Este
arquivo (ver link abaixo) demonstra avanços
no pensamento da humanidade sobre o tema em nível científico. Usando o conceito
de Pietro Ubaldi , o “Vir-a-Ser”, já é uma força positiva sobre este
tema milenar: Reencarnação.
Filosofias
e religiões podem digladiar sobre o assunto, cada uma expondo seu ponto de
vista, porém, no que concerne à ciência, há muitos séculos isto vem sendo uma
comprovação atrás da outra, conceituando de que o termo “Repetir”, seja a
tônica da dinâmica do Universo. Repetição de ciclos e contínuos “vir-a-ser”
nada mais são do que a evidência das palavras de Lavoisier que na “Natureza
nada se perde, tudo se transforma”, é uma realidade Quântica. O Espírito
vem-a-ser Energia, que vem-a-ser Matéria, e Matéria que vem-a-ser Energia, e
por fim, vem-a-ser Espírito. Um ciclo.
Se
formos mais a fundo, estudando o estupendo livro do autor citado, A Grande
Síntese (1932), vemos que esta tônica de repetir e de vir-a-ser vai além da
vida humana, e também aquém, ocorrendo no nível químico, das partículas, em
concordância da atual física Quântica. Basta ler os capítulos deste livro
mencionado: A Evolução da Matéria por individualidades Químicas (do
Hidrogênio às Nebulosas), e mais a frente, A Estequiogêneses e as Espécies
Químicas Desconhecidas, e concluindo com, Síntese Cíclica – Lei das
Unidades Coletivas e Lei dos Ciclos Múltiplos, concluem aos homens de
ciência, que tudo isso nada mais são ao que a humanidade já conhece há milênios
pelos gênios da antiguidade, captadas por intuição em suas ideias de que a
Reencarnação não é propriedade de uma filosofia ou de uma religião, mas
propriedade do mecanismo da vida neste Cosmo. É sequencial, contínuo,
inevitável. Cito como escreveu Krishina
no Bhagavad-Gita: "A morte é certa para os que nascem. O renascimento é
certo para os que morrem. Não deveis afligir-vos pelo que é inevitável".
Inevitável porque é Lei. Nestes três capítulos
que citei há alguma delas, leis que complementam a lacuna da ciência
tradicional.
Não indo muito longe nem em pormenores dos
capítulos destacados, encontramos estas evidências da Vida repetir o fenômeno
em todos os princípios desde as origens, na Biologia. Tudo dentro de uma Lei
só, partindo de um ponto comum. Pietro Ubaldi chama de modo particular, indo
além do Politeísmo e completando o Monoteísmo, encontrando a expressão máxima
da verdadeira participação Divina no Todo: Monismo.
A biologia também confirma este “sistema”. É o
que diz a lei da biogenética, onde cada ser vivo, parte de um ponto comum, uma
mesma célula-ovo germinativa, e se desenvolve no estágio em que se encontra na
escalada da Evolução. Basta ver que um embrião humano é indistinguível de um
peixe, um réptil, uma ave, ou mesmo outro mamífero, em seus estágios iniciais.
Assim, cada ser vivo no reino biológico começa sua vida (encarnação) no mesmo
ponto. E cada ser “repte” seu progresso anterior por retornos periódicos,
trabalhando com volta às origens para refazer-se sempre, porém cada vez mais
rápido, e mais além. Se a biologia procede assim, como ser diferente no nível
psíquico com a alma? Ora, como o patinho começaria a nadar sem este
princípio da “repetição”? Diriam que é apenas fisiológico ou dos instintos;
claro, também, mas é um esquema pronto que se não tivesse sido feito no passado
da espécie, não saberíamos, por exemplo, que temos de mamar sem nunca ter
feito. A Ontogênese repete a filogêneses, como então constatam os estudos da
embriologia, demonstrando todo o desenvolvimento embrionário é a recapitulação
de um processo evolutivo geral e “único” para todos os seres. Assim, todos os
seres partem do mais primitivo dos seres até o estágio em que se encontram.
Ora, isso jamais será possível sem que tivesse cada qual já participado desse
momento, arquivando-o como um conhecimento inato anterior, instintivo. O homem
refaz sua trajetória biológica exatamente porque percorreu inúmeras vezes no
passado, trazendo-o ainda vivo e automatizado em nossa memória ontológica.
A herança não é só um processo mecânico,
mnemônico dos seres que nos antecederam na evolução, é simplesmente a vivência
do que a ciência hoje pode chamar de “consciência”, mas que sabemos se tratar
da alma, do espírito. A prova é tanta, que quando esta “consciência” se vai e
abandona o invólucro material biológico, nada mais temos que uma massa de carne
inerte e entregue às novas leis do reciclo à natureza, dos elementos que
constituíam aquele corpo. Não é a toa que nossa evolução humana rejeita o
aborto e o torna crime, porque não é a rejeição ou eliminação de um estofo celular,
sem alma, sem o espírito que o anima, é antes de tudo um ser vivente da
Criação. Por sabermos que há uma consciência vindo habitar o corpo formado na
concepção, é que a humanidade intuiu, avançando em seus conceitos, que a vida
vai além. Para ciência, fica evidente que todos os seres vivos trazem uma
“consciência energética” para animar o ser, seja planta, animal ou homem, e,
seja enfim, cada nome que conhecemos: alma, espírito, etc.
Ora, uma nova vida humana chegar ao corpo
jamais seria possível sem que já tivesse essa “consciência”, participado desse
processo, arquivando-o como um conhecimento instintivo. A partir da concepção,
a biologia toma conta do desenvolvimento desse instrumento (corpo), que aquela
consciência vem habitar.
Onde há lógica nessas afirmações, envolvendo o
assunto Reencarnação, repetição, seja da consciência ‘extrafísica’, com a
biologia, seja com as demais afirmações que tudo é um esquema só, apenas um
arquétipo que a vida segue pra se manifestar?
Ora, vejam que a ciência viu o mesmo princípio
de origem do Cosmo, partindo de um único centro germinativo que explodiu ou
expandiu, o chamado átomo primordial, para tudo gerar, e a Estequiogêneses que
mencionei alhures se desenvolve de uma “célula” física comum, o Hidrogênio,
base para a formação subsequente de todos os 94 elementos químicos naturais.
Toda a evolução do Cosmo partiu daí. Assim mesmo que a ontogenia se inicia nos
primórdios da vida, pois trazemos como registro arquetípico toda a evolução
planetária, exatamente porque participamos dessa mesma história há 13,8 bilhões
de anos. É por isso que o princípio é o mesmo, seja na formação de uma
nebulosa, futura galáxia, e com seus sistemas solares. O Macro “repete” o micro
e vice-versa. Em todos os pontos do Universo, a vida não segue padrões
diferentes, mas apenas um arquétipo primordial. Há diversidade, o que é
diferente. A singularidade inicial, o epicentro foi o Big Bang. O epicentro da
galáxia é um ponto luminoso de nuvens de gases em ritmo circular com forças
centrípetas e centrífugas, da nebulosa. O epicentro de um sistema solar procede
deu uma nebulosa desgarrada do centro da galáxia, cujo centro será o “sol”
daquele sistema, a célula-ovo dos planetas que se desagarram pela força
centrífuga ser maior, porém, com a monstruosa gravidade, faz com tudo tenha
sempre um centro, e os elementos, que gravitam em torno desse centro. O
Epicentro dos elétrons é o átomo. Enfim, o epicentro dos seres na biologia é a
célula-ovo. E o epicentro de toda a criação é seu Criador, onde toda a vida gravita.
Esta é toda lógica do sistema e seus ciclos.
Resumindo esta questão da repetição no
“vir-a-ser” , citando apenas o reino animal, todos seres do planeta estão
submetidos a uma lei única, a lei biogenética à qual já me referi, lei que nos
diz que a embriogênese do ser, a ontogênese, sempre repete a filogênese, como
roteiro de desenvolvimento das espécies. Segundo esse fundamento biológico, a
partir de um ponto comum, todos os seres vivos repetem ao nascer, o movimento
evolutivo anteriormente já efetuado, porém com velocidades de desenvolvimentos
distintos, detendo-se no platô em que até então se encontram. Assim o processo
biológico de vida do inseto, difere do mamífero apenas na questão velocidade e
claro, tempo, porém enunciando o axioma que aprendi no livro A Grande
Síntese, que em obediência à Lei de Unidade, a evolução “repete”
um modelo único para todos.
O que tudo isso tem a ver com o tema
Reencarnação? Tudo! Afinal, reencarnar é repetir. Isto serve apenas para que
vejamos a vida no Cosmo como uma só para todos claro, no princípio de que a
Vida quer que tudo evolua, que nada se perca e se transforme cada vez mais em
algo superior. E Essa Lei de Unidade promove isto. Foi por isso que comentei
sobre biologia e astrofísica, para vermos que não é à toa esta questão da
Unidade, pois é através dela que podemos admitir cientificamente que esta é a
mecânica dinâmica do Universo: Repetir e Vir-a-ser.
Feliz Dia dos Pais. Leiam o link:

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