Parte I
A partir de agora vamos começar a estudar A Grande Síntese. Por mais difícil que pareça ser é um livro simples. As primeiras abordagens com gráficos, fórmulas e equações me faziam crer que eu não entenderia nada. Errado! Se eu pude entender, qualquer pessoa entenderá. Como já comentei aqui no início do Blog, a obra de Pietro Ubaldi se baseia na famosa teoria da Queda dos Anjos. Para entender tudo que vemos hoje na Teologia e religiões, assim como a vida cotidiana, desde o aspecto histórico ao social, seguirá para esta estrada dessa famosa Teoria. De um assunto até então que consta desde as escrituras sagradas ou nas antigas filosofias, até mesmo das fábulas, dos contos, é imprescindível abordar o assunto, que até mesmo eu rejeitei antes de ler. A Grande Síntese tem esse poder, de quando começamos a rejeitar e duvidar, as páginas e capítulos seguintes desmoronam toda a resistência. E quando se chega aos livros Deus e Universo, O Sistema, e a Queda e Salvação, estamos assim por dizer, arrebatados. Vamos antes do estudo propriamente dito, abordar as questões desde o instante zero. Assim, quando começarmos o estudo, essa introdução voltará sempre como complemento. A Cada mês vou enviando as páginas... 0. O INSTANTE ZERO – A QUEDA DOS ANJOS 0.1 Deus, o “Eu Sou” e o Egocentrismo O Universo é um organismo que surgiu fragmentado, e suas leis e princípios têm uma única função: reunificá-lo, restituindo seus elementos espirituais à sua origem. Esta primeira frase da obra é que diz tudo sobre o que iremos escrever. O porque disso ser assim e qual a verdadeira origem desse universo, fará parte desse desenvolvimento. Primeiramente vamos abordar seu criador: Deus. Não podemos abordar Deus em seu aspecto absoluto, nem certamente tentar defini-lo em sua essência máxima, porque nos é ainda superconcebível, inacessível para nossa mente, limitada apenas em afirmar Sua existência em seu aspecto transcendente como o “Eu Sou”. Afinal, essa “apresentação” foi a primeira manifestação divina entre os homens, quando afirmou a Moiséis: “Eu Sou o senhor teu Deus...”. Após esta apresentação, hoje o homem aborda muito mais sobre o Criador, com questionamentos até insondáveis. O instante zero para o Espírito humano é saber que Ele chega dizendo: Eu Sou! Não disse nunca: Eu Era! Muito pior esta “apresentação”, daria a nós o direito de abordar o início de como surgiu Deus. Extrema loucura, que talvez nem os anjos o saibam. Ao dizer Eu Sou, dá um sentido de princípio e fim, de eternidade, de existir desde sempre. Apesar de ser extremamente louco, não há um Eu Era! Muito difícil para a mentalidade acostumada ao Antropomorfismo, conceber algo que não foi criado, que para esse “algo” nunca houve um começo e sim um sempre. Então, como saberemos exprimir que Ele existe e provar sua manifestação entre nós? Digo-lhes apenas que para isso precisamos trazê-Lo à nossa forma sensorial, revelando os aspectos imanentes de Sua presença, seja na natureza ou entre os homens. Temos de vesti-Lo com nossa mente, expresso em forma, não mais como o homem velhinho de extensa barba, mas com o coração e a razão. É que o Espírito só consegue captar Deus dessa forma, e com isso ficará fácil expressa-lo pelas revelações feitas na obra de Pietro Ubaldi, objetivo dessa obra, assim como relembrar tudo que nos disse os profetas, os sábios, os santos e o Cristo. O objetivo primeiramente é saber a origem desse EU SOU, princípio do egocentrismo. A origem, como de tudo, está em Deus. Muitos questionam como isto pode ter origem em Deus? É que confundem o egocentrismo com o egoísmo, e por isso mais sentimos culpa neste processo, quando na verdade o egocentrismo máximo é mesmo de Deus que é o centralizador unitário do nosso Universo, de nossa vida. Por isso sua primeira fala aos homens foi apresentar-se: Eu Sou! Mas o egocentrismo não é exatamente egoísmo, sem ele os organismos sociais e celulares, assim como os sistemas planetários não poderiam manter nenhuma unidade, objetivo maior da vida neste Universo: que tudo volte a ser UNO. Esse princípio de egocentrismo existe como uma lei natural e invisível para todo ser, com o objetivo de centralizar e conservar todo o Universo como um organismo, necessário e útil a todos os elementos que o compõe. É o seu elemento positivo. Maior insensatez é saber que ele surge no caos, fragmentado, numa “aparente” desordem, cujos motivos abordaremos sinteticamente. É aonde vai entrar a Queda. O egoísmo, que deriva do egocentrismo já é diferente; é seu lado e elemento negativo, também centralizador, mas para vantagem individual e não coletiva, pois possui em seu âmago o sentido separatista e exclusivista, uma usurpação do direito de outrem, que é apenas para si. Totalmente contrário ao divino. O Universo primeiro se manifestou em seu início dessa forma. Qualquer entidade, organismo social, a família, o Estado podem ser egocêntrico sem ser egoísta. É necessário centralizar as coisas em torno de algo que a torne unidade, senão não haveria família, nem estado, porque sem uma força centralizadora de comando, tudo tende a continuar fragmentado, quando o objetivo Divino para este Universo, é manter e repetir o estado original que Ele mesmo tinha na origem: UNO. Mais uma vez vamos nos perguntar, se era assim, por que não nasceu UNO, mas fragmentado? É que essa cisão não é de “origem” Divina. Chegaremos lá. Importa insistirmos que Deus é o centralizador egocêntrico da vida, então tudo primeiramente foi construído assim, ainda que se separe, tende a voltar pelo impulso divino a reconstruir a unidade. Esse é o “esquema original”. Este evento se repete, quando estudamos no livro O Sistema, que Deus ao nos criar se pulverizou, ou melhor explicando, se multiplicou em centelhas divinas, embora sejam partes Dele, mas unidas, atraídas e centralizadas com Ele. A cisão ocorreu de egocentrismo para egoísmo, quando a vontade livre das criaturas as fizeram, em parte, a querer se separar. Querer não é poder! Mas vamos retornar ao assunto da origem do Egocentrismo, porque essas outras dúvidas e questões a respeito da “cisão” serão dissipadas ao longo do estudo. A confusão maior é analisar a vida prática com o que lemos ou aprendemos. Na superfície elas são divergentes. Mas no âmago, são totalmente convergentes. Como podemos falar que com Deus tudo é Unidade, se na vida prática o que observamos é o contrário? O que vemos mais no mundo? O separatismo em tudo, filho do egoísmo. Por que isso? O ser para existir tem de dizer: Eu! Assim com o Criador. Assim com a criatura. Sem isso não há um ser vivo e consciente. Para se fazer viver ele tem de ser um “Eu sou”. Apesar do mundo em sua maioria entender que esse egocentrismo tem de ser o egoísmo, uma força maior como impulso de Lei, constrange tudo e a todos para que cada fragmento conserve interiormente a sua natureza do Esquema Original: Tudo-Uno. Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo? continua...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
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Princípio do egocentrismo...
ResponderExcluirbem complexo este tema...
filosofia pura,partindo de um ser que estuda,pesquisa,esreve e sabe que as virtudes devem sempre transcender,acima de qualquer outro vestígio do homem velho, que ainda nos impulsiona para as nossas fragilidades e atitudes torpes.
Ou seja ,somos o reflexo das nossas escolhas,dentro desse universo que ainda se depara com o egoísmo dos homens de hoje e de ontem.
Shirley Lima.
"shirley pepper"
rsrsrs...
:)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSempre é difícil falar com você por aqui e não expor os apelidos...
ResponderExcluirnão resisti e utilizei de um deles
que você fez o favor de contemplar a minha pessoa com ele.
hehehehehe...
"SHIRLEY PEPPER"
não sei pq...
se foi por causa da foto c/ my friend...
que parece com o vocalita do red hot...
rsrsrs...
pois,foi depois desse dia...
que vc viu lá no orkut...
ou n?
mas...
deixa pra lá...
x...
hehehehe...
bjs
:)
Dream of Californication
Dream of Californication
Dream of Californication...