segunda-feira, 11 de abril de 2011

continuação - A Origem do Egocentrismo - Parte III

No Livro O Sistema, Pietro explica o funcionamento daquele Organismo criado por Deus e que origina o nome do livro, onde o Criador é o Centro; este é o mundo de Deus, que veremos mais a frente, e o que funciona é o Todo-Uno, então tudo que derivar daquele mundo Divino terá que seguir este princípio, e assim compreenderemos logo mais porque abordamos Deus, o Eu Sou, e o Egocentrismo como princípio do Universo e dos seres, primeiramente. Entendendo o Egocentrismo, entenderemos porque da presença do egoísmo. O princípio do egoísmo é separatista, cada parte por si só. Para entender porque a humanidade sofre tem de se verificar a origem do Egocentrismo. O sofrimento só acaba se acabar o egoísmo. E saberemos como: Com a evolução. Se tudo está evoluindo, a conclusão deste final é uma confraternização unificando tudo que se fragmentou, reconduzindo os seres à unidade no centro: Deus. Assim entendemos que o surgimento do Universo foi uma separação deste Centro, assim pôde surgir o egoísmo, que foi uma fragmentação do Uno em tantos outros “eu” menores do Eu maior. Esses “eu” menores se qualificam em viver neste Universo no princípio separatista, qualidade do ser involuído; e tanto assim viverá enquanto suas necessidades e quadro do seu nível evolutivo permitirem. No final veremos a praticidade do que está teorizado, e entenderemos como funciona isto no nosso dia-a-dia. No Sistema, Deus individualizou cada ser; cada um com seu Ego; neste Ego em mutação também evolutiva está presente a mais fundamental e genial base do Espírito: Liberdade e Livre-Arbítrio. É justamente aqui onde agora passamos a perceber como o Egocentrismo perfeito doado por Deus, pôde se corromper em Egoísmo separatista. O que se pode esperar de quem tem o poder de ser livre e de decidir o que quer? Tudo! Tanto para o bem, como para o mal. Por isso domina neste Universo o individualismo egoísta e separatista em função do “só eu”. Mas é a Evolução que vai reconstruir essas personalidades e fazê-las voltar ao Sistema, no Centro com Deus! Por isso Jesus falava tanto em "voltar" para casa do Pai. Bem, uma vez atingido a evolução do ser, seu egocentrismo será o altruísmo, que pertence ao evoluído, e ao Sistema, mundo do Criador. Aqui no nosso mundo o egocentrismo é o egoísmo, que pertence ao involuído, e ao Anti-Sistema, mundo da criatura. Por isso que no nosso mundo prevalece a luta feroz do egoísmo separatista, e só assim se explica, pois que é biologicamente justificável, do porque uma personalidade egoísta vive em guerra, e sua vitalidade consiste em ultrapassar e destruir o que para ele, o seu oponente é seu semelhante. Há total desunião de todos contra todos, e todos viram inimigos inconscientemente. Vendo o mundo dessa forma, só podemos restritamente observar que será assim para sempre, pois é só o que percebemos, um querendo engolir o outro. Só vence o mais forte e o mais astuto! Na verdade, isto faz parte da lei feroz deste plano, deste Anti-Sistema que os homens conhecem como Universo, para que as criaturas sintam a necessidade de lutar para subir; e só se sobe na luta, desenvolvendo a astúcia e a inteligência; é o seu “eu” usando o egocentrismo ainda do involuído, mas que sem isso, como vimos acima, tudo permaneceria estático e nada mudaria, ou seja, o que se fragmentou permaneceria fragmentado e não poderia se reunir. Seria um Universo que viveria fadado à uma morte letárgica por não possuir dinamismo e impulsos reconstrutores. Esses impulsos são ferozes aqui, porque é a lei biológica de nosso mundo. É necessário reconhecer outro combustível que move o Ego, que é a insatisfação. Nada sacia o espírito que vive nesse Anti-Sistema. Na luta por buscar suas necessidades e satisfações é que o ser evolui, mas também, a medida que a razão acorda o espírito divino que vive dentro dele, o ser sofre. Sofre com seus erros, e com outro instrumento redentor: A Dor. Cada vez que seu egoísmo separatista tenta destruir e passar por cima de seu semelhante, a Lei lhe impele a resgatar seus erros, reconduzindo-o ao caminho de Deus. Sem a insatisfação e a dor, a nossa preguiça faria paralisar tudo, que ficaria estagnado na morte. A insatisfação é importante, por fazer com que queiramos sempre mais, e a dor para fazer com que tenhamos limites dessa insatisfação. Há no âmago do ser uma "felicidade" com a qual busca, justamente por causa dessa insatisfação de suas necessidades; Mas, ao dizer Jesus que "a Felicidade não é deste Mundo", começamos a achar que estamos numa armadilha, e que por isso, sendo enganados. Nosso íntimo nos impele irresistivelmente a buscar algo que não está aqui. O Cristo diz que a felicidade não está aqui e queremos ela a todo custo. No fundo, se refere mais a uma outra felicidade e que o Mestre nos contou em uma de suas parábolas; é a Felicidade perdida, do Filho Pródigo que abandonou a Casa do Pai. Por isso, não há engano da parte Dele. O engano está em como conduzimos nossos desejos para achar a felicidade, e é aqui, no Egocentrismo egoísta, que fazemos nossa armadilha, porque iludidos pelo caminho fácil, onde crescer e se satisfazer em benefício próprio, quando algum semelhante foi esmagado, enganado e destruído, só gera sofrimento e dor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Continuação - Origem do Egocentrismo - Parte II...

Na última postagem terminamos com a seguinte pergunta: Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo?

Respondendo e continuando - Parte II:

Porque somos ainda involuídos. O Objetivo dessa introdução, antes de estudar a Grande Síntese, é verificar algumas questões antes difíceis de responder: Como surgiu a vida do seio de Deus? Por que surgiu o Universo? Por que ele funciona dessa forma, antes fragmentado e depois evoluindo para a unidade? E aí está tudo. Começa pelo Criador no Ego-Centro-Deus, e continua na criatura. O egocentrismo Divino é de forma positiva, do altruísmo onde predomina o amor. No fim tudo é egoísmo, mas há o que se dilata na ampliação do egocentrismo de Deus, como é o caso de Jesus; e há o que se suprime, que se fecha e se limita a si mesmo. O primeiro positivo, o segundo, negativo. O primeiro se expande, o segundo se fecha. A diferença é que no Criador ele já É; na criatura, em contínua evolução, será. Entenderemos isso mais profundamente.

Vamos nos concentrar nos exemplos. Por que o exemplo de Cristo como egoísmo que se dilata? Não podemos desconsiderar que tudo que Jesus usou em vida Ele sabia que seria em benefício próprio em primeiro lugar; cumprindo os mandamentos de Deus ele seria compensado a ficar “à direita do Pai”, para atingir um novo grau de evolução de seu espírito iluminado; muitos podem dizer que ele já viera do Pai e estava à sua direita; é verdade! Mas não esqueçam que ele não poderia se sacrificar pelos os outros sem o benefício próprio, porque é Lei; não estamos querendo dizer que Cristo se sacrificou só porque iria ganhar alguma coisa; não! Mas Ele sabia que pela lei natural divina, e Ele mesmo pregava “A cada um segundo as suas obras”, o que iria receber de compensação de Deus pela sua obra magnífica entre os homens. Ele compreendia, sabia e vivenciava o egocentrismo máximo em Deus, que consiste de um egoísmo que cobre todo o Universo, dilatado infinitamente em amor, sendo capaz de abraçar e defender cada criatura, considerando parte integrante de si mesmo (irmão), sacrificando-se e doando-se por elas, até mesmo Sua vida Terrena. Não foi isso que ele fez? Jesus tinha autoridade e poder pra se livrar de tudo aquilo. Mas não o fez. Ele conhece a Lei.

Tudo isso explicado acima para confirmarmos que o primeiro princípio da criação é o egocentrismo. Neste Universo que vivemos, já é o contrário, o egocentrismo é a finalidade. Cada criatura nasceu com seu Ego, tornando-se um “eu sou”. Esse sentimento inato que inflama o Ego, e que no nosso Universo vive em forma de egoísmo é o combustível da evolução. A planta pode sufocar a outra para que se coloque melhor ao sol; o Babuíno pode destroçar um filhote seu, se este quando chega na condição adulta, lhe ameaça o posto de líder; o homem, desde os primórdios, sempre quis tomar de outras civilizações, aquilo que ela tivesse melhor do que a sua; enfim, nesse processo, todas as criaturas precisam lutar para viver, e lutando desenvolve a astúcia, que evolui pra inteligência, até que adquirindo a razão, esta possa compreender que sem a união, a civilização não avança.

Não é culpa sentirmos isso em nosso íntimo de querer o melhor para nós, desde que esse sentimento não vá contra ou em detrimento do outro, o que não seria mais uma vantagem, mas uma desvantagem, porque iríamos contra a Lei de tudo unir. É isso que queremos dizer antes de iniciar sobre a origem da vida e do Universo. Quando o Cosmo surgiu seu primeiro princípio foi esse: Unir, ou melhor, Reunir. Reunir é a palavra mais apropriada. Por quê? O Universo, nós já sabemos, surgiu fragmentado e depois pelas leis dinâmicas que o compõe foram se formando as unidades coletivas de átomos, moléculas, nebulosas, estrelas, sistemas planetários, galáxias. Tudo está evoluindo para uma união, e a prova disso é que tudo depende de tudo e de todos; nada pode se mover na vida separado, porque isolado não funciona, não vive. Não é assim? Como nos formaríamos para a vida sem a união do espermatozóide com o óvulo? Eis o princípio da vida demonstrando que assim funciona a Lei.