Antes de analisar a Técnica da Recepção das Correntes de Pensamento, da qual nosso Cosmo está impregnado, importa comentar que seja a ciência, um leigo, ou um cético nesse assunto tão complexo como a mediunidade, creiam em sua Fonte. Esta fonte é Deus. Pode nomeá-lo como queira, ao Ser Superior, Causa Primária, Inteligência Suprema, enfim, Criador, porque o início e fim de qualquer processo criativo dentro do Universo, provém Dele. Sem essa crença nesse "algo mais", nesse misterioso ser, etc., o assunto não terá campo fértil para desenvolvimento.Pois bem. Dissemos que a mediunidade evolveu. Nos tempos bíblicos temos ela nos profetas de forma nervosa, intensa em efeitos físicos, em absoluta demonstração de força e poder, até culminar em Cristo. Com Ele ela desceu amena, como descreveu João, o Batista, suave como o voo de uma pomba. O elo entre a fonte das Noúres, Deus, e os homens, foi Jesus. Acalmou tempestades, deu luz aos cegos, e ressurgiu no Seu corpo Glorioso, demonstrando que a vida prossegue. Mas, tanto com Moisés quanto com Cristo, a Fonte tinha um planejamento, uma sequência lógica de eventos que se sucederam e os fatos demonstram que a missão de ambos marcou gerações, o que denota em primeiro plano uma inteligência suprema que dirige e coordena, e as "Antenas" que a captam e executam.Percebe-se também que este planejamento e direção agiu conforme a evolução biológica dos povos. Uma divisão tipo 'Macho e Fêmea'. E também de ideais. Moisés mostrou-se no ideal Força, Poder. Jesus no de Amor, Perdão. Nem Jesus poderia demonstrar seu ideal aos Hebreus, e nem Moisés conservar essa chama do Yahveh dos Exércitos com mais luta, guerra, sangue e domínio, ao povo da Judéia, pois que estava prostrado e cansado de lutas. Cada qual ao seu tempo de assimilação e progresso. Na questão ‘macho’, Moisés demonstrou que a força, o imperativo de castigo e extermínio, dominando e subjugando nações contrárias a Yahveh, era o objetivo para cumprir o objetivo de sua missão: Crença em um Deus único. Jesus, no lado ‘fêmea’ demonstrou a resignação, a mansidão, o perdão incondicional de mãe, e o amor sempre, em todas as direções de igualdade, chamando-nos a todos de irmãos.Ambos conseguiram o cumprimento do plano diretivo da Fonte, Deus. Ao povo bárbaro e politeísta, a força, o medo, o Yahveh, Deus dos exércitos, até que as nações estabelecessem a crença contínua em um só Deus-Criador. Ao povo cansado da opressão, extenuado pelos sofrimentos sem fim, vem o Cordeiro de Deus, o pacificador, o consolador dos que sofrem dores e injustiças, até que todos começassem a estabelecer que Deus é Amor. Moisés, disse dente-por-dente, olho-por-olho, apedrejamento até morte ao pecador. Jesus, amai ao próximo como a ti mesmo.
Essas ‘Antenas’ humanas continuaram a descer para continuar o planejamento do Centro Transmissor, Deus. Foi São Francisco em Assis, Itália o cantor de Cristo com seu amor incondicional pelos homens; Ângela de Foligno, Itália, que captou a Voz da Fonte, que inflamou seu coração de divino amor; Catarina de Siena (1347-1380), usava sua potência visual em místicas visões; Santa Teresa, a carmelita de Àvila, reformadora, e também célebre por suas visões dos planos celestes; Margarida Maria Alacoque (1647-1690), onde ela tinha um colóquio com Cristo constante; Teresa Neumman de Konnesreuth, a famosa vidente da Bavária, estigmatizada por suas visões e por falar idiomas que desconhecia como hebraico, aramaico e grego. E que dizer de Joana d’Arc (1412-1431)? Um caso inspirativo por excelência, que se distinguiu por seu caráter místico e heróico, onde ficou claro um plano superior organizando a missão, lhe acompanhando o desenvolvimento e cumprimento da mesma, até culminar em sua redenção e resgate. No século atual tivemos Francisco Xavier, médium notável com características diversas de captar as Noúres dos diversos planos de existência.Nesta parte II, mostrei além dos diversos casos de mediunidade, o destaque das duas maiores "Antenas" que a humanidade conheceu (Moisés e Jesus), para confirmamos que antes de entender a Técnica do fenômeno mediúnico, importa saber que tudo demanda de uma Fonte, e que esta tem as causas, planos, controle e destinação de que eles se cumpram conforme tempo e lugar. Isto é assim até hoje, nas maiores como nas menores coisas.Nesta evolução do processo, como podemos entender melhor como o Puro pensamento da Fonte, "desce" às dimensões distorcidas, pesadas e letárgicas da matéria? Iremos ver isso na Parte III.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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ÓTIMO
ResponderExcluirMUITO
BOM MESMOOOOOOOOOOOOOOO
BEIJOS
SHIRLEY LIMA.