terça-feira, 24 de junho de 2014

Nasce o precursor de Jesus Cristo!



O simbolismo da festa de São João tem várias nuances, que remontam à tradição das festas pagãs transformadas em festas católicas, mas que na verdade surgiu assim: “Acende a fogueira, João nasceu!” Parece canto de festa junina, mas foi uma ordem dada por Isabel assim que deu à luz, naquele ano também do nascimento de Jesus. Conta a tradição popular que o fogo foi a forma de comunicar o parto à sua prima, Maria, que estava em outro ponto do vale. Elas combinaram assim. Maria também estava grávida: seis meses depois, era a vez de Jesus vir ao mundo.
As datas, como disse têm seu encaixe a partir da data que se fixou com o nascimento de Cristo, Dezembro; sendo assim, seis meses antes, João fica como nascido em Junho.
Além dos laços familiares, João tinha outras coisas em comum com o Messias que daria origem ao cristianismo. Como Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho. Por também não acreditar nesta concepção,o marido de Isabel, Zacarias, foi advertido com uma prova de fé! O Anjo Gabriel o fez ficar mudo até o nascimento do precursor, João, 'Yehohanan'...
'Yehohanan' em pronúncia hebraica,se tornou um precursor de Cristo, um excelente pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. Mas quando o apontavam como o esperado Messias dos judeus, ele anunciava: “Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das sandálias; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” - Marcos cap. 1 (9:11) . Referia-se ao primo Divino.
Para ganhar de vez o apelido de “Batista”, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus, testemunhando em seguida a descida do Espírito Santo em forma de pomba e outros efeitos de um dia extraordinário, cujos detalhes constam no meu conto 'Tesouros do Mundo' – era o início da meteórica missão do “filho de Deus”.
As qualidades de João Batista lhe garantiram um lugar de honra entre os santos católicos. Equiparando-se a Jesus, ele é o único do qual se comemora o dia do nascimento, e não o da morte. A diferença de seis meses entre eles inspirou uma clara demarcação no calendário cristão: se dividirmos o ano ao meio, metade é para Jesus (de junho a dezembro) e a outra metade para São João (de dezembro a junho).
Essa divisão tinha razão de ser. A Igreja vinha se esforçando desde o século XIV para doutrinar a população da Europa Ocidental, ainda muito afeita a rituais pré-cristãos, como os cultos solares e lunares associados à vida agrícola. Naquele continente, a diferença entre as estações é importante.  A Igreja Católica adotou esses marcos cósmicos, atribuindo aos primos João e Jesus dois momentos de honra para seus nascimentos: o primeiro, perto do solstício de verão; o segundo, perto do solstício de inverno. Era uma maneira de dar novo significado às práticas pagãs relativas ao fogo, que se eternizou, e, em nosso Brasil, mais ainda, principalmente no Nordeste, onde o santo tem muito prestígio.
Há, porém, no simbolismo da fogueira, uma intuição sentida por Isabel, a quem de fato tivera sido João em sua última missão entre os homens. O profeta Elias. Se lerem sobre a vida deste grande profeta no Antigo testamento, farão à relação a um fato muito importante de seu legado junto ao povo escolhido, quando envolveu uma situação delicada com fogueira e os falsos profetas do deus Baal- I Reis cap. 18 vers. 30:40
Jesus confirma isso,que João de fato era Elias "ressuscitado",- palavra mais exata na época pra explicar o retorno dos profetas. Quem quiser saber detalhes, leia em Mateus, cap. 17 vers. 9:13.

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