funcionamento vai seguir esta tendência, e vai mostrar que as forças se compensam sempre que algo surge. Assim, surgiu em primeira mão a lei da gravidade com sua Repulsão, com seu contrário a Atração; a partícula Positiva, e seu contrário a Negativa; a Anti-Matéria e seu contrário a Matéria; as Trevas e seu contrário a Luz; se há a Ação, tem seu contrário a Reação; a Morte tem o seu contrário, a Vida; a Alegria e seu contrário a Dor; a Felicidade e seu contrário Sofrimento. Vai das leis da física-química até às leis morais. É, enfim, um método dualístico, típico de uma Cisão. Uma separação entre mundos diferentes. O de Deus e o de suas criaturas. Assim, se o mundo das criaturas, o Universo, é Relativo, o seu contrário, o mundo de Deus é Absoluto. Então, podemos concluir sem medo algum de errar que se existe hoje a Evolução, é que ela partiu de seu contrário, Involução. Se hoje evoluímos, não resta dúvida, é porque um dia involuímos. Não há como separar uma da outra, porque se fizermos isso, desmoronamos todo o sistema e o comportamento da Lei, enfim de todos os fenômenos que observamos diante de nós.

A Involução foi criada pelo livre-arbítrio da criatura, que se colocou numa situação incompatível com a Lei de Deus, o que ocasionou a Cisão. A Cisão é o exato momento do Big-Bang, um afastamento do Filho com relação a seu Pai, Deus. A ciência comprova isto. Uma quantidade infinitesimal de Energia se condensou, se expandindo no Big-Bang, criando a matéria. A ciência então chegou ao seu limite, quando não consegue entender este “antes”, do por que dessa concentração tão absurda de Energia, sem saber o que a fez se concentrar ali, de onde ela veio, e o que era ela antes de  ser formada. Somos uns privilegiados, quando nos dispomos a conhecer e estudar a Lei do Progresso ditada por Kardec, ou como  funciona a Lei de Deus, trazida por Pietro Ubaldi, que aqui expomos nessas linhas de forma mais simples possível, para afirmar que o Universo Evolui, os seres Evoluem, a humanidade Evolui, enfim, tudo segue de volta à sua origem, Deus. A ciência não tem ainda esse privilégio de ter “olhos de ver”, “ouvidos de ouvir”, capacidade de entendimento de coisas abstratas, tão bem exemplificada nestas palavras por Jesus: “Ouçam quem têm ouvidos de ouvir; vejam quem têm olhos de ver”. Isto se aplica perfeitamente aqui no que estudamos e escrevemos dessas revelações.

A verdade é que, a Involução nos parece como uma Queda do mundo Absoluto ao Relativo, uma Queda de vibrações de alto valor, como deveria ser os filhos de Deus, para uma fragmentação da individualidade que se separou de seu Criador, ao usar mal sua liberdade, seu livre-arbítrio. As consequências são as reações que hoje enfrentamos, ou seja, fragmentamos Conhecimento em Ignorância. Por isso o recomeço simples e ignorantes! Fragmentamos nosso ser em um “não-ser”, como explica bem Ubaldi no livro A Técnica Funcional da Lei de Deus: “Com a Queda, a existência se fragmentou em um dualismo: a) Conhecimento, que significa ordem, segundo a Lei e alegria no S (mundo Absoluto de Deus); b)Ignorância, que significa desordem, anti-Lei e dor no AS (mundo Relativo da criatura). Assim surgiu o método dualístico de cisão conhecido no S, isto é, a ação do ser contra a Lei  e das opostas reações dela, com o método dos contragolpes corretivos do erro através da dor.  A Lei só pode atuar com sistema de compensação entre contrários.”

Isto quer dizer que Evoluímos compensando estes ‘contrários’ com ações equivocadas nossas, cujas reações da Lei nos mandam de volta ao caminho correto; de que forma? Assim, quem usa da injustiça, deverá encontrar a justiça da Lei; quem está caminhando errado, é levado ao caminho certo; a verdade, sempre vai corrigir o erro; a justiça corrige a injustiça; o bem corrigindo o mal, etc. Vem agora o que devemos entender por ser a Evolução essa estrada dura, onde a nossa ignorância gera o erro, o erro gera a dor, e do sofrimento atingimos o conhecimento. Este é o Método que nos impõe a Evolução e vamos questionar na Parte III, se não há outro caminho melhor ou mais fácil; pode Deus escolher outros caminhos para atingirmos a redenção? Por que ficamos ignorantes, se é isto que vai nos fazer sofrer tanto? Veremos a seguir.