A teoria unificada de Pietro Ubaldi trouxe nova luz à questão. Quando se toca nestes
tópicos, evolução e criação, para muitos aparecem apenas como polêmica,
antagonismo, quando na verdade eu vejo fusão. Por isso que crio essa frase
‘equacionista’ em que criação e evolução são iguais a Monismo, que é justamente
isso, a união das duas doutrinas como verdade de duas posições da Divindade.
Ambas, separadas, não conseguem prosseguir por faltar elementos de sustentação,
se isoladas.
Afirmo isso usando frases destes dois pensadores Bohr e Heráclito o que acabo de descrever: “A verdade é somente aquela que admite também o seu oposto como parte da
mesma realidade que expressa”- Niels Bohr. E com Heráclito aferimos: “Para se firmar uma hipótese como verdadeira,
torna-se indispensável associar a ela todas as proposições que lhes são
contrárias.” As duas visões filosóficas opostas no pensamento humano,
tornam-se uma única verdade, mesmo aparentemente contrárias, porém são genuínas
expressões de uma só realidade: O Todo Divino. Se complementam.
Vamos analisar o que quis dizer como duas posições
da Divindade. O Criacionismo é verdadeiro se o remetermos à primeira Gênese,
onde somente um ato Superior Divino pode criar a partir do ‘nada’. Assim, Deus
só pôde tirar a criação de si mesmo, de sua própria Substância, não podendo ser
possível nada a agregar ou a reduzir, porque deixaria de ser Imutável, o que na
visão das diversas doutrinas religiosas da Terra, Deus o É! Já a Evolução é a
transformação do ser criado, é força construtora cuja função é trabalhar e
desenvolver a Substância concedida à criação em suas multifárias manifestações
fenomênicas, adquiridas e contraídas no momento do Big-Bang. Dois momentos! Um como Causa primária, outra como Causa secundária.
Ficam estabelecidos um “antes” e um “depois”,
justificando esses dois momentos da Divindade. Começamos a juntar à construção
da teoria unificada pelo Monismo, os elementos que compõe essa “massa” na
edificação da obra que em síntese foi uma só, mas posteriormente, apenas
desmembrada, nada sendo acrescido, nada sendo reduzido. Esta analogia nos
fornecerá base para torná-la se não a absoluta verdade – que aqui no Relativo
ainda não é possível -, pelo menos a mais lógica. Então, o Todo Divino tem dois
momentos, e ambos têm de estar posicionados conforme esta ordem “antes” e “depois".
O “antes” no que conhecemos como Reino
de Deus, no Absoluto; o “depois” no Reino da criatura, no Relativo. No “antes”,
sem tempo, sem espaço, onde Criador e Criatura, embora de mesmas Substâncias,
são distintos.
A Criatura é parte; o Criador é Todo; a Criatura é mutável
dentro dos limites já pré-estabelecidos no ato Criador; o mesmo não ocorre com
o Criador. Sem essa distinção não seria estabelecido nem hierarquia nem ordem,
nem Pai, nem Filho. O que isso quer dizer? Que nenhum Criador, ao nível que
concebemos Deus como Todo-Poderoso, Inteligência Suprema, conceberia uma criação capaz de desordenar
a obra, e nem destruir quem o Gerou. Assim é o Absoluto. Regra básica e
principal no Todo Divino. Ora, isto é a parte Criacionista, porém, o segundo
momento com Evolucionismo, fica a pergunta, como depois veio surgir algo como o Universo, onde o
ser criado teria que se estabelecer no conjunto, moldado por forças evolutivas,
desde o caos inicial? É aqui que entra o Relativo. Vamos explicar esta causa secundária.
Algo parece entranho neste elaborado e intrigante
movimentos da Divindade no “antes” e no “depois”. Isto nos leva aos seguintes questionamentos: Por que houve esta separação
e desmembramento? E por que houve a necessidade de surgir forças descomunais,
amparadas por leis inteligentíssimas, tudo para levar e conduzir um Universo surgido
na desordem para a ordem? Ora, Deus é um Arquiteto Perfeito, e somente poderia
haver neste aspecto uma só criação, uma perfeita, sem necessidade alguma de
evolução. Mas não é o que vemos como seres perceptivos neste Universo Relativo,
por isso falei no início que, separadas, ambas as teorias não se sustentam, nem
dão uma explicação lógica. Ora, é patente no meio científico que o Universo se
expande, e tudo evolui em ciclos periódicos, e não é só com seres vivos, o Orbe
também evolui. Vejam a Terra há 4 bilhões, um caos infernal que se estabilizou,
evoluiu para abrigar formas as mais variadas durante milênios, até que pudesse
o homem, com gênio, perceber e tentar explicar sua existência. Continuando esta
analogia, eu vejo Deus como um
Arquiteto; e quando vemos um arquiteto elaborar um projeto, o seu maior desejo
é lhe proporcionar perfeição à obra. Ora, como o arquiteto homem pode atribuir
perfeição ao seu projeto e Deus não fazer o mesmo como arquiteto Celeste?
Pietro Ubaldi em sua extensa obra, explica este
“motivo” para surgir um “depois”, o mundo Relativo que hoje conhecemos
como Universo: A Queda de parte dos Anjos. Parte, não todo. Dessa forma,
estamos diante de explicar os dois momentos da Divindade, duas ações integrantes
da mesma Criação. Ou seja, tudo foi criado por Deus, mas somente a parte dos
seres que desmoronou em queda vibracional, cujo momento exato deu-se no
Big-Bang, é que participam do Relativo, do movimento evolucionista. Eis a
cosmologia Monista, explicando perfeitamente que a criação primária no “antes”
por estar no Absoluto, só poderia ser uma criação puramente espiritual,
perfeita. Tudo isso comprova a pergunta que fiz alhures, que um Criador com
todos os atributos da Perfeição como Todo-Poderoso, Onisciente e Onipresente,
não concluiria a Criação sem uma previsibilidade que uma inteligência Suprema
pode conceber. Ora, Deus estava estabelecendo uma criação espiritual, de anjos,
perfeitos como Ele, de Sua própria Substância, e concedendo-nos o mais poderoso
dos atributos às criaturas no puro e verdadeiro Amor: Livre-arbítrio. Não criou
robôs autômatos, mas seres com Liberdade. Esta liberdade é o que faz a criatura
poder se mutável, livre para atuar na Criação, livre para escolher, dentro de limites e leis aos
anjos oferecidas, com a opção de seguir com Deus ou não, obedecer às Suas leis ou não. O limite só
podia ser um: Obedecer às leis do Todo. O Absoluto Reino de Deus só poderia surgir como um mundo orgânico e hierárquico, porque senão qual a graça de criar seres que não fossem distintos, diferenciados de seu genitor? Se não fosse assim, para que criar? Bastava Deus contemplar egoisticamente a si mesmo. Isto é uma aproximação do que é o Todo. Não há aquém de Deus! Não há Além de Deus! É difícil pra
nossa pequenina e acanhada mente
entender este concebível, mas é tão claro, tão óbvio, que admitir aquém ou além
Deus, é admitir que há outros mundos, outros deuses, remontando até o infinito,
ficaríamos loucos pensando: Quem criou quem? Há limites ainda desconhecidos, e
por enquanto a única lógica compreensível, que não deixa dúvidas é esta: Não há
aquém nem além Deus, pois Deus Tudo É!
Parecia-nos complicado filosofar sobre isto apenas
conhecendo a parte Criacionista nos modelos das religiões tradicionais, porém,
o Espiritismo Cristão trouxe explicação à realidade Evolucionista. O Monismo de
Ubaldi é que reúne e arremata tudo numa teoria só. Assim, sabendo da
possibilidade do ser criado com Livre-Arbítrio poder obedecer ou desobedecer, a
Onisciência Divina já tinha tudo preparado para reagir a qualquer ação rebelde
da criatura, os recém criados “mini Deuses”: impossibilidade de existir fora do
mundo Divino. O Cosmo é também parte do Todo, embora separado distintamente por
ter sido modificado pela criatura. Entra aqui sua parte mutável. Respondo à pergunta por que houve uma
separação de momentos como “antes e depois”, e por que um Universo necessitado
da evolução, pois cabe à criatura que se desmembrou modificando seu Eu, reunificar-se
e restabelecer-se como na origem: Perfeito! (“Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial O É”- Jesus.)
Resumindo. Na Criação primária, Deus concedeu às
criaturas liberdade, e esta liberdade poderia levar à desordem, modificar seu
estado divino, levar o ser a involuir de seu estado original, comungando da
perfeição, porém, estava estabelecida para a criatura que tentou evadir-se do
mundo Divino uma recondução: Evoluir. Surgiu no “depois” após o Big-Bang outro
mundo, distinto do primeiro, cuja função é redimir. Assim, vejam que coisa
interessante, a Evolução não é um estado de “Ida”, mas de “Retorno”, provado
até pela Equação de Einstein. O Universo é assim uma criação secundária, cuja
vontade não deve ser imputada a Deus, mas como vimos, às criaturas. Livre escolha!
Entendemos que ao originar-se o movimento
voluntário involutivo, a reação das leis do mundo Absoluto remeteu ao movimento
evolutivo, sua contraparte com trajetória distinta de reconstrução e retorno ao
universo original perfeito: Queda no Relativo, Subida ao Absoluto.
A Criação não pode subjugar-se à criatura, como
seria lógico, por isso pode modificar, nunca destruir. O Universo com o Monismo
mostra que Deus veio junto com a criatura para salvar-lhe, restaurar-lhe a
condição livremente violada. “A
sementeira e livre, porém a colheita é obrigatória” – Jesus.
Compreendemos assim que o Evolucionismo é uma
continuidade que veio após o Criacionismo. Compreendemos também o porquê do
Cosmo ser um constante “vir-a-ser”, onde nada é mais necessário ser criado, mas
transformado. Aqui com a afirmação que nada mais é criado, parece desmoronar
tudo que está sendo explicado e confronta o que logo veremos sobre as duas
maiores corrente filosóficas no catolicismo e no espiritismo, defensoras cada
uma respectivamente de Criacionismo e Evolucionismo. Mas não há nada de absurdo
falar disso, que no Universo, nada é criado, porque a Criação secundária que
originou o Cosmo não é Causa, mas consequência, efeito. Se fosse Causa, teríamos que
admitir Deus sendo perfeito criar a imperfeição, ou algo ainda a se
aperfeiçoar. Até poderia haver a possibilidade, porém, neste Universo, a
evolução não se dá sem luta, sem sofrimento, sem dor, nem sem morte!
Constantemente, estes são seus estados, seus ciclos, impostos a todos os seres que o compõe. Dizer que
Deus é criador desses estados é o mesmo que dizer que Ele não existe. Não faz
sentido. Já afirmei que não há lógica, um arquiteto perfeito gerar uma obra
imperfeita ou que precise se aperfeiçoar. E a ciência, através da frase de Lavoisier confirma que a dinâmica do
Universo é transformação constante físico-química: “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”. Tudo é parte de um
grande ciclo: vinda-ida. Uma respiração que no livro A Grande Síntese é chamada: A respiração do Todo. Houve involução,
gerou a evolução; houve desmoronamento do ser, agora há reconstrução; houve
fuga, separação, agora há retorno, junção da criatura ao criador. São ciclos. A
natureza comprova isso, que tudo são ciclos que se completam. Vejam o primeiro
movimento do Cosmo: Repulsão-Atração = gravidade. Tudo é feito de contrações e
expansões. O Cosmo começou contraído, depois expandiu-se; evaporação e
condensação das águas; mortes e renascimentos na natureza; partícula positiva e
negativa; ciclos das marés; ciclos do clima; anti-matéria, matéria; enfim, tudo
feito de etapas involutivas e evolutivas que se equilibram ir e vir. O que mais
nos atrai neste assunto é que há nítido predomínio das últimas, ou seja, a
força Divina impera sempre no segundo movimento: reconstrução, evolução. Por
isso que a evolução vence no ciclo, pois impera que a desordem violada seja
restabelecida. Sem isso é admitir que Deus falhou!
Criacionismo e Evolucionismo, portanto, se abraçam como duas fases de um mesmo processo divino de gêneses e transformação do Todo. A evolução como transformismo necessita assim de uma “causa” primária, anterior, fora de seu domínio para se completar. Quando Moisés nos trouxe a gênese como criação estática e já pronta, só podemos interpretá-la literalmente se ela existiu na Criação original, primária. Somente após a Queda de parte dos seres, que o movimento evolutivo surgiu como força reativa imperante, com o objetivo de submeter a este Universo provisório, a recondução de todos ao estado de origem. A lógica nos diz que a criação primária, original, perfeita, no Absoluto, não tem fim, porque somente lá temos noção de eternidade. O mesmo não se dá ao Universo, que é secundário, imperfeito, no Relativo do espaço-tempo, e terá um fim quando tudo voltar a ser um só mundo. Por que posso afirmar isto? Ora, Deus é eterno. Assim, o Espírito, Sua criação feita no Absoluto também é. Como afirmei alhures: nada pode ser acrescido ou reduzido a Deus. Por isso que o Universo é secundário, uma parte do processo transformista apenas para salvar àqueles que se apartaram do seio Divino, modificando livremente seu status de anjo. A Queda dos anjos não é espacial, mas vibracional, mudança de estado, perda de atributos do Reino de Deus, cuja função evolutiva é recuperar esse status. Esta é a verdadeira Redenção a que se referiu Cristo. Por isso o Universo é feito apenas de transformação, não mais criação. A criação foi uma só. Vemos aqui Moisés e Kardec com duas filosofias importantes, e que só unidas podem dar sentido à vida.
Vamos analisar frente às duas maiores correntes filosóficas do mundo religioso no planeta Terra, ambas Cristãs, que mais defendem as duas posições: Criacionista e Evolucionista. Se admitirmos uma criação unicamente através da Evolução, como a criação progressiva, é pressupor que Deus cria de modo incompleto, imperfeito. Como vimos, não condiz com a fonte, a base ingênita que a tudo criou: Deus. Por outro lado, conceber somente o Criacionismo nos leva a negar a veracidade já comprovada do movimento evolutivo, inexoravelmente patente em nossa realidade Relativa, cuja existência do movimento progressista de tudo se verifica através dos fatos fenomênicos, que a ciência vem nos apresentando. Aqui reforço que a lógica do pensamento Monista com a qual comecei este texto, nos induz à perfeita fusão das duas concepções, como partes irrevogáveis de uma mesma verdade.
Ubaldi, inspiradíssimo por Sua Voz, apresentando-nos o Monismo, permite-nos dessa maneira adotar as duas doutrinas filosófico-religiosas comodamente, sem conflitos, levando-nos a admitir como verdade tanto o Espiritismo, que apregoa a progressão das almas, quanto a tradição Católica Cristã, que defende um ato criativo único. Representam apenas ângulos distintos segundo os quais o pensamento humano divisou uma mesma realidade. Portanto, ambas as concepções estão corretas. A Gênese Mosaica e os mitos cosmogônicos nos relataram esboços da gênese original, e o evolucionismo nos explicou a técnica de reconstrução da parte da criação que violou as leis do mundo Absoluto, sendo conduzidas automaticamente às leis do Relativo. Leis distintas. No “antes” funcionam a favor dos que obedeceram; no “depois”, funcionam a favor dos que desobedeceram. Enfim, explicam porque Deus é imutável, porque suas leis, mesmo distintas nos dois mundos Absoluto e Relativo, são imutáveis. Já estavam estas leis prontas no ato Criador, pertencendo o controle e a aplicação a quem as criou: Deus. Porém, uma coisa importante, que as Leis Divinas sempre são favoráveis às criaturas. Tanto no Absoluto quanto no Relativo.
Vemos assim que em Síntese, chegamos à estupenda conclusão de que o Catolicismo e o Espiritismo se complementam e se casam harmonicamente, pois cada um desses corpos teológicos focalizou e percebeu um aspecto do movimento do Todo, cuja realidade tudo abrange. O Evolucionismo não pode seguir abandonado de sua contraparte porque necessita do Criacionismo para explicar cada um sua própria origem. Já o Criacionismo carece do Evolucionismo para compreender como Deus continua atuando na parte da criação corrompida e necessitada da redenção, a fim de reconduzi-la ao estado original de perfeição com a qual foi criada. Com isso desfaz-se assim a ferrenha intolerância que tanto rivalizou essas duas crenças vigentes ao longo do último século, apaziguando-se qualquer tentativa de se impor uma em detrimento da outra. Juntas chegam mais perto da verdade e da realidade.
Pietro Ubaldi veio nos trazer de forma mais didática a existência de dois planos, dois mundos, o Absoluto, dos anjos e de Deus, e o Relativo, das criaturas que perderam temporariamente a angelitude. Mundos que frequentemente ele chama respectivamente de S (Sistema) e AS (Anti-Sistema); analogamente correspondem aos dois planos de criação do sistema religioso, Céu e Inferno. Todas as terminologias apontam para a existência de duas realidades em oposição no campo divino. Todos, Ubaldi, Espiritismo e Catolicismo apregoam a necessidade de se atingir a morada divina do S ou do Céu com os valores que se conquistam com a bondade, o amor e o bem; a mesma coisa se dá aos que atingem a morada do inferno do AS, quando praticam a maldade e o ódio. Uma coisa é certa! Se há aqui no reino Relativo do AS, o inferno da criatura, a necessidade da Redenção para as criaturas do Cosmo, é que houve um equívoco como causa, um erro anterior a tudo, que remonta às origens. A grande diferença entre o Catolicismo e o Espiritismo nesta questão, é que a primeira acredita que se chega facilmente ao reino dos Céus, o Absoluto mundo do S, apenas com a remissão de nossas almas após a morte, e a segunda que esta redenção só se atinge por evolução, sendo o caminho longo ou curto, dependendo das atitudes e decisões que toma a criatura nos milênios que lhe faculta evoluir através dos ciclos reencarnatórios. A Teologia Monista une as duas doutrinas, tese e antítese, que se completam justamente com uma das últimas frases de Cristo ao falar de Redenção da humanidade: “Eu venci o mundo (o Universo), que cada um tome a sua cruz e o vença também”.
Finalizei com a descrição dos ideais dessas duas
poderosas doutrinas fincadas nos corações humanos, para compreendermos que a
visão teológica Católica cristã se ateve ao entendimento do que se passou
“antes” do princípio. A interpretação e visão Espírita se fixou no que ocorreu
“depois” do princípio. A cosmossíntese Monista é a exata soma das duas escolas
religiosas, até então aparentemente antagônicas. Todas ficam perfeitamente
enquadradas para explicar o Todo Divino, os dois momentos que ficaram no
passado, cujo futuro é o retorno às origens, à eternidade, quando o Efeito
cessa na Causa.

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