domingo, 17 de março de 2013

Parte II - Crise de Evolução - A Depressão!

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A mente precisa de atividade constante. Assim se combate melhor a infelicidade, muitas vezes sem causa aparente. Para sair dela rápido é necessário pedir ajuda e se ajudar. Steve Jobs, bilionário fundador da Apple, poderia curtir sua grana. Mais que justo! Mas ele tinha um objetivo atrás do outro. Esta era sua auto-ajuda! Temos de criar a nossa. Mesmo doente, ele se aproveitava quando a doença lhe dava uma trégua. Jobs dizia uma frase o tempo todo quando alguém lhe abordava que já tinha conquistado tudo e que era hora de parar e cuidar da saúde: “Eu não quero ser o homem mais rico do cemitério! Quero ir dormir vendo que naquele dia fiz algo de maravilhoso.” Steve tinha tudo para se deprimir, porém este foi seu remédio de felicidade, mesmo sabendo que poderia partir a qualquer momento, tinha de realizar mais projetos. Parece fácil! Não é! Mas nos serve de exemplo para buscar o nosso.

Meus queridos, minhas queridas. Encarem isto de frente. Procurem ajuda pra si, e se vir esta doença nos outros, mais ainda. Sócrates nos disse: “Conhece-te a ti mesmo”. Se confessem! Seja na sua igreja, ao seu padre. Lembrem que seu Deus está dentro de vocês. Confessem suas frustrações, suas raivas, medos e sonhos; confessem aos amigos, e principalmente à família. Todos têm alguém de confiança, porém, quanto a mais gente confessarmos, mais afastamos esta doença terrível. Sem isso tudo, ela só agrava a cada dia; ela inverte sua expansão dinâmica de ser humano maravilhoso, em um ser de círculo fechado, estagnado e morto. Por isso a depressão somatiza em inúmeras doenças, em loucuras, em suicídios. Nem cabe aqui uma abordagem da questão espiritual, que ainda é outro fator gravíssimo, mas que estenderia este preocupante assunto em milhares de páginas. A espiritualidade na questão do que há entre a Terra e o Céu não pode ser descartado na infelicidade. Por isso, quem enfrenta a depressão em seu momento mais crítico, não pode abdicar do lado religioso. Na depressão severa, a cura vem com tratamento psiquiátrico, remédios,  também na religião e principalmente em serviços dedicados à caridade.

Adotar esta fórmula ajuda na cura mais rápida. Isto porque, nos casos graves, as pessoas acometidas por ela perdem a noção de muita coisa; ficam arredias; esquecem das pessoas que ama, e das que lhes são cara e amorosas; é incrível como esta doença passa por cima dessas coisas e valores tão importantes. Mas passam e nos deformam! As pessoas ficam irreconhecíveis. Elas transformam em negativo, tudo aquilo que lhe é positivo. As pessoas que lhe amam e lhe querem bem, passam a ser o inimigo. É assustador, porém, infelizmente, é o que acontece. Por isso, o fator espiritual se faz presente, e não há como negar, porque nos casos severos, todos olham para aquela pessoa doente e dizem: “Meus Deus! Aquilo não é fulano ou cicrana! Parece outra pessoa”! Etc. Quando soma a personalidade, a questão hormonal, a espiritual com a depressão, tudo isso transforma as pessoas enfermas dessa doença.

É a doença do século e será a do milênio, porque a humanidade passa por um processo evolutivo sócio-biológico global, de renovação íntima. É um choque e gera uma uma crise. Uma crise de Evolução! No geral essa revolução quimio-fisio-dinâmica-social é imperceptível, porém em particular é devastadora, porque afeta o mundo mental, psicológico. Afeta o lado mais poderoso do ser humano. De 1950 ao ano 2.000, foram 50 anos de uma revolução intensa e significativa em todos os ambientes e classes sociais. Também revolução biológica. O povo a apresentou em manifestações e revoluções por não estarem conformadas. Parece que instintivamente aquele ciclo biológico chegou ao fim, e um novo estava chegando. A avalanche de pessoas que nascerem com o pretexto de mudar tudo ainda não chegou ao seu auge. Mas ele se estabeleceu neste último século. Se analisar por superfície não verão nada demais. Se subirem ao monte da análise geral, verão que em 50 anos, a humanidade transformou coisas de séculos, arraigadas e presas em raízes invisíveis, em revolução convulsiva, em novos estatutos e leis. Revolução social; revolução cultural; e claro, a principal: revolução biológica. Por outro lado, algumas coisas estão chegando ao ápice dos excessos e de degradação. É preciso destruir para construir. Trata-se de evidente situação de evolução. Há 50 anos ninguém pensava em meio ambiente; proteção aos animais; xenofobia, homofobia; liberdade através das drogas; liberdade através do sexo. Tudo surgiu em excesso, parecendo que iria implodir, porém, explodiu em novas leis sociais, nova ética, um novo ser humano em lenta e maturada formação. A segunda Guerra foi o estopim que desencadeou isso. Pelo choque da dor e do sofrimento, infelizmente, mas nos impulsionou a rejeitar que esses estados negativos das batalhas voltem e que a paz se instale definitivamente. É um desejo geral, porém não de todos!

 Mas, por que ainda não está bom o que se começou a exigir por mudanças? É que há mais pessoas resistindo do que fluindo. A corrente de um pensamento e de um comportamento não se quebra facilmente. Está tensionada e forte pelos séculos. Quando explode aquela revolução, os danos foram a uma parte da corrente, e alguns tentam remendá-la e a luta continua. Por isso ainda não chegaram os resultados positivos em definitivo. Há muita deturpação nos excessos. É um processo gradual, mas que após a Segunda Guerra se tornou rápido, fulminante. Quem ainda não aderiu está dentro desses excessos da degradação, entretanto, tem sofrido as consequências direta e indiretamente, todo mundo. Mesmo que a vivência de estados degradantes não esteja dentro de nosso círculo familiar ou de amigos, nos atinge e nos abate. Você que não é traficante ou usuário de drogas, sofre as mesmas pressões e imposição de quem é. Basta ver quando vai ao aeroporto em viagem nacional ou internacional, nas vistorias. O excesso do sexo insano, nos impõe nova conduta e cuidados, pois há uma doença assassina incurável, à espreita dos que abusam da conduta sexual. Qualquer acontecimento trágico afeta toda a comunidade, e surgem leis para os bandidos, e também para os cidadãos de bem, que pagam indiretamente à sociedade sua cota de sacrifício. Criminosos livres e pessoas de bem presas em suas casas. Há um caos geral, um medo instintivo de todo esse abalo biológico-social, mas é aparente, na superfície. No fundo, é uma humanidade já cansada desses atritos, louca pra reformar tudo para melhor. Ávida pela paz, pela melhoria de tudo o mais rápido possível. Tudo isso gera elementos depressivos!

Porém, quando chega o período de uma evolução em nível biológico-social, não tem jeito. Vai acontecer. Essa resistência invisível causa em nível global, estados de infelicidade. Causa naqueles que lutam e não veem resultados, causa naqueles que lutaram também e atingiram o objetivo. É que está na hora de nova ação. O caos gera medo, fobias que afetam a saúde do cidadão; doenças até então novas surgem no nível psicológico, causam noites mal dormidas. A humanidade está em convulsão, e é necessário a psicanálise atentar para estas mudanças sutis no comportamento geral das pessoas. As crianças nascem com esses novos valores, loucas para mudarem instintivamente o que foi bom na geração passada, porém elas trazem em geral algo novo para oxigenar; algumas nascem no seu limiar de tensão, querendo viver os excessos, como se fossem suas últimas chances de viver neste planeta. Graças a Deus que a maioria nasce propensas ao bem; nascem com uma inteligência inata, assustadora para os pais, porém, em linhas gerais, fazem parte dessa transformação sócio-biológica.

Para enfrentar esta crise de evolução, o trabalho ajuda, remunerado ou não; um objetivo em sequência de outro, nos oxigena a alma; Sempre procurar pensar um verdade incontestável: A sua crise sempre será menor que a do vizinho! “A Felicidade não é deste mundo!” afirmou Jesus naquele primeiro século do novo calendário, porém, não nos disse que não devíamos buscá-la. Não nos impediu de sermos infelizes. Ao contrário, aos que encontrou em extrema infelicidade naqueles anos na Terra, deu-lhes um pouco de esperança e de alegria. Convocou-nos a procurar no amor ao próximo, a nossa própria felicidade. Ele esteve na cruz, açoitado, espinhado, com pregos de 8 centímetros nos braços e pés, e sabedor de seu destino como Filho do homem, ou seja, a morte biológica, deu exemplos imortais: prometeu salvar o ladrão arrependido; e perdoou a todos os seus algozes. Apareceu três dias depois a centenas de testemunhas, realizado, feliz pelo cumprimento até o fim da "cruz" que tomou sobre si. E recomendou em particular aos apóstolos sem enganá-los: o mundo é de tribulações e sofrimento, mas cada um tome sua cruz e siga-me. Eu venci o mundo!

A vida jamais nos engana. Ela é de subidas e descidas. Para todos! Por isso recomendou Chico Xavier para as alegrias e tristezas do dia a dia: Isso também passa! A alegria vem num dia e passa; a tristeza também vem, e também passa. Temos de primeiro identificar nossa depressão, e por amor a si, buscar sair. E seguir transmitindo este amor. Mas se estivermos em depressão, comecemos a atuar com este amor primeiro em nós mesmos, depois, expandi-los ao próximo, pois com certeza, nosso problema vai ser sempre menor ao de alguém. Ajuda mesmo na cura dessa doença de infelicidade, pensar e agir assim. Quem não ama a si não pode curar-se, e nem curar os outros. Por isso recomendou-nos o Rabi da Galilíea: “Orai e vigiai”! Devemos ficar atentos a que ponto estamos infelizes, para cuidar logo de reverter isso, e nada disso converterá em cura sem o trabalho e o esforço. Vencer o mundo quer dizer, vencer a si. O trabalho e o esforço de procurarmos ajuda, seja dos parentes ou de psicólogos; de tomar medicação; de procurar seu templo de paz e religiosidade, enfim, de que tudo isso transformará a sua depressão em cura, somando depois ao trabalho voluntário pelo próximo. Alan Kardec foi muito feliz em afirmar que "Fora da Caridade não há Salvação"! 

O egoísmo nos leva à depressão; o Altruísmo, ao contrário, nos garante elevação! Há felicidade maior? Ora, não existiu estado depressivo permanente em Madre Tereza, nem em Ghandi ou Chico Xavier, porque além de si, esses cuidaram dos outros. Não somos e talvez não seremos nem tão cedo como estes grandes espíritos de Escol, mas nada nega que quando praticamos algo de bom aos outros, a felicidade chega de graça para quem pratica a caridade. É a Lei da semente plantada. Esta é uma prova que o bem aos outros, faz-se primeiramente bem a si próprio. 
Este é um excelente caminho para iniciar sua cura do estado depressivo. Uma busca de felicidade real.

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