domingo, 4 de outubro de 2015

CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO = MONISMO


A teoria unificada de Pietro Ubaldi trouxe nova luz à questão. Quando se toca nestes tópicos, evolução e criação, para muitos aparecem apenas como polêmica, antagonismo, quando na verdade eu vejo fusão. Por isso que crio essa frase ‘equacionista’ em que criação e evolução são iguais a Monismo, que é justamente isso, a união das duas doutrinas como verdade de duas posições da Divindade. Ambas, separadas, não conseguem prosseguir por faltar elementos de sustentação, se isoladas.

Afirmo isso usando frases destes dois pensadores Bohr e Heráclito o que acabo de descrever: “A verdade é somente aquela que admite também o seu oposto como parte da mesma realidade que expressa”- Niels Bohr. E com Heráclito aferimos: “Para se firmar uma hipótese como verdadeira, torna-se indispensável associar a ela todas as proposições que lhes são contrárias.” As duas visões filosóficas opostas no pensamento humano, tornam-se uma única verdade, mesmo aparentemente contrárias, porém são genuínas expressões de uma só realidade: O Todo Divino. Se complementam.

Vamos analisar o que quis dizer como duas posições da Divindade. O Criacionismo é verdadeiro se o remetermos à primeira Gênese, onde somente um ato Superior Divino pode criar a partir do ‘nada’. Assim, Deus só pôde tirar a criação de si mesmo, de sua própria Substância, não podendo ser possível nada a agregar ou a reduzir, porque deixaria de ser Imutável, o que na visão das diversas doutrinas religiosas da Terra, Deus o É! Já a Evolução é a transformação do ser criado, é força construtora cuja função é trabalhar e desenvolver a Substância concedida à criação em suas multifárias manifestações fenomênicas, adquiridas e contraídas no momento do Big-Bang. Dois momentos! Um como Causa primária, outra como Causa secundária.

Ficam estabelecidos um “antes” e um “depois”, justificando esses dois momentos da Divindade. Começamos a juntar à construção da teoria unificada pelo Monismo, os elementos que compõe essa “massa” na edificação da obra que em síntese foi uma só, mas posteriormente, apenas desmembrada, nada sendo acrescido, nada sendo reduzido. Esta analogia nos fornecerá base para torná-la se não a absoluta verdade – que aqui no Relativo ainda não é possível -, pelo menos a mais lógica. Então, o Todo Divino tem dois momentos, e ambos têm de estar posicionados conforme esta ordem “antes” e “depois".  O “antes” no que conhecemos como Reino de Deus, no Absoluto; o “depois” no Reino da criatura, no Relativo. No “antes”, sem tempo, sem espaço, onde Criador e Criatura, embora de mesmas Substâncias, são distintos.

A Criatura é parte; o Criador é Todo; a Criatura é mutável dentro dos limites já pré-estabelecidos no ato Criador; o mesmo não ocorre com o Criador. Sem essa distinção não seria estabelecido nem hierarquia nem ordem, nem Pai, nem Filho. O que isso quer dizer? Que nenhum Criador, ao nível que concebemos Deus como Todo-Poderoso, Inteligência Suprema, conceberia uma criação capaz de desordenar a obra, e nem destruir quem o Gerou. Assim é o Absoluto. Regra básica e principal no Todo Divino. Ora, isto é a parte Criacionista, porém, o segundo momento com Evolucionismo, fica a pergunta, como depois veio surgir algo como o Universo, onde o ser criado teria que se estabelecer no conjunto, moldado por forças evolutivas, desde o caos inicial? É aqui que entra o Relativo. Vamos explicar esta causa secundária.

Algo parece entranho neste elaborado e intrigante movimentos da Divindade no “antes” e no “depois”. Isto nos leva aos seguintes questionamentos: Por que houve esta separação e desmembramento? E por que houve a necessidade de surgir forças descomunais, amparadas por leis inteligentíssimas, tudo para levar e conduzir um Universo surgido na desordem para a ordem? Ora, Deus é um Arquiteto Perfeito, e somente poderia haver neste aspecto uma só criação, uma perfeita, sem necessidade alguma de evolução. Mas não é o que vemos como seres perceptivos neste Universo Relativo, por isso falei no início que, separadas, ambas as teorias não se sustentam, nem dão uma explicação lógica. Ora, é patente no meio científico que o Universo se expande, e tudo evolui em ciclos periódicos, e não é só com seres vivos, o Orbe também evolui. Vejam a Terra há 4 bilhões, um caos infernal que se estabilizou, evoluiu para abrigar formas as mais variadas durante milênios, até que pudesse o homem, com gênio, perceber e tentar explicar sua existência. Continuando esta analogia, eu vejo Deus como um Arquiteto; e quando vemos um arquiteto elaborar um projeto, o seu maior desejo é lhe proporcionar perfeição à obra. Ora, como o arquiteto homem pode atribuir perfeição ao seu projeto e Deus não fazer o mesmo como arquiteto Celeste?

Pietro Ubaldi em sua extensa obra, explica este “motivo” para surgir um “depois”, o mundo Relativo que hoje conhecemos como Universo: A Queda de parte dos Anjos. Parte, não todo. Dessa forma, estamos diante de explicar os dois momentos da Divindade, duas ações integrantes da mesma Criação. Ou seja, tudo foi criado por Deus, mas somente a parte dos seres que desmoronou em queda vibracional, cujo momento exato deu-se no Big-Bang, é que participam do Relativo, do movimento evolucionista. Eis a cosmologia Monista, explicando perfeitamente que a criação primária no “antes” por estar no Absoluto, só poderia ser uma criação puramente espiritual, perfeita. Tudo isso comprova a pergunta que fiz alhures, que um Criador com todos os atributos da Perfeição como Todo-Poderoso, Onisciente e Onipresente, não concluiria a Criação sem uma previsibilidade que uma inteligência Suprema pode conceber. Ora, Deus estava estabelecendo uma criação espiritual, de anjos, perfeitos como Ele, de Sua própria Substância, e concedendo-nos o mais poderoso dos atributos às criaturas no puro e verdadeiro Amor: Livre-arbítrio. Não criou robôs autômatos, mas seres com Liberdade. Esta liberdade é o que faz a criatura poder se mutável, livre para atuar na Criação, livre para escolher, dentro de limites e leis aos anjos oferecidas, com a opção de seguir com Deus ou não, obedecer às Suas leis ou não. O limite só podia ser um: Obedecer às leis do Todo. O Absoluto Reino de Deus só poderia surgir como um mundo orgânico e hierárquico, porque senão qual a graça de criar seres que não fossem distintos, diferenciados de seu genitor? Se não fosse assim, para que criar? Bastava Deus contemplar egoisticamente a si mesmo. Isto é uma aproximação do que é o Todo. Não há aquém de Deus! Não há Além de Deus! É difícil pra nossa pequenina  e acanhada mente entender este concebível, mas é tão claro, tão óbvio, que admitir aquém ou além Deus, é admitir que há outros mundos, outros deuses, remontando até o infinito, ficaríamos loucos pensando: Quem criou quem? Há limites ainda desconhecidos, e por enquanto a única lógica compreensível, que não deixa dúvidas é esta: Não há aquém nem além Deus, pois Deus Tudo É!

Parecia-nos complicado filosofar sobre isto apenas conhecendo a parte Criacionista nos modelos das religiões tradicionais, porém, o Espiritismo Cristão trouxe explicação à realidade Evolucionista. O Monismo de Ubaldi é que reúne e arremata tudo numa teoria só. Assim, sabendo da possibilidade do ser criado com Livre-Arbítrio poder obedecer ou desobedecer, a Onisciência Divina já tinha tudo preparado para reagir a qualquer ação rebelde da criatura, os recém criados “mini Deuses”: impossibilidade de existir fora do mundo Divino. O Cosmo é também parte do Todo, embora separado distintamente por ter sido modificado pela criatura. Entra aqui sua parte mutável.  Respondo à pergunta por que houve uma separação de momentos como “antes e depois”, e por que um Universo necessitado da evolução, pois cabe à criatura que se desmembrou modificando seu Eu, reunificar-se e restabelecer-se como na origem: Perfeito! (Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial O É”- Jesus.)

Resumindo. Na Criação primária, Deus concedeu às criaturas liberdade, e esta liberdade poderia levar à desordem, modificar seu estado divino, levar o ser a involuir de seu estado original, comungando da perfeição, porém, estava estabelecida para a criatura que tentou evadir-se do mundo Divino uma recondução: Evoluir. Surgiu no “depois” após o Big-Bang outro mundo, distinto do primeiro, cuja função é redimir. Assim, vejam que coisa interessante, a Evolução não é um estado de “Ida”, mas de “Retorno”, provado até pela Equação de Einstein. O Universo é assim uma criação secundária, cuja vontade não deve ser imputada a Deus, mas como vimos, às criaturas. Livre escolha!


Entendemos que ao originar-se o movimento voluntário involutivo, a reação das leis do mundo Absoluto remeteu ao movimento evolutivo, sua contraparte com trajetória distinta de reconstrução e retorno ao universo original perfeito: Queda no Relativo, Subida ao Absoluto.

A Criação não pode subjugar-se à criatura, como seria lógico, por isso pode modificar, nunca destruir. O Universo com o Monismo mostra que Deus veio junto com a criatura para salvar-lhe, restaurar-lhe a condição livremente violada. “A sementeira e livre, porém a colheita é obrigatória” – Jesus.

Compreendemos assim que o Evolucionismo é uma continuidade que veio após o Criacionismo. Compreendemos também o porquê do Cosmo ser um constante “vir-a-ser”, onde nada é mais necessário ser criado, mas transformado. Aqui com a afirmação que nada mais é criado, parece desmoronar tudo que está sendo explicado e confronta o que logo veremos sobre as duas maiores corrente filosóficas no catolicismo e no espiritismo, defensoras cada uma respectivamente de Criacionismo e Evolucionismo. Mas não há nada de absurdo falar disso, que no Universo, nada é criado, porque a Criação secundária que originou o Cosmo não é Causa, mas consequência, efeito. Se fosse Causa, teríamos que admitir Deus sendo perfeito criar a imperfeição, ou algo ainda a se aperfeiçoar. Até poderia haver a possibilidade, porém, neste Universo, a evolução não se dá sem luta, sem sofrimento, sem dor, nem sem morte! Constantemente, estes são seus estados, seus ciclos, impostos a todos os seres que o compõe. Dizer que Deus é criador desses estados é o mesmo que dizer que Ele não existe. Não faz sentido. Já afirmei que não há lógica, um arquiteto perfeito gerar uma obra imperfeita ou que precise se aperfeiçoar. E a ciência, através da frase de Lavoisier confirma que a dinâmica do Universo é transformação constante físico-química: “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”. Tudo é parte de um grande ciclo: vinda-ida. Uma respiração que no livro A Grande Síntese é chamada: A respiração do Todo. Houve involução, gerou a evolução; houve desmoronamento do ser, agora há reconstrução; houve fuga, separação, agora há retorno, junção da criatura ao criador. São ciclos. A natureza comprova isso, que tudo são ciclos que se completam. Vejam o primeiro movimento do Cosmo: Repulsão-Atração = gravidade. Tudo é feito de contrações e expansões. O Cosmo começou contraído, depois expandiu-se; evaporação e condensação das águas; mortes e renascimentos na natureza; partícula positiva e negativa; ciclos das marés; ciclos do clima; anti-matéria, matéria; enfim, tudo feito de etapas involutivas e evolutivas que se equilibram ir e vir. O que mais nos atrai neste assunto é que há nítido predomínio das últimas, ou seja, a força Divina impera sempre no segundo movimento: reconstrução, evolução. Por isso que a evolução vence no ciclo, pois impera que a desordem violada seja restabelecida. Sem isso é admitir que Deus falhou!

Criacionismo e Evolucionismo, portanto, se abraçam como duas fases de um mesmo processo divino de gêneses e transformação do Todo. A evolução como transformismo necessita assim de uma “causa” primária, anterior, fora de seu domínio para se completar. Quando Moisés nos trouxe a gênese como criação estática e já pronta, só podemos interpretá-la literalmente se ela existiu na Criação original, primária. Somente após a Queda de parte dos seres, que o movimento evolutivo surgiu como força reativa imperante, com o objetivo de submeter a este Universo provisório, a recondução de todos ao estado de origem. A lógica nos diz que a criação primária, original, perfeita, no Absoluto, não tem fim, porque somente lá temos noção de eternidade. O mesmo não se dá ao Universo, que é secundário, imperfeito, no Relativo do espaço-tempo, e terá um fim quando tudo voltar a ser um só mundo. Por que posso afirmar isto? Ora, Deus é eterno. Assim, o Espírito, Sua criação feita no Absoluto também é. Como afirmei alhures: nada pode ser acrescido ou reduzido a Deus. Por isso que o Universo é secundário, uma parte do processo transformista apenas para salvar àqueles que se apartaram do seio Divino, modificando livremente seu status de anjo. A Queda dos anjos não é espacial, mas vibracional, mudança de estado, perda de atributos do Reino de Deus, cuja função evolutiva é recuperar esse status. Esta é a verdadeira Redenção a que se referiu Cristo. Por isso o Universo é feito apenas de transformação, não mais criação. A criação foi uma só. Vemos aqui Moisés e Kardec com duas filosofias importantes, e que só unidas podem dar sentido à vida.

Vamos analisar frente às duas maiores correntes filosóficas do mundo religioso no planeta Terra, ambas Cristãs, que mais defendem as duas posições: Criacionista e Evolucionista. Se admitirmos uma criação unicamente através da Evolução, como a criação progressiva, é pressupor que Deus cria de modo incompleto, imperfeito. Como vimos, não condiz com a fonte, a base ingênita que a tudo criou: Deus. Por outro lado, conceber somente o Criacionismo nos leva a negar a veracidade já comprovada do movimento evolutivo, inexoravelmente patente em nossa realidade Relativa, cuja existência do movimento progressista de tudo se verifica através dos fatos fenomênicos, que a ciência vem nos apresentando. Aqui reforço que a lógica do pensamento Monista com a qual comecei este texto, nos induz à perfeita fusão das duas concepções, como partes irrevogáveis de uma mesma verdade. 

Ubaldi, inspiradíssimo por Sua Voz, apresentando-nos o Monismo, permite-nos dessa maneira adotar as duas doutrinas filosófico-religiosas comodamente, sem conflitos, levando-nos a admitir como verdade tanto o Espiritismo, que apregoa a progressão das almas, quanto a tradição Católica Cristã, que defende um ato criativo único. Representam apenas ângulos distintos segundo os quais o pensamento humano divisou uma mesma realidade. Portanto, ambas as concepções estão corretas. A Gênese Mosaica e os mitos cosmogônicos nos relataram esboços da gênese original, e o evolucionismo nos explicou a técnica de reconstrução da parte da criação que violou as leis do mundo Absoluto, sendo conduzidas automaticamente às leis do Relativo. Leis distintas. No “antes” funcionam a favor dos que obedeceram; no “depois”, funcionam a favor dos que desobedeceram. Enfim, explicam porque Deus é imutável, porque suas leis, mesmo distintas nos dois mundos Absoluto e Relativo, são imutáveis. Já estavam estas leis prontas no ato Criador, pertencendo o controle e a aplicação a quem as criou: Deus. Porém, uma coisa importante, que as Leis Divinas sempre são favoráveis às criaturas. Tanto no Absoluto quanto no Relativo.

Vemos assim que em Síntese, chegamos à estupenda conclusão de que o Catolicismo e o Espiritismo se complementam e se casam harmonicamente, pois cada um desses corpos teológicos focalizou e percebeu um aspecto do movimento do Todo, cuja realidade tudo abrange. O Evolucionismo não pode seguir abandonado de sua contraparte porque necessita do Criacionismo para explicar cada um sua própria origem. Já o Criacionismo carece do Evolucionismo para compreender como Deus continua atuando na parte da criação corrompida e necessitada da redenção, a fim de reconduzi-la ao estado original de perfeição com a qual foi criada. Com isso desfaz-se assim a ferrenha intolerância que tanto rivalizou essas duas crenças vigentes ao longo do último século, apaziguando-se qualquer tentativa de se impor uma em detrimento da outra. Juntas chegam mais perto da verdade e da realidade.

Pietro Ubaldi veio nos trazer de forma mais didática a existência de dois planos, dois mundos, o Absoluto, dos anjos e de Deus, e o Relativo, das criaturas que perderam temporariamente a angelitude. Mundos que frequentemente ele chama respectivamente de S (Sistema) e AS (Anti-Sistema); analogamente correspondem aos dois planos de criação do sistema religioso, Céu e Inferno. Todas as terminologias apontam para a existência de duas realidades em oposição no campo divino. Todos, Ubaldi, Espiritismo e Catolicismo apregoam a necessidade de se atingir a morada divina do S ou do Céu com os valores que se conquistam com a bondade, o amor e o bem; a mesma coisa se dá aos que atingem a morada do inferno do AS, quando praticam a maldade e o ódio. Uma coisa é certa! Se há aqui no reino Relativo do AS, o inferno da criatura, a necessidade da Redenção para as criaturas do Cosmo, é que houve um equívoco como causa, um erro anterior a tudo, que remonta às origens. A grande diferença entre o Catolicismo e o Espiritismo nesta questão, é que a primeira acredita que se chega facilmente ao reino dos Céus, o Absoluto mundo do S, apenas com a remissão de nossas almas após a morte, e a segunda que esta redenção só se atinge por evolução, sendo o caminho longo ou curto, dependendo das atitudes e decisões que toma a criatura nos milênios que lhe faculta evoluir através dos ciclos reencarnatórios. A Teologia Monista une as duas doutrinas, tese e antítese, que se completam justamente com uma das últimas frases de Cristo ao falar de Redenção da humanidade: “Eu venci o mundo (o Universo), que cada um tome a sua cruz e o vença também”.

Finalizei com a descrição dos ideais dessas duas poderosas doutrinas fincadas nos corações humanos, para compreendermos que a visão teológica Católica cristã se ateve ao entendimento do que se passou “antes” do princípio. A interpretação e visão Espírita se fixou no que ocorreu “depois” do princípio. A cosmossíntese Monista é a exata soma das duas escolas religiosas, até então aparentemente antagônicas. Todas ficam perfeitamente enquadradas para explicar o Todo Divino, os dois momentos que ficaram no passado, cujo futuro é o retorno às origens, à eternidade, quando o Efeito cessa na Causa.

domingo, 9 de agosto de 2015

Avanços nas notícias da ciência sobre Reencarnação e física Quântica


Este arquivo (ver link abaixo) demonstra avanços no pensamento da humanidade sobre o tema em nível científico. Usando o conceito de Pietro Ubaldi , o “Vir-a-Ser”, já é uma força positiva sobre este tema milenar: Reencarnação.
Filosofias e religiões podem digladiar sobre o assunto, cada uma expondo seu ponto de vista, porém, no que concerne à ciência, há muitos séculos isto vem sendo uma comprovação atrás da outra, conceituando de que o termo “Repetir”, seja a tônica da dinâmica do Universo. Repetição de ciclos e contínuos “vir-a-ser” nada mais são do que a evidência das palavras de Lavoisier que na “Natureza nada se perde, tudo se transforma”, é uma realidade Quântica. O Espírito vem-a-ser Energia, que vem-a-ser Matéria, e Matéria que vem-a-ser Energia, e por fim, vem-a-ser Espírito. Um ciclo.

Se formos mais a fundo, estudando o estupendo livro do autor citado, A Grande Síntese (1932), vemos que esta tônica de repetir e de vir-a-ser vai além da vida humana, e também aquém, ocorrendo no nível químico, das partículas, em concordância da atual física Quântica. Basta ler os capítulos deste livro mencionado: A Evolução da Matéria por individualidades Químicas (do Hidrogênio às Nebulosas), e mais a frente, A Estequiogêneses e as Espécies Químicas Desconhecidas, e concluindo com, Síntese Cíclica – Lei das Unidades Coletivas e Lei dos Ciclos Múltiplos, concluem aos homens de ciência, que tudo isso nada mais são ao que a humanidade já conhece há milênios pelos gênios da antiguidade, captadas por intuição em suas ideias de que a Reencarnação não é propriedade de uma filosofia ou de uma religião, mas propriedade do mecanismo da vida neste Cosmo. É sequencial, contínuo, inevitável. Cito como escreveu Krishina no Bhagavad-Gita: "A morte é certa para os que nascem. O renascimento é certo para os que morrem. Não deveis afligir-vos pelo que é inevitável".

Inevitável porque é Lei. Nestes três capítulos que citei há alguma delas, leis que complementam a lacuna da ciência tradicional.
Não indo muito longe nem em pormenores dos capítulos destacados, encontramos estas evidências da Vida repetir o fenômeno em todos os princípios desde as origens, na Biologia. Tudo dentro de uma Lei só, partindo de um ponto comum. Pietro Ubaldi chama de modo particular, indo além do Politeísmo e completando o Monoteísmo, encontrando a expressão máxima da verdadeira participação Divina no Todo: Monismo.
A biologia também confirma este “sistema”. É o que diz a lei da biogenética, onde cada ser vivo, parte de um ponto comum, uma mesma célula-ovo germinativa, e se desenvolve no estágio em que se encontra na escalada da Evolução. Basta ver que um embrião humano é indistinguível de um peixe, um réptil, uma ave, ou mesmo outro mamífero, em seus estágios iniciais. Assim, cada ser vivo no reino biológico começa sua vida (encarnação) no mesmo ponto. E cada ser “repte” seu progresso anterior por retornos periódicos, trabalhando com volta às origens para refazer-se sempre, porém cada vez mais rápido, e mais além. Se a biologia procede assim, como ser diferente no nível psíquico com a alma?  Ora, como o patinho começaria a nadar sem este princípio da “repetição”? Diriam que é apenas fisiológico ou dos instintos; claro, também, mas é um esquema pronto que se não tivesse sido feito no passado da espécie, não saberíamos, por exemplo, que temos de mamar sem nunca ter feito. A Ontogênese repete a filogêneses, como então constatam os estudos da embriologia, demonstrando todo o desenvolvimento embrionário é a recapitulação de um processo evolutivo geral e “único” para todos os seres. Assim, todos os seres partem do mais primitivo dos seres até o estágio em que se encontram. Ora, isso jamais será possível sem que tivesse cada qual já participado desse momento, arquivando-o como um conhecimento inato anterior, instintivo. O homem refaz sua trajetória biológica exatamente porque percorreu inúmeras vezes no passado, trazendo-o ainda vivo e automatizado em nossa memória ontológica.

A herança não é só um processo mecânico, mnemônico dos seres que nos antecederam na evolução, é simplesmente a vivência do que a ciência hoje pode chamar de “consciência”, mas que sabemos se tratar da alma, do espírito. A prova é tanta, que quando esta “consciência” se vai e abandona o invólucro material biológico, nada mais temos que uma massa de carne inerte e entregue às novas leis do reciclo à natureza, dos elementos que constituíam aquele corpo. Não é a toa que nossa evolução humana rejeita o aborto e o torna crime, porque não é a rejeição ou eliminação de um estofo celular, sem alma, sem o espírito que o anima, é antes de tudo um ser vivente da Criação. Por sabermos que há uma consciência vindo habitar o corpo formado na concepção, é que a humanidade intuiu, avançando em seus conceitos, que a vida vai além. Para ciência, fica evidente que todos os seres vivos trazem uma “consciência energética” para animar o ser, seja planta, animal ou homem, e, seja enfim, cada nome que conhecemos: alma, espírito, etc.
Ora, uma nova vida humana chegar ao corpo jamais seria possível sem que já tivesse essa “consciência”, participado desse processo, arquivando-o como um conhecimento instintivo. A partir da concepção, a biologia toma conta do desenvolvimento desse instrumento (corpo), que aquela consciência vem habitar.
Onde há lógica nessas afirmações, envolvendo o assunto Reencarnação, repetição, seja da consciência ‘extrafísica’, com a biologia, seja com as demais afirmações que tudo é um esquema só, apenas um arquétipo que a vida segue pra se manifestar?
Ora, vejam que a ciência viu o mesmo princípio de origem do Cosmo, partindo de um único centro germinativo que explodiu ou expandiu, o chamado átomo primordial, para tudo gerar, e a Estequiogêneses que mencionei alhures se desenvolve de uma “célula” física comum, o Hidrogênio, base para a formação subsequente de todos os 94 elementos químicos naturais. Toda a evolução do Cosmo partiu daí. Assim mesmo que a ontogenia se inicia nos primórdios da vida, pois trazemos como registro arquetípico toda a evolução planetária, exatamente porque participamos dessa mesma história há 13,8 bilhões de anos. É por isso que o princípio é o mesmo, seja na formação de uma nebulosa, futura galáxia, e com seus sistemas solares. O Macro “repete” o micro e vice-versa. Em todos os pontos do Universo, a vida não segue padrões diferentes, mas apenas um arquétipo primordial. Há diversidade, o que é diferente. A singularidade inicial, o epicentro foi o Big Bang. O epicentro da galáxia é um ponto luminoso de nuvens de gases em ritmo circular com forças centrípetas e centrífugas, da nebulosa. O epicentro de um sistema solar procede deu uma nebulosa desgarrada do centro da galáxia, cujo centro será o “sol” daquele sistema, a célula-ovo dos planetas que se desagarram pela força centrífuga ser maior, porém, com a monstruosa gravidade, faz com tudo tenha sempre um centro, e os elementos, que gravitam em torno desse centro. O Epicentro dos elétrons é o átomo. Enfim, o epicentro dos seres na biologia é a célula-ovo. E o epicentro de toda a criação é seu Criador, onde toda a vida gravita. Esta é toda lógica do sistema e seus ciclos.

Resumindo esta questão da repetição no “vir-a-ser” , citando apenas o reino animal, todos seres do planeta estão submetidos a uma lei única, a lei biogenética à qual já me referi, lei que nos diz que a embriogênese do ser, a ontogênese, sempre repete a filogênese, como roteiro de desenvolvimento das espécies. Segundo esse fundamento biológico, a partir de um ponto comum, todos os seres vivos repetem ao nascer, o movimento evolutivo anteriormente já efetuado, porém com velocidades de desenvolvimentos distintos, detendo-se no platô em que até então se encontram. Assim o processo biológico de vida do inseto, difere do mamífero apenas na questão velocidade e claro, tempo, porém enunciando o axioma que aprendi no livro A Grande Síntese, que em obediência à Lei de Unidade, a evolução “repete” um modelo único para todos.
O que tudo isso tem a ver com o tema Reencarnação? Tudo! Afinal, reencarnar é repetir. Isto serve apenas para que vejamos a vida no Cosmo como uma só para todos claro, no princípio de que a Vida quer que tudo evolua, que nada se perca e se transforme cada vez mais em algo superior. E Essa Lei de Unidade promove isto. Foi por isso que comentei sobre biologia e astrofísica, para vermos que não é à toa esta questão da Unidade, pois é através dela que podemos admitir cientificamente que esta é a mecânica dinâmica do Universo: Repetir e Vir-a-ser.

Feliz Dia dos Pais. Leiam o link:




domingo, 19 de abril de 2015

Quem era Jesus para seus contemporâneos?


Quem era Jesus para seus contemporâneos?

Nem falarei dos Saduceus, Fariseus e judeus ortodoxos de Seu tempo, que o tinham em conta como blasfemador e louco. Mas dos íntimos. Daqueles que conviveram intensamente com Ele quando recuperou Sua Divindade no ano 30, e durante três anos mostrou-Se na intimidade à sua família e aos discípulos.
Após o primeiro prodígio, o que poderiam ter pensado, queimando em seus corações a esperança da promessa de Isaías, Ezequiel, Jeremias?
Algo talvez assim:  “Quem era este Homem, capaz de transformar várias talhas de madeira com água, no melhor dos vinhos?
Tremei, Roma! Tremei!”

O Messias esperado, o Libertador político, social, econômico, religioso e militar passou a ser uma realidade, e estava ali sentado com eles, e Ele não era qualquer um. De carne e osso! E deveriam se perguntar, confusos, como Deus podia se fazer homem?
Porém, poucos captaram que Ele não era o Messias vingador do qual falaram as Escrituras. Era muito mais que isso...
Jesus é um Príncipe naquele Reino que queria implantar, um governador de um reino universal, na qual a Terra era seu campo para fertilizar as frondosas árvores da Paz do futuro. Quem enxergou isso dos que convivam com Ele? Poucos. Poucos tinham “os olhos de ver”.
Ora, Ele repetiu diversas vezes que veio de Deus, que conhecia o verdadeiro Pai (Abba), cuja missão era outra diferente das que profetizaram os antigos. Desfilou, pelas palavras e pelo exemplo que este Pai não é vingativo, nem racista, nem cruel, nem castiga os pecadores, antes, Seu Amor é maior que a Justiça.
Frequentemente, Jesus também os alertou, profetizando que Ele e os seus seriam perseguidos pelos seus inimigos, e, finalmente, que Ele seria preso e executado com a vergonha na cruz, com extrema dor, e não só física, mas a dor moral, do coração constrangido pela incompreensão do homem. Aquele mesmo Homem que transformou água em vinho, que fez mais tarde curas impressionantes, todo doçura, misericórdia e perdão em pessoa, como poderia ser crucificado? “Não! Estas profecias estão erradas”... Pensaram talvez em algum momento os apóstolos.

Definitivamente, arraigada naquela tradicional cultura, o Messias Libertador era o ‘quebrador de dentes’, o executor da ira divina sobre os opressores, trazendo de volta o Yaveh dos Exércitos*, e isto estava tão cristalizado em suas mentes e em seus corações, que nem mesmo o Mestre poderia tê-las modificado. Afinal, foram dezenas de gerações compartilhando esta “esperança”. A cada cura e a cada prodígio que Ele protagonizou, tais como acalmar ventos e tempestades, andar sobre as águas, só fortaleceram esta crença: Jesus era o Messias prometido pelos profetas, e a libertação de Israel estava próxima. Viam um Príncipe, mas não o da Paz, e sim o do reino material, da libertação não de suas almas atormentadas, mas de libertador político e social do povo escolhido.

Cristo podia não modificar as ideias sobre o Messias, mas sobre Abba, mudar Sua imagem do “Deus colérico e guerreiro”, isto Jesus conseguiu, mas só após sua Ressurreição, porque até mesmo Pedro, no momento da prisão de Jesus, estava armado, e retirou sua espada para tentar matar o soldado Malco, que teve a orelha decepada. “Pedro, guarda tua espada! Pois em Verdade vos digo que quem pela espada ferir, pela espada será ferido”. Aqui Jesus começa a exemplificar que Seu Reino não era o da guerra nem da violência, e arremata na cruz indigna Seu verdadeiro triunfo: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem!”.
E completo: ...“Não sabem quem Eu Sou!”.


*Isaías, capítulo. 48:
 “O Deus de Israel – Yaveh dos Exércitos, é o seu nome”.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Vídeo da Grande Síntese - Vida e Obra de Pietro Ubaldi


Quem quiser disponibilizar uma horinha para assistir a esta bela produção, vai conhecer de perto este valoro Espírito, o Evangelista da Ciência, Pietro Ubaldi.
Este é o link:

https://www.youtube.com/watch?v=Pt2ZYonzlPg&feature=youtu.be

domingo, 29 de março de 2015

As curas de Jesus à luz da ciência.

Estava lendo sobre as inúmeras curas feitas, em particular as narradas quando Jesus chegou ao Mar da Galileia e as fez em um só ato, num átimo de segundo. Fora outas tantas de centenas delas, e, meditei, como será que a ciência as observariam, analisando uma a uma os aspectos biológicos físico-químicos?
Então, narrei a seguinte história:

Um Mestre, bastante sabedor do Evangelho, começa a narrar empolgado todas as curas incríveis que Jesus fez, e recorre em suas lembranças a Mateus todo capítulo 8 e em destaque: versículos 16-18,  Marcos  1: 32-34 e Lucas 4: 40-41,  enfatizando a fantástica cura de centenas de pessoas ao por do Sol em Saidan, quando Jesus chegou ao Mar da Galileia. 
Entre seus admiradores discípulos da plateia, havia um homem de ciência, bastante inteligente, conhecedor profundo da biologia e genética, da química e da física quântica, e foi quando este interrompendo os milhares de fiéis que estavam ainda em transe com aquela narrativa poética e cheia de emoção, quis interpelar o Mestre entre a dúvida, espanto e porque não, admiração por tantos fatos assombrosos, pois naquela época ainda era a crença de punição Divina ou que eram pobres endemoniados. Não era apenas isso! Eram doenças terríveis, incuráveis, e pior, de nascença, genéticas. O Mestre e os ouvintes, pacientes, escutaram o colóquio:

- Mestre, entre esses fatos de curas, este homem curado da cegueira, não tinha um dos olhos, será quando prisioneiro em uma batalha teve o olho esquerdo levado brasa incandescente, ou vasado por uma espada?
- Possivelmente...
- Como reconstituir um olho que não existe? Como tirar do “nada” cones e bastonetes? Como colocar em funcionamento interneurônios e células ganglionares mortas, repor o cristalino, a córnea? – O Mestre só balançava a cabeça afirmativamente, sabendo que ele não iria parar ali, e dava-lhe confiança pra seguir com suas indagações e observações científicas:

- e os aleijados de nascença com as mãos deformadas ou os que se apresentaram com os pés deformados, seria necessário uma modificação da informação genética em cem por cento; em outras palavras, sabemos que um ser humano adulto saudável tem aproximadamente algo como  1013 (dez trilhões) de células, e cada uma contém o mesmo genoma (25 moléculas de DNA, sendo 24 DNA nuclear ou cromossômico e um mitocondrial), tão complexa cada uma, que uma modificação total da rede celular é quase inimaginável hoje na ciência moderna, então, como uma intervenção reestruturadora dessas pode devolver em segundos  à normalidade de uma mão e um pé, tortos?  - E continuou empolgado:

...E aquele grupo de leprosas, eram umas 10 mulheres fenícias, sofriam da lepra branca; Como pode, ficarem  limpas, sem rastros de nódulos, livre de cicatrizes ou das úlceras?
...E os surdos? Era necessário fazer voltar a funcionar o órgão de Corti e suas vias neurais onde fica a delicada membrana basilar, e tudo isso com extrema delicadeza cirúrgica!

O discípulo se entusiasmou ainda mais com as doenças complexas e continuou lembrando-se de cada cura narrada, acrescentando ainda aterrado, os conhecimentos que dispunha de medicina:

- E as crianças dementes, também tidas como endemoniadas ou punidas por Deus,  com certeza entre elas havia as que hoje conhecemos como portadoras da síndrome de Down!? Uma anormalidade no cromossomo, ou trissomia 21. Era preciso pra curá-los retificar o segmento distal do braço longo do cromossomo 21, ora, é esse segmento que contém os genes ( local onde se encontra o gene da proteína beta-amiloide)  que, por serem triplicados, representam a causa do problema.  Deixar de aparecer na criança as três cópias do cromossomo 21 seria um milagre genético, ou seja, teriam que ser consertadas e modificadas  em cada uma das milhões e milhões de células, impossível de ser realizado em nosso tempo!! E a aparência física do rosto, também sumiria!
...E  aquele velho, que pelas descrições de “loucuras”, era também pra aquela gente “demônios” sobre o infeliz,  vivia amarrado pela família, sem lembranças espaço-temporal, muita agressividade,  com transtornos de linguagem, e os distúrbios motores, é com certeza o que hoje conhecemos pelo mal de  Alzheimer!  Ora, como devolver-lhe as memórias, que comparando hoje, é como ser apagado a memoria do disco rígido de um computador. Em outras palavras, o mal de Alzheimer destrói a complexa rede neural e seus cem bilhões de conexões.  Reconstruir tudo isso, devolvendo o frescor a milhões de neurofilamentos, dendritos e axônios? Não há, segundo a ciência como restabelecer memórias destruídas há tanto tempo!
...E, finalmente,  uma tetraplégica que possui uma medula esmagada ou seccionada, como foi capaz de ser regenerada ou substituída, com todas as suas conexões nervosas e devolver-lhe os movimentos dos membros inferiores atrofiados?

-Sim! Tudo isso foi devolvido àquelas criaturas são e salvos... – O discípulo arrematou ainda confuso e impressionado:

- Como Jesus fez tudo isso? Que caminhos utilizou cientificamente falando?

- Eu não sei. Simplesmente os fez. Está  lá no Evangelho, Jesus ouviu os lamentos e choros, teve compaixão, chorou junto e disse:  “Se for da Vontade de meu Pai, eu quero que meus filhos sejam curados”... E assim foi a resposta do Criador às suas criaturas. Queres saber sobre que “caminhos” Cristo e Deus usaram? Lembre-se, Deus não é humano e provavelmente meu caro, com certeza não usaria os “caminhos humanos” e sua ciência ainda a caminho da luz, Ele usou e usa os seus próprios caminhos. Não os chame só de sobrenaturais e misteriosos porque são muito mais que isso, mas com certeza, são caminhos que ainda não encontramos, porque tateamos nas trevas da ignorância...
O discípulo comovido e agradecido por singela explicação,  confessa:

- Como homem de ciência, recebi uma das maiores lições da minha vida. O método científico é tido pelos homens como sagrado, mas vejo que não é tanto assim... Sagrado é o que ainda desconhecemos! De uma coisa eu sei. Naquele dia em Saidan, aconteceu algo prodigioso, sobrenatural porque desconhecemos e não humano, por que não? Afinal, ignoramos a naturalidade das curas, mas foi algo magnífico e benéfico, misterioso, rápido como o relâmpago, impossível ainda hoje para ser levado a uma mesa de laboratório científico, e tecer explicações!
Que mais lições eu esqueci, Mestre?

- “Vós sois Deuses, o que Eu faço vós podeis fazer e muito mais do que Eu.” – Jesus (João Capítulo 10: 31)
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Cumpriu-se a profecia de Isaías: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.”