domingo, 26 de janeiro de 2014

O segredo do 3!


O segredo do 3!
O número 3  é o número do Universo! Embora seu funcionamento ocorra por processos duplos na Lei de dualidade, no movimento dinâmico pelo qual funciona desde o “princípio”, é pelo três que tudo é determinado.
Podemos nos debater em curiosas situações, como por exemplo, na vida de Jesus com este número, apenas para termos um aperitivo pelo aspecto da numerologia. Por exemplo, foram três o reis magos que vieram lhe reverenciar; sua missão de forma ostensiva ocorrida e iniciada com o batismo, se deu aos 30 anos (3+0=três); três anos foram seu ministério na Terra; uma de suas frases mais fortes do que Ele representava, tinham três palavras: Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; teve 12 discípulos (1+2= três); Judas o traiu por 30 moedas (3+0= três);  antes de ser preso, revelou que Pedro o negaria três vezes;  Jesus foi crucificado com mais 2, formando 3 crucificados no calvário; morreu aos 33 anos (três, e três), na terceira hora e ressuscitou no terceiro dia!

Enfim, uma coincidência imaginária ou um recado místico para quando pudéssemos entender, percebermos que o número 3 é o número da criação? Cada um fique com sua conclusão. No entanto, há muito mais coisa que pode explicar o advento do três. Não quero desenvolver aqui o numeral 3 por sentido cabalístico ou da numerologia, até porque nem tenho total conhecimento e vou escrever besteiras, mas quero aprofundar no sentido matemático, da prova pelo bom senso e pela razão. Há uma trindade matemática, assim como há uma trindade mística, espiritual, este último, meu principal estímulo para escrever sobre isto.  Então vamos a elas:
Pitágoras e seu teorema a2+b2=c2 explicando por sua famosa fórmula os três lados do triângulo; as principais e maiores pirâmides são três e possuem três lados, conhecido na matemática pelo “número perfeito”; a vida começa pela lei de dualidade em unir macho e fêmea, para formar um terceiro ser; é necessário o espermatozoide + o óvulo para ter o feto (três); nossa vida se baseia em três momentos infância, adulto e velhice; temos três estados marcando o espaço-tempo do universo que são passado, presente e futuro. Eis porque afirmamos que o número três é o número do universo, a começar porque ele ser Tridimensional, e tudo nele é Trifásico, constituído em tudo por: espírito, energia, matéria. Três aspectos de uma mesma unidade: Deus!

E esse aspecto mais forte encontra-se no evangelho de João, onde explica que tudo forma uma Trindade, conhecida pelas religiões com a união do Espírito, do Pai e do Filho. O processo criador é trino. No livro Deus & Universo, Pietro Ubaldi explica isso no capítulo XII e XIII, e escreveu assim: “São João iniciou seu Evangelho com palavras estranhas, refertas de profunda significação e geralmente incompreendidas. Ciência e filosofia, não conseguindo alcançá-las, negligenciam-nas e as resolvem ignorando-lhes a existência. Entretanto, elas contêm a chave do Universo. João, ao certo, iluminado por Cristo, as havia compreendido.”

Quem puder ter acesso ao link que vou expor no final, leiam esta parte e entenderão aquele início, onde João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Está exposto aqui o processo criador com três fases distintas, porém únicas. É o que Pietro explica como o Todo-Uno. O que é o Verbo? O verbo representa a ação. O processo criador nasce de uma ideia, Concepção, primeiro momento; vai para o segundo momento do Verbo, ou seja da Ação, gênese; e termina no processo com o “criado”, terceiro momento, Filho. Resumindo, Concepção+Verbo = Criação. Três aspectos de Deus ser. Em outras palavras eis a famosa Santíssima Trindade:  1-Espírito; 2-Pai e 3-Filho. Vou transcrever aqui como está no livro citado: “O Espírito representa o primeiro momento da Trindade do Uno, o puro pensamento divino, a ideia, não ainda ação. Dele deriva o segundo momento, quando a ideia, dinamizando-se, encaminha-se para a atuação. Eis o verbo gerado, o Pai, de que nasceram todas as coisas. Do Pai deriva o terceiro momento, a obra completada, a forma concreta em que a ideia-mãe encontra a sua final expressão, o Filho. Cada momento está no Todo e o Todo está em cada um.”

Aqui foram citados alguns “segredos” do número 3. É ou não o número do Universo e da Criação?
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Link para ver o trecho do livro Deus & Universo: http://www.pietroubaldieditora.com.br/




domingo, 22 de setembro de 2013

A Lei de Deus no processo Evolutivo



Entendendo a Lei de Deus no processo Evolutivo.

Antes de escrever a Parte V, que finaliza aqui o tema Evolução, transcreverei  um trecho do capitulo IV do livro objeto de nosso estudo, a fim de compreendermos que, tudo ocorre no nosso Universo, mediante a um conjunto de leis previamente estabelecidas pelo Criador, visando à liberdade concedida, ou seja, o livre-arbítrio para as criaturas. Sem a Lei de Deus, a evolução não ocorreria. Segue...

“(...) A Lei resiste como um muro contra toda desordem. Atenta `a sua integridade, resiste contra quem ameaça desequilibrá-la. Essa Lei não é uma coisa longínqua e genérica. Nos seus princípios fundamentais é como uma árvore feita de um tronco central, de que partem muitos ramos e uma infinidade de folhas. Assim a Lei geral se subdivide em muitas leis menores, que são tantas quantas as formas dos seres e dos fenômenos. (...)

(...) É preciso aprender a mover-se com disciplina, respeitando as normas estabelecidas por essa ordem inviolável dentro da qual estamos situados. Ignorá-la significa sofrer depois. Só com conhecimento e obediência se pode evitar a dor e o sofrimento. (...)

(...) Tudo o que existe está imerso nessa Lei; não podemos, pois, ir contra a ela a cada passo. Devemos compreender que a finalidade da vida é redimir-se da dor, efeito da revolta, e só se consegue através da evolução. Se num primeiro momento a revolta contra a ordem do gerou o caos do AS, num segundo momento a disciplina da ordem deve reconstituí-lo tal como nasceu no Sistema. Sabemos que o fio condutor do caminho da existência é constituído dos seguintes termos, reunidos no mesmo ciclo: ordem no S, revolta, → involução até a  dispersão daquela ordem no caos do AS, → estado de ignorância, → erro,→ dor,→ experiência,→ conhecimento,→ obediência,→ retorno a ordem do S. Assim o ciclo se fecha, tornando ao ponto de partida. Eis que a lei da existência é o avançar em direção do Sistema, ao longo do caminho da evolução. (...)
  • S = Sistema (mundo de Deus, Absoluto); AS = Anti-Sistema (universo da criatura, Relativo)
  • → (destaque meu para dar o significado de “foi para”).
  • Trecho do Capitulo IV do livro “Técnica Funcional da Lei de Deus.” Pietro Ubaldi.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Parte IV - O Que é Evolução?



A pergunta que todos fazem ao ler sobre este assunto Evolução, é querer saber o que fez Deus escolher este sistema de vida onde passamos por estágios tão difíceis nos mundos de provas e expiações, e não nos criou logo “evoluídos”? Evoluídos não nascemos, e por sabermos que Deus é Perfeito, cria-se assim um abismo muito grande entre o Criador e Sua criatura. Ora, quem nos criou foi Deus! Fica assim um contraste inexplicável até então, de sermos criados por “algo” que é Perfeito, gerando seres imperfeitos, que necessitam de evolução. Deus é a suprema sabedoria, e criaria filhos ignorantes? Hoje, usando o bom senso e a razão, o sentido místico e espiritualista do homem que evoluiu, percebe nisso mais uma vez o choque. O choque aqui é a incongruência. Uma contradição que nos faz rejeitar que quando somos gerados por alguém ou algo, temos de nascermos como quem nos criou, em absoluta igualdade e “semelhança”. Repito sempre isso quando toco neste assunto, que é observar o comportamento do mundo e sua natureza; vemos com isso uma tendência, um sentido único para todas as coisas. Nesta questão de uma criatura gerar outra criatura há uma lei a ser obedecida, como em tudo no Universo. A lei da genética. É uma lei única! Filho de gato é gatinho; filho de cachorro é cãozinho; filho de homem é menininho, menininha; Ora, filho de Deus é o quê? Deuses! Pode ser outra coisa? Claro que não! Por que Deus criaria a lei genética para a natureza, e Ele mesmo não criaria em semelhança, idêntico a si? Percebem como isto não é possível? Acharíamos o Criador incoerente! E por que isto não é possível?

Vós sois deuses!” Alguém conhece esta frase? Sabe por quem foi dita? Jesus. Está em João, capítulo 10, versículo 34. Há profundidade em tudo que Jesus fala, basta que procuremos entendê-las. Pelo exemplo que demos da lei genética, Deus não criaria algo que seja diferente de si mesmo, porque tudo é Sua obra. Se não admitirmos isso, há outro ‘deus’, ou algo fora, além ou aquém de Deus. Isto sim seria contraproducente.  O perfeito então não gera o imperfeito. Para acabar com a incoerência, com o tal “abismo”, de Deus ser perfeito e não gerar o imperfeito, que começamos assim a IV parte sobre a Evolução. Essa contradições somos nós mesmos que as alimentamos por pura ignorância. A contradição não pode vir de Deus que é perfeito, mas do homem, perfectível. O ciclo sobre evolução vai se fechando e começamos a deixar tudo amarrado, e sobre este assunto então temos até aqui juntando as outras partes I, II e III: A Evolução existe porque um dia houve involução; na involução os seres perderam seus atributos da perfeição, e assim se explica porque a humanidade precisa evoluir: porque precisa agora recuperar o Conhecimento, pois é hoje ignorante das leis divinas, e com isso gera o erro, o erro choca-se contra as Leis, a Lei que não pode ser violada e exige o reparo, neste reparo o homem sente dor e sofre; e, finalmente, somos seres divinos, porém hoje, neste Universo recomeçamos simples e ignorantes, necessitados da evolução. A conclusão é fácil! Involuímos, perdemos o conhecimento divino, eis a gênese, as causas do sofrimento, da dor, da morte. Deus não criou nada disso! Está na Bíblia em Sabedoria 1, versículo 13: “Deus não criou a morte”.

Por ter involuído, as criaturas/filhos ou seres que a isso experimentaram perderam sua condição original. A perda aqui não é em substância, porque continuamos com a mesma natureza, a divina, o que perdemos foram nossos atributos: Poder, Felicidade, Conhecimento. É por este motivo que nossos espíritos são imortais, porque somos da mesma natureza e substância de Deus, indestrutíveis. Há assim com esta perda de atributos divinos, uma entrada de criaturas que eram luz, verdade e conhecimento puro, nas trevas, no reino das mentiras e ilusões, da ignorância pura. Isto é um fato. Se não houver este sentido, a conta não fecha, e nunca entenderemos porque precisamos evoluir. Há aqui algo muito profundo. Atentem! Houve uma escolha, e essa escolha não foi de Deus e sim de sua criatura.  Parte da criação decidiu entrar nas trevas da ignorância. Como podemos sair desse contraste onde Deus, que é Luz, perfeição absoluta, gerar filhos para viverem no reino do sofrimento? Sim! Evoluir é duro e causa sofrimento. Como pode Deus que é Felicidade, gerar o sofrimento? Como pode Deus, alegria suprema, gerar a dor? Como pode Deus que é vida, gerar a morte? A Bíblia revelou por profunda inspiração, uma verdade incontestável: Deus não gerou nada disso! Porém, suas criaturas que são livres, têm Livre-Arbítrio, as criaram! Eis a "escolha". O tema é profundo e carece de muita leitura e estudo.
Tentamos simplificar ao máximo, porém, entender a complexidade desse processo que realmente ocorreu quando o Universo iniciou sua jornada de Evolução, somente lendo e estudando a obra de Pietro Ubaldi, onde nestes 4  livros, A Grande Síntese, Deus e Universo, O Sistema, Queda e Salvação, haverá a compreensão plena de como este fato ocorreu; explica em detalhes como parte das criaturas que hoje precisam evoluir, chegaram a esta decisão, a esta escolha. O meu “resumão” dá apenas uma ideia, e nos coloca pra pensar e observar certas coisas que não batem, quando pensamos e tratamos do assunto. Mesma coisa quando Kardec veio explicar detalhadamente o processo da reencarnação. Sem esta outra chave, a conta também não fecha, quando admitimos que Deus é todo Bondade, Amor e Justiça.

O objeto de estudo destas 5 Partes sobre Evolução, eu o tirei do livro de Pietro: A Técnica Funcional da Lei de Deus. Nesta Parte IV estamos explicando sobre sermos ignorantes, motivo pelo qual o Universo se comporta com leis evolutivas/corretivas, porque em algum momento, parte das criaturas divinas perderam suas qualidades divinas, e o principal deles foi o Conhecimento. Não nos cabe aqui explicar detalhadamente quando e como foi este momento, por isso citei as obras de Ubaldi, pois não é à toa que ele explica isto em 24 livros. Por isso chamo aqui estas 5 partes de “resumão”. Pois bem, não vamos aqui analisar este “antes”, momento da tal escolha em nosso livre-arbítrio, e vamos apenas nos circunscrever ao “hoje”. A Técnica de como a Lei de Deus funciona hoje, tem em sua essência, levar o ser a evoluir. Esta técnica é de reconstrução do ser. Por isso falamos em leis corretivas. Todo o Universo está em um transformismo incessante, com objetivo de levar todas as criaturas ao seu ponto de partida: Deus. Tudo partiu Dele, e a Ele devemos retornar. O ser ao involuir se afasta de seu Criador, porém, por ser feito da mesma essência, substância e natureza divina, instintivamente é arrastado a lutar por esta volta. É inevitável; é infalível. Como bem assegurou Jesus: “Nenhuma ovelha se perderá; todas se salvarão!” Isto é muito mais que uma metáfora; é muito profundo, e comprova que a função do Universo é redimir as criaturas que nele vivem e lutam. De tantas fadigas e dores, o ser levanta a cabeça para o alto, implorando salvação.

Esta é a nossa realidade biológica: Luta. A concepção mística na batalha apocalíptica entre o bem e o mal teve seu início naquele momento em que cada criatura que se afastou de Deus, perdeu sua "visão celeste". Por causa da ignorância, ficou cego, às escuras, tateando no abismo em que se meteu, chocando-se contra as leis que agora desconhece. Aquele que caminha afastado de seu Criador, anda às escuras e não sabe aonde está o próximo buraco que o levará a dor e ao sofrimento. Deus sempre nos deixou a liberdade de escolhas, de caminhos e destinos, mas em contrapartida, por causa dos desvios que sempre procuraremos, criou um método de salvação, caso deturpássemos tudo, tomássemos a direção errada, e emborcássemos os valores positivos. E assim o fizemos. E Eis o Universo! Este caminho que o ser agora experimenta, tem uma técnica: Técnica da redenção! Técnica esta que agora aprendemos a observar e que a ciência um dia irá revelar. Ela obedece a um sistema trifásico, cuja função é corrigir aquelas trajetórias (lembrar o exemplo do político na parte III) usadas pela humanidade, que ignorante das leis, segue mal orientada no caminho para o sofrimento e dor. Este ciclo trifásico segue os trilhos da redenção. O fenômeno tem três momentos ou períodos em seu desenvolvimento, no processo reconstrutivo do ser, com três fases distintas:
fase 1-Ignorância; fase 2- experimentação; fase 3- conhecimento. Voltemos ao exemplo da trajetória errada do político, que como algoz feriu e sacrificou muitas vítimas na miséria. O aspecto corretivo dessa trajetória lançada errada contra a Lei segue estas fases:
1-    A ignorância gera a fase inicial do erro (lançamento da trajetória errada);
2-    A experimentação, com a fase curativa da dor (correção da trajetória);
3-    O conhecimento gera a fase da cura (trajetória justa, no trilho que redime).
A Técnica é esta em todos os seus aspectos, e tem a função de concluir no indivíduo sua reconstrução, readquirindo o conhecimento, chegando à cura, e à sua consequente salvação; sua redenção é concluída quando atingidas estas metas. A primeira fase exemplifica que o ser partiu da ignorância gerando o erro, e vai concluir na terceira fase, no seu extremo oposto, o conhecimento.  Partiu ignorante, experimentou a reação da Lei, chegou ao final com conhecimento. Aquele erro não cometerá mais. Fechou o clico em sentido Evolutivo. O nosso ponto de partida atual é de ignorância, porque estamos no Universo Relativo, da criatura, o AS; o ponto de chegada é conhecimento, porque este pertence ao S, mundo Absoluto de Deus. O homem age negativamente usando as armas do mundo em que vive, porém, seu objetivo oculto, instintivo é agir positivamente, para ascender ao mundo Divino. A primeira fase do ser ignorante errando leva-o fatalmente à segunda fase destinada a ser de dor e sofrimento. Mais uma vez aqui, fica patente que Deus não gera nada disso para seus filhos. Nossa ação, nossa sementeira, é que nos dará nossos frutos a colher.

A ignorância é uma coisa tão cruel, que faz o ser ficar surdo aos apelos de seu Criador, e cego no caminho que escolheu, caindo em abismos cada vez mais frequentes, a medida de tentativas e erros. A Parábola de Jesus sobre o Filho Pródigo encaixa-se perfeitamente aqui. A escolha para este caminho é totalmente da criatura. Mais uma vez, quando desperta como ser espiritual, experimenta como homem a sua natureza emborcada. Se a causa primeira para as criaturas viverem o ciclo evolutivo foi perder o conhecimento, hoje, a nossa natureza negativa reflete este ato, com nosso egoísmo separatista. Natureza invertida. Gênese dos erros. Isto nos leva a procurar somente vantagem própria e no gozo ilusório que a essa procura satisfaz momentaneamente, e só nos detemos dessa loucura, quando somos obrigado a parar, com a chegada da dor e do sofrimento. Viram que o ser humano que vive neste planeta não pode conhecer outro meio de salvação? O homem com os instintos do egoísmo e da luta separatista, inicia uma arrancada desenfreada caindo cava vez mais no AS Anti-Sistema, se afastando de Deus, e como nosso Criador faz para fazê-lo parar de procurar mais sofrimento? Coloca-lhe limites através das Leis, até readquirir o conhecimento. Por isso nosso ambiente é de luta. 
Depois que experimenta estas três fases, o homem reflete que sua ação egoística produz resultados tão ruins que o faz cessar sua vontade de repeti-los. Esta é a história de quantos fizeram ou fazem fortuna no mal. O político experimentou um momento ilusório de satisfação e sucesso com sua ação nefasta, porém, o que obteve como lucro? Dor, e sofrimento; muito sofrimento. Ora, esta conta é muito burra, pois neste erro, nessa trajetória errada ele se afirmou crendo ter vencido, pois se deu bem naquele instante, porém, na realidade perdeu. A Verdadeira lição disto tudo vem depois, na segunda fase da experimentação, fase curativa com dor, corrigindo sua trajetória errada, quando entrou na órbita anti-Lei, anti-Deus.

Tudo isto ocorre porque aqui, no mundo ilusório e relativo do Universo, emborcamos tudo; os valores divinos estão invertidos. O homem sente sua natureza divina motivado por buscar a felicidade, porque instintivamente ele a perdeu, e esta perda se deu por revolta, rebeldia e afastamento de Deus, por isso suas ações na busca dessa felicidade se dão em sentido invertido, agindo com desvios, enganos, acima de tudo e de todos, de forma contrária a sua origem divina, assim ele em vez de subir, desce mais ainda. Em vez de achar felicidade, encontra decepção, tristeza. Então, neste momento de trevas, ignorante, ele escolhe os caminhos que o levam a mais dor.

Como vimos, essas trajetórias seguem órbitas, e essas órbitas são usadas pela humanidade em sentido contrário, negativo. Órbitas anti-Deus! Umas vez lançadas, não param. Elas seguem sua trajetória até o final, afim de serem reparadas. É Lei que a órbita siga o caminho da ascensão! Depois de passar pelas três fases do ciclo evolutivo, o homem retorna seu caminho na trajetória justa, a órbita-Deus. A Lei é tão sábia, que aproveita a ação má do homem pra agir em função do bem, porque quem feriu, um dia será ferido, a seu turno quem foi algoz, hoje é vítima. Este ciclo vai servindo e acabando por etapas quando cada ser atinge a evolução. O exemplo mais perfeito pra isso se encontra no capítulo VI do livro objeto desse estudo sobre evolução, citado acima, em que a vida é como um laboratório de química onde o homem ainda não estudou as leis químicas: “(...)Nela encontramos todos os elementos e nos exercitamos na sua combinação de modo mais diverso, mas pela nossa ignorância das leis da química não conhecemos os resultados de suas operações. Fazemos contínuos erros, porque misturas e combinações se fazem ao acaso; (...) Assim se faz com as experiências da vida. As reações já sabem funcionar por si e as combinações seguem a Lei que já conhecem.; o homem, porém, não a conhece e deve descobri-la por meio de suas experiências. (...)  A vida coloca o homem no laboratório, a fim de que, experimentando, aprenda. A cada experiência, ele toma conhecimento de uma nova reação e combinação química. (...) Assim se enriquece o próprio patrimônio de conhecimentos, com tantas novas qualidades adquiridas, que vão fazer parte integrante da personalidade, como ideia inatas e naturais impulsos instintivos. Desse modo, a personalidade se vai construindo através da experiência agora fixada e o ser vai recuperando a sabedoria do S, perdida com a queda no AS ”.
Eis o ciclo universal da evolução: Ignorância, Dor, Conhecimento.  São três fases; três momentos da salvação. Esse esquema triplo erro-dor-redenção, repetir-se-á sempre num nível biológico cada vez melhor, mais alto. Nessa massa de destinos em nosso mundo de Provas e Expiações, encontramos os três tipos vivendo em cada uma das três fases: o pecador, o penitente, e o redimido. O primeiro vive o erro, o segundo se corrige com a dor, o terceiro goza do resultado da lição aprendida. Estes são os variados tipos de destinos vividos pelos seres humanos, como gotas de chuvas incontáveis, formando um rio que vai desembocar em um oceano, o mar de Deus!

·         S (mundo de Deus, Absoluto); AS (universo da criatura, Relativo)

domingo, 26 de maio de 2013

O que é Evolução - Parte III


                                                       

A coisa mais difícil de entender na Evolução é que vivemos hoje na ignorância, carentes em sua maioria de conhecimento, e ainda pior, em contraste com um mundo cheio de dores e sofrimentos. Olhando assim, parece que nada esteja evoluindo. É um método estranho que a Lei de Evolução se serve, porém, indubitavelmente o único que nos faz avançar mais rápido. Veremos mais a frente. Ora, como evoluir em um mundo de terror como este chamado Terra? Se não possuímos mais aquele Conhecimento Divino, e recomeçamos simples e ignorantes, é fatal que erremos e com isso nos chocar contra as leis divinas! O que ocorre depois então é que da ignorância, vem o erro; o erro gera dor e sofrimento; se o ser reflete pode se redimir e avançar; do contrário, se rebela mais e afunda no abismo de mais dor, de mais sofrimento. É um processo que nos parece cruel. Isto ocorre quando o Amor de Deus cede lugar à Sua Justiça! Porém ainda sempre Amor, pois tem o objetivo de salvar Sua criatura. Na vida podemos escolher um evento desse choque contra as leis divinas. Este choque se dá mais ainda quando observamos o comportamento humano, onde vemos que os que se utilizam do mal parecem vencer; um exemplo bem frequente em nosso país é de um político corrupto; ele age impunemente e fica cada vez mais rico ilicitamente; goza da felicidade do mundo com os bens alheios, do povo; chegam alguns até a velhice sem nunca devolver um real sequer, de não ter ficado na prisão nenhum dia, enquanto que, em sua ação nefasta, milhares ficaram sem dinheiro para a educação, para saúde, ou até a merenda das famintas criancinhas foram usurpadas. Eis o resultado: Um usa da inteligência que construiu para agir astutamente em se dar bem, outros milhares recebem o seu golpe e se privam a vida inteira! Um foi o algoz; milhares foram suas vítimas! Onde há evolução aí? Respondo, na Justiça Divina, onde tudo tem de ser devidamente reparado. Porém, perguntam: Onde está esta justiça, se o político morre velhinho gozando de uma vida abastada, e ficou impune pelas leis humanas? Isto é o que o mundo viu. A Lei Divina vê outra coisa. Vamos explicar isto a seguir...

Na Parte II vimos que Evolução veio de seu contrário Involução; vimos também que neste universo Relativo, a Evolução só se faz com redenção. Lembram que escrevemos que a “Evolução consiste na reabsorção do erro pela dor, do pecado pela penitência, da ignorância pela experiência, do negativo pelo positivo”? Que a Evolução é o trabalho de correção, na direção de Deus? Pois bem, dei este exemplo para observar que tudo isso que lembrei na Parte II se encontra aqui em todos os detalhes. Eis a Justiça na ótica da reação da Lei. O que o mundo não vê e a Justiça Divina vê, é que o político corrupto é o algoz, que experimenta e age com sua ignorância das leis divinas, lançando com sua ação, um impulso Anti-Lei, Anti-Deus. Os nossos Destinos se fazem por lançamento de trajetórias, como bem explicou Jesus nas "sementes"; elas são lançadas em direções positivas, no bem, e negativas, no mal. As condições futuras para o político serão totalmente desvantajosas, porque ele acaba de atrair a trajetória da Reação da Lei, porque agiu de forma contrária a ela em sentido negativo. Pelo fato de os impulsos serem errados, é fatal a necessidade de corrigi-los. Aqui se explica o que parece ser um método cruel, quando alguém vem experimentar na Terra dor e sofrimento. Na Parte I escrevemos os “Três modos de viver”, e esta ação do político engloba o da maioria, que estão dentro dos dois primeiros modos, que são os que “oprimem o fraco com sua força e usa da astúcia pra ganhar em cima da inocência do ignorante.” Agora vamos entender a parte da Justiça, onde as vítimas do político, que vão sofrer privações, são instrumentos da Evolução. A conta é simples! Só sente dor quem a gerou em seu semelhante; só experimenta a penitência, quem pecou contra seu próximo; assim, as vítimas de hoje foram os algozes do ontem. Aqui entra a reabsorção do erro, o trabalho de correção, enfim a redenção. Eis porque escrevi logo no início deste texto, que a humanidade deste mundo não pode entender outra coisa para se salvar, que não seja através do sofrimento e da dor. A evolução é complexa, porque não se evolui só assim, mas evoluem também aqueles que no “modo de viver” estão em redenção, colaborando pelos irmãos que sofrem, adquirindo conhecimento e usando-o em favor de todos. Evolui quem está em penitência; evolui quem está se redimindo perante a Lei.

Isto prova que Jesus foi muito prático e nós que complicamos tudo. Ao afirmar Ele que “amemos a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, é que agindo contra o próximo, estamos na verdade agindo contra nós. As sementes más nos darão plantas daninhas, venenosas; as trajetórias lançadas em sentido negativo, nos cobrará reparo em futuros destinos de sofrimento e dor. Parece-nos ser um absurdo quando lemos isso, saber que fazendo o mal a outrem fazemos a nós mesmos, e ainda assim, fazemos! Mas é a pura prática da vida, e é o que geralmente cometemos. Cristo estaria mentindo sobre tudo que disse no Sermão da Montanha, e que se encontra também escrito aqui quando falamos de Evolução. Ora, Ele falou de quem está injustiçado, encontrará a justiça; ou estaria também mentido quando disse a Pedro: “Quem fere pela espada, pela espada será ferido”; e a maior mentira seria a do exemplo de sua própria existência entre nós, quando sofreu, carregou sua cruz, e mesmo assim não reagiu, perdoou. A prova maior de que a redenção se concretiza, é que Jesus volta redivivo em Luz e Verdade, e que o sofrimento e a morte se foram, e Ele avançou em direção ao Pai. Como Cristo, sem que sejamos dignos de comparação, mas é uma condição geral da vida na Terra: sofrer e perdoar. E somos tão pequenos que são duas condições terrivelmente inaceitáveis no entendimento humano: sentir dor sofreendo resignado, e perdoar aqueles que nos causam sofrimento. Cristo não fez isso para se mostrar superior, mas para servir de exemplo.

Para a humanidade, aceitar que é sofrendo que se redime para a vida eterna, é tão estranho, como para aqueles que não conseguem ver a vida de Jesus como algo útil. Para o mundo, em geral, Cristo é um iludido, um fraco, um vencido; olham aquela missão de extremo sacrifício pelo próximo, mas o que Ele obteve de resultado foi sua crucificação como malfeitor, entre ladrões. Como diria o escritor, doutor Giovanni Albanese, querendo chamar a atenção das pessoas que Cristo foi tão grande, e o tornamos tão pequeno: “Proclamas-Te Salvador, e não conseguiste salvar sequer a Ti mesmo”. Ele escreveu isto para mostrar a visão deturpada em geral do mundo em relação a Cristo. Não é a de todos, felizmente. Mas a verdade é que, eis que Ele volta três dias depois com seu corpo glorioso, como sempre afirmava em Espírito-Verdade. Essa Sua atitude de ressurreição é muito maior que o ato maravilhoso de se mostrar ainda vivo aos olhos do homem comum. Foi muito mais para provar-nos que o sofrimento que passou o redimiu perante Deus, e o fez avançar a maior de todas as glórias, estar de volta com o Pai nos céus. Por isso uma de Suas mensagens finais foi: “Eu carreguei minha cruz e venci o mundo! Que cada um, pois, carregue sua própria cruz”! Ou seja, que cada um assuma sua responsabilidade perante as leis divinas, pois pode haver tudo no mundo, menos injustiça! Só se aceita que existe a injustiça àquele que desconhece Deus e sua Lei. Por isso, não escrevo sobre Evolução para que concordem ou aceitem, mas para que reflitam. O tema Evolução não pertence ao reino da “crença”, mas ao do “conhecimento”.


Concluímos este texto respondendo a pergunta deixada no ar na Parte II, que não há outro modo que Deus pudesse escolher para evoluirmos, sem ser este que conhecemos: cada um carregando sua cruz. A humanidade quando age de forma insana, não se questiona naquele instante se queria passar pela maldade e crueldade que está fazendo seu próximo sofrer, porém, quando sofre as consequências de seus erros, tem dois caminhos a enfrentar: 1- refletir e redimir-se; 2- se revoltar e se rebelar ainda mais; Um caminho avança, o outro estaciona, ou piora ainda mais sua vida futura. O homem quando é mau usa do chicote contra o próximo; entretanto, ele odiará no futuro experimentar o açoite que um dia infligiu; são estes que se rebelam e se acham os injustiçados; é muito fácil ferir, duro é experimentar o mesmo ferimento. É claro que há outros modos de evoluir, aliás, milhares. Porém, o do estágio atual é o de ignorância, onde podemos perceber e despertar apenas pelos sentidos da dor. Entendemos assim que não há outro modo de evoluir, por que Deus sabe que neste estágio de pura ignorância o homem fará maldades e muitas atrocidades, e o homem só despertará desse transe louco, experimentando de volta o que infligiu. A Lei de Deus é perfeita, e o choque contra ela com a ação má do homem, recebe a natural reação, que se faz perceber apenas na forma de dor, e não apenas pelas revelações ou advertências divinas. Querem uma prova? As advertências e as leis divinas os homens conhecem desde Moisés, e isto não os impediu de cometer maldades ao longo dos milênios, não é verdade? Os Dez mandamentos até hoje não são cumpridos à risca nem por um só homem, quem dirá a humanidade que nasce neste mundo de provas e expiações, da luta feroz pela vida! A Lei de Deus está acima das religiões dos povos, e das leis transitórias dos homens. O homem com sua ignorância quer sempre violar a Lei, mas ela é incorruptível. Esta é a nossa natureza, violar, destruir. Porém, ou o homem segue no conselho de Cristo, ame ao próximo como a ti mesmo, ou segue se chocando contra as reações da Lei, que não quer que o homem se afaste, mas se aproxime de seu Criador. A ignorância nos faz agir assim. É por este motivo que na Parte IV e V falaremos muito dessa questão do porque sermos ignorantes dessas leis, e ainda assim sofrer as consequências por desprezá-las; falaremos muito ainda do porque termos perdido o Conhecimento Divino.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O que é Evolução - Parte II



O QUE É EVOLUÇÃO – PARTE II
Na primeira parte, expliquei o que “É Evolução” de uma forma simples, com poucas palavras, apenas para nos basearmos sobre o assunto; assunto este que exige toda uma complexidade, e seja por qual raça ou religião ela for estudada, não se altera, porque é Lei. A Lei nada mais é que o Pensamento de Deus, exprimindo Sua Vontade, funcionando em todo lugar, desde aqui até as mais longínquas galáxias. Respiramo-La e vivemo-La porque a Lei simplesmente é Deus querendo redimir, salvar Sua criação, quando parte dela começa a agir como anti-Lei!

Desde Allan Kardec em 1857, o assunto Evolução ou Lei do Progresso foi entregue como objeto de estudos à humanidade, e recebe seu complemento no século atual com Pietro Ubaldi. A Lei de Deus vai ficando cada vez mais perto da ciência do que das instituições religiosas. Não é mais uma questão de fé, mas de conhecimento. Por isso, é nossa função simplificá-la, trazê-la ao entendimento a toda gente.
A Evolução ou Lei do Progresso é a raiz do dinamismo de nosso Universo. Assim, é fatal que todas as coisas e seres a esta Lei estão submetidos. Dentro dela há vários ramos por onde ela se diversifica, e a mais forte que conhecemos até pela ciência, é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação. O Famoso “Karma” se insere aqui. A ciência, através de um de seus gênios como Einstein, já provou que nosso Universo é Relativo. Onde entra a Evolução aqui? O maior choque de se estudar a Evolução é falar de seu contrário, a Involução. Nesta questão da Evolução, o Universo ser Relativo, é porque apresenta um valor de medida, uma contra-parte. Está provado também que o espaço é curvo, e todos os fenômenos são cíclicos, do movimento do elétron ao das galáxias, tudo gira em função ou em torno de algo, e a tudo retorna.

Não vou entrar ainda detalhadamente em karma, nem reencarnação, embora ao falar em retorno e que tudo é cíclico, é inevitável. Mas vamos ao “antes”. Para entender a Evolução, temos que saber por que ela existe, e porque Deus fez dela o dinamismo do Universo. Ora, Deus é Perfeito, então por que fazer algo que nasce imperfeito e precisa se aperfeiçoar, evoluir? Eis o dilema do nosso Cosmos. Por isso tocamos no assunto do Universo ser Relativo; é que ele representa no seu modo de ser não uma Ação, mas uma Reação. A contra-parte da Ação. Como podemos provar que o Universo é uma reação e não uma criação? Simples! O modo de ação de Deus só podia ter o mesmo sentido Dele, na perfeição. Quer dizer que Deus só criaria algo como Ele mesmo, perfeito. O Universo nasceu com a necessidade da perfeição. Se não nasceu perfeito não foi uma Ação de Deus, mas uma reação, uma consequência de suas Leis. Isto tudo estamos aprendendo agora. É observando como se comportam estas leis e o funcionamento do Universo, que podemos hoje deduzir que algo o fez surgir assim. É por este motivo que nosso Cosmo tem esse funcionamento cíclico de retornos, de contrários, de ser relativo, de ser medida com relação a algo. Nada funciona nele sem um contrário, por isso é Relativo. Como é isso?

Vamos lá, no “antes”. Quando o Universo surgiu, seu funcionamento já tinha um direcionamento, um comportamento dinâmico a seguir, enfim, Leis. Estas Leis foram previamente criadas por Deus para que seu funcionamento seguisse a linha da ascensão. Se o Universo é uma reação, seu funcionamento vai seguir esta tendência, e vai mostrar que as forças se compensam sempre que algo surge. Assim, surgiu em primeira mão a lei da gravidade com sua Repulsão, com seu contrário a Atração; a partícula Positiva, e seu contrário a Negativa; a Anti-Matéria e seu contrário a Matéria; as Trevas e seu contrário a Luz; se há a Ação, tem seu contrário a Reação; a Morte tem o seu contrário, a Vida; a Alegria e seu contrário a Dor; a Felicidade e seu contrário Sofrimento. Vai das leis da física-química até às leis morais. É, enfim, um método dualístico, típico de uma Cisão. Uma separação entre mundos diferentes. O de Deus e o de suas criaturas. Assim, se o mundo das criaturas, o Universo, é Relativo, o seu contrário, o mundo de Deus é Absoluto. Então, podemos concluir sem medo algum de errar que se existe hoje a Evolução, é que ela partiu de seu contrário, Involução. Se hoje evoluímos, não resta dúvida, é porque um dia involuímos. Não há como separar uma da outra, porque se fizermos isso, desmoronamos todo o sistema e o comportamento da Lei, enfim de todos os fenômenos que observamos diante de nós.

A Involução foi criada pelo livre-arbítrio da criatura, que se colocou numa situação incompatível com a Lei de Deus, o que ocasionou a Cisão. A Cisão é o exato momento do Big-Bang, um afastamento do Filho com relação a seu Pai, Deus. A ciência comprova isto. Uma quantidade infinitesimal de Energia se condensou, se expandindo no Big-Bang, criando a matéria. A ciência então chegou ao seu limite, quando não consegue entender este “antes”, do por que dessa concentração tão absurda de Energia, sem saber o que a fez se concentrar ali, de onde ela veio, e o que era ela antes de  ser formada. Somos uns privilegiados, quando nos dispomos a conhecer e estudar a Lei do Progresso ditada por Kardec, ou como  funciona a Lei de Deus, trazida por Pietro Ubaldi, que aqui expomos nessas linhas de forma mais simples possível, para afirmar que o Universo Evolui, os seres Evoluem, a humanidade Evolui, enfim, tudo segue de volta à sua origem, Deus. A ciência não tem ainda esse privilégio de ter “olhos de ver”, “ouvidos de ouvir”, capacidade de entendimento de coisas abstratas, tão bem exemplificada nestas palavras por Jesus: “Ouçam quem têm ouvidos de ouvir; vejam quem têm olhos de ver”. Isto se aplica perfeitamente aqui no que estudamos e escrevemos dessas revelações.

A verdade é que, a Involução nos parece como uma Queda do mundo Absoluto ao Relativo, uma Queda de vibrações de alto valor, como deveria ser os filhos de Deus, para uma fragmentação da individualidade que se separou de seu Criador, ao usar mal sua liberdade, seu livre-arbítrio. As consequências são as reações que hoje enfrentamos, ou seja, fragmentamos Conhecimento em Ignorância. Por isso o recomeço simples e ignorantes! Fragmentamos nosso ser em um “não-ser”, como explica bem Ubaldi no livro A Técnica Funcional da Lei de Deus: “Com a Queda, a existência se fragmentou em um dualismo: a) Conhecimento, que significa ordem, segundo a Lei e alegria no S (mundo Absoluto de Deus); b)Ignorância, que significa desordem, anti-Lei e dor no AS (mundo Relativo da criatura). Assim surgiu o método dualístico de cisão conhecido no S, isto é, a ação do ser contra a Lei  e das opostas reações dela, com o método dos contragolpes corretivos do erro através da dor.  A Lei só pode atuar com sistema de compensação entre contrários.”

Isto quer dizer que Evoluímos compensando estes ‘contrários’ com ações equivocadas nossas, cujas reações da Lei nos mandam de volta ao caminho correto; de que forma? Assim, quem usa da injustiça, deverá encontrar a justiça da Lei; quem está caminhando errado, é levado ao caminho certo; a verdade, sempre vai corrigir o erro; a justiça corrige a injustiça; o bem corrigindo o mal, etc. Vem agora o que devemos entender por ser a Evolução essa estrada dura, onde a nossa ignorância gera o erro, o erro gera a dor, e do sofrimento atingimos o conhecimento. Este é o Método que nos impõe a Evolução e vamos questionar na Parte III, se não há outro caminho melhor ou mais fácil; pode Deus escolher outros caminhos para atingirmos a redenção? Por que ficamos ignorantes, se é isto que vai nos fazer sofrer tanto? Veremos a seguir.

quinta-feira, 21 de março de 2013

O que é Evolução?

Pietro Ubaldi, em seu livro "Técnica Funcional da LEI DE DEUS", explica de forma simples:
"Evolução consiste na reabsorção do erro pela dor, do pecado pela penitência, da ignorância pela experiência, do negativo para o positivo. A Evolução é o trabalho de correção, na direção do S, isto é, de Deus, da trajetória da vida invertida na direção ao AS."

Quando ele fala em "S", é como ele nomeia o Mundo de Deus, "Sistema", ou como conhecemos, o Paraíso; quando ele fala em "AS", é como ele nomeia o Universo, o mundo da criatura, que significa "Anti-Sistema", e que conhecemos por inferno;

O Sistema é assim de valor positivo, e representa a Lei; o Anti-Sistema é anti-Deus, de valor negativo, e representa a anti-Lei. Quem é anti-Lei está na direção invertida, contrária. A evolução tem por função endireitar a rota de quem transviou-se da direção de Deus; de inverter os valores negativos, impregnados da maldade, para os valores positivos, impregnados de bem.

Assim, o Amor Divino, com esta Lei do Progresso, da Evolução, não permite que sua criatura viva eternamente no sofrimento, se equivocando na dor. É justamente por cansar de sofrer e de sentir tanta dor, que a criatura procura a Lei.

Ele ainda explica que: "Há na Terra três modos de viver, usando 3 métodos: 1- O da força, que consiste na opressão do fraco; 2- O da astúcia, apoiado na inocência do ignorante; 3- O da sinceridade e clareza,  dirigido à compreensão recíproca com fim de colaborar. 
Estes três métodos são distribuídos em três  degraus sucessivos ao longo da Evolução. O primeiro é o mais antigo no mundo, hoje superado e condenado.  O segundo é de uso mais recente e ainda em vigor. O terceiro é um método mais inteligente, que se expandirá no futuro. Hoje vivemos uma fase de transição , que vai do segundo ao terceiro método." 

Cada um escolhe por qual método quer levar sua vida. Melhor preferirmos viver no terceiro, mostrando que queremos a Evolução, e que queremos ser um reconstrutor da Nova Civilização do terceiro Milênio. Quem coopera com o próximo coopera com Deus, e sobe até nosso Pai-Mãe! Eis como Evoluir mais rápido...

domingo, 17 de março de 2013

Parte II - Crise de Evolução - A Depressão!

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A mente precisa de atividade constante. Assim se combate melhor a infelicidade, muitas vezes sem causa aparente. Para sair dela rápido é necessário pedir ajuda e se ajudar. Steve Jobs, bilionário fundador da Apple, poderia curtir sua grana. Mais que justo! Mas ele tinha um objetivo atrás do outro. Esta era sua auto-ajuda! Temos de criar a nossa. Mesmo doente, ele se aproveitava quando a doença lhe dava uma trégua. Jobs dizia uma frase o tempo todo quando alguém lhe abordava que já tinha conquistado tudo e que era hora de parar e cuidar da saúde: “Eu não quero ser o homem mais rico do cemitério! Quero ir dormir vendo que naquele dia fiz algo de maravilhoso.” Steve tinha tudo para se deprimir, porém este foi seu remédio de felicidade, mesmo sabendo que poderia partir a qualquer momento, tinha de realizar mais projetos. Parece fácil! Não é! Mas nos serve de exemplo para buscar o nosso.

Meus queridos, minhas queridas. Encarem isto de frente. Procurem ajuda pra si, e se vir esta doença nos outros, mais ainda. Sócrates nos disse: “Conhece-te a ti mesmo”. Se confessem! Seja na sua igreja, ao seu padre. Lembrem que seu Deus está dentro de vocês. Confessem suas frustrações, suas raivas, medos e sonhos; confessem aos amigos, e principalmente à família. Todos têm alguém de confiança, porém, quanto a mais gente confessarmos, mais afastamos esta doença terrível. Sem isso tudo, ela só agrava a cada dia; ela inverte sua expansão dinâmica de ser humano maravilhoso, em um ser de círculo fechado, estagnado e morto. Por isso a depressão somatiza em inúmeras doenças, em loucuras, em suicídios. Nem cabe aqui uma abordagem da questão espiritual, que ainda é outro fator gravíssimo, mas que estenderia este preocupante assunto em milhares de páginas. A espiritualidade na questão do que há entre a Terra e o Céu não pode ser descartado na infelicidade. Por isso, quem enfrenta a depressão em seu momento mais crítico, não pode abdicar do lado religioso. Na depressão severa, a cura vem com tratamento psiquiátrico, remédios,  também na religião e principalmente em serviços dedicados à caridade.

Adotar esta fórmula ajuda na cura mais rápida. Isto porque, nos casos graves, as pessoas acometidas por ela perdem a noção de muita coisa; ficam arredias; esquecem das pessoas que ama, e das que lhes são cara e amorosas; é incrível como esta doença passa por cima dessas coisas e valores tão importantes. Mas passam e nos deformam! As pessoas ficam irreconhecíveis. Elas transformam em negativo, tudo aquilo que lhe é positivo. As pessoas que lhe amam e lhe querem bem, passam a ser o inimigo. É assustador, porém, infelizmente, é o que acontece. Por isso, o fator espiritual se faz presente, e não há como negar, porque nos casos severos, todos olham para aquela pessoa doente e dizem: “Meus Deus! Aquilo não é fulano ou cicrana! Parece outra pessoa”! Etc. Quando soma a personalidade, a questão hormonal, a espiritual com a depressão, tudo isso transforma as pessoas enfermas dessa doença.

É a doença do século e será a do milênio, porque a humanidade passa por um processo evolutivo sócio-biológico global, de renovação íntima. É um choque e gera uma uma crise. Uma crise de Evolução! No geral essa revolução quimio-fisio-dinâmica-social é imperceptível, porém em particular é devastadora, porque afeta o mundo mental, psicológico. Afeta o lado mais poderoso do ser humano. De 1950 ao ano 2.000, foram 50 anos de uma revolução intensa e significativa em todos os ambientes e classes sociais. Também revolução biológica. O povo a apresentou em manifestações e revoluções por não estarem conformadas. Parece que instintivamente aquele ciclo biológico chegou ao fim, e um novo estava chegando. A avalanche de pessoas que nascerem com o pretexto de mudar tudo ainda não chegou ao seu auge. Mas ele se estabeleceu neste último século. Se analisar por superfície não verão nada demais. Se subirem ao monte da análise geral, verão que em 50 anos, a humanidade transformou coisas de séculos, arraigadas e presas em raízes invisíveis, em revolução convulsiva, em novos estatutos e leis. Revolução social; revolução cultural; e claro, a principal: revolução biológica. Por outro lado, algumas coisas estão chegando ao ápice dos excessos e de degradação. É preciso destruir para construir. Trata-se de evidente situação de evolução. Há 50 anos ninguém pensava em meio ambiente; proteção aos animais; xenofobia, homofobia; liberdade através das drogas; liberdade através do sexo. Tudo surgiu em excesso, parecendo que iria implodir, porém, explodiu em novas leis sociais, nova ética, um novo ser humano em lenta e maturada formação. A segunda Guerra foi o estopim que desencadeou isso. Pelo choque da dor e do sofrimento, infelizmente, mas nos impulsionou a rejeitar que esses estados negativos das batalhas voltem e que a paz se instale definitivamente. É um desejo geral, porém não de todos!

 Mas, por que ainda não está bom o que se começou a exigir por mudanças? É que há mais pessoas resistindo do que fluindo. A corrente de um pensamento e de um comportamento não se quebra facilmente. Está tensionada e forte pelos séculos. Quando explode aquela revolução, os danos foram a uma parte da corrente, e alguns tentam remendá-la e a luta continua. Por isso ainda não chegaram os resultados positivos em definitivo. Há muita deturpação nos excessos. É um processo gradual, mas que após a Segunda Guerra se tornou rápido, fulminante. Quem ainda não aderiu está dentro desses excessos da degradação, entretanto, tem sofrido as consequências direta e indiretamente, todo mundo. Mesmo que a vivência de estados degradantes não esteja dentro de nosso círculo familiar ou de amigos, nos atinge e nos abate. Você que não é traficante ou usuário de drogas, sofre as mesmas pressões e imposição de quem é. Basta ver quando vai ao aeroporto em viagem nacional ou internacional, nas vistorias. O excesso do sexo insano, nos impõe nova conduta e cuidados, pois há uma doença assassina incurável, à espreita dos que abusam da conduta sexual. Qualquer acontecimento trágico afeta toda a comunidade, e surgem leis para os bandidos, e também para os cidadãos de bem, que pagam indiretamente à sociedade sua cota de sacrifício. Criminosos livres e pessoas de bem presas em suas casas. Há um caos geral, um medo instintivo de todo esse abalo biológico-social, mas é aparente, na superfície. No fundo, é uma humanidade já cansada desses atritos, louca pra reformar tudo para melhor. Ávida pela paz, pela melhoria de tudo o mais rápido possível. Tudo isso gera elementos depressivos!

Porém, quando chega o período de uma evolução em nível biológico-social, não tem jeito. Vai acontecer. Essa resistência invisível causa em nível global, estados de infelicidade. Causa naqueles que lutam e não veem resultados, causa naqueles que lutaram também e atingiram o objetivo. É que está na hora de nova ação. O caos gera medo, fobias que afetam a saúde do cidadão; doenças até então novas surgem no nível psicológico, causam noites mal dormidas. A humanidade está em convulsão, e é necessário a psicanálise atentar para estas mudanças sutis no comportamento geral das pessoas. As crianças nascem com esses novos valores, loucas para mudarem instintivamente o que foi bom na geração passada, porém elas trazem em geral algo novo para oxigenar; algumas nascem no seu limiar de tensão, querendo viver os excessos, como se fossem suas últimas chances de viver neste planeta. Graças a Deus que a maioria nasce propensas ao bem; nascem com uma inteligência inata, assustadora para os pais, porém, em linhas gerais, fazem parte dessa transformação sócio-biológica.

Para enfrentar esta crise de evolução, o trabalho ajuda, remunerado ou não; um objetivo em sequência de outro, nos oxigena a alma; Sempre procurar pensar um verdade incontestável: A sua crise sempre será menor que a do vizinho! “A Felicidade não é deste mundo!” afirmou Jesus naquele primeiro século do novo calendário, porém, não nos disse que não devíamos buscá-la. Não nos impediu de sermos infelizes. Ao contrário, aos que encontrou em extrema infelicidade naqueles anos na Terra, deu-lhes um pouco de esperança e de alegria. Convocou-nos a procurar no amor ao próximo, a nossa própria felicidade. Ele esteve na cruz, açoitado, espinhado, com pregos de 8 centímetros nos braços e pés, e sabedor de seu destino como Filho do homem, ou seja, a morte biológica, deu exemplos imortais: prometeu salvar o ladrão arrependido; e perdoou a todos os seus algozes. Apareceu três dias depois a centenas de testemunhas, realizado, feliz pelo cumprimento até o fim da "cruz" que tomou sobre si. E recomendou em particular aos apóstolos sem enganá-los: o mundo é de tribulações e sofrimento, mas cada um tome sua cruz e siga-me. Eu venci o mundo!

A vida jamais nos engana. Ela é de subidas e descidas. Para todos! Por isso recomendou Chico Xavier para as alegrias e tristezas do dia a dia: Isso também passa! A alegria vem num dia e passa; a tristeza também vem, e também passa. Temos de primeiro identificar nossa depressão, e por amor a si, buscar sair. E seguir transmitindo este amor. Mas se estivermos em depressão, comecemos a atuar com este amor primeiro em nós mesmos, depois, expandi-los ao próximo, pois com certeza, nosso problema vai ser sempre menor ao de alguém. Ajuda mesmo na cura dessa doença de infelicidade, pensar e agir assim. Quem não ama a si não pode curar-se, e nem curar os outros. Por isso recomendou-nos o Rabi da Galilíea: “Orai e vigiai”! Devemos ficar atentos a que ponto estamos infelizes, para cuidar logo de reverter isso, e nada disso converterá em cura sem o trabalho e o esforço. Vencer o mundo quer dizer, vencer a si. O trabalho e o esforço de procurarmos ajuda, seja dos parentes ou de psicólogos; de tomar medicação; de procurar seu templo de paz e religiosidade, enfim, de que tudo isso transformará a sua depressão em cura, somando depois ao trabalho voluntário pelo próximo. Alan Kardec foi muito feliz em afirmar que "Fora da Caridade não há Salvação"! 

O egoísmo nos leva à depressão; o Altruísmo, ao contrário, nos garante elevação! Há felicidade maior? Ora, não existiu estado depressivo permanente em Madre Tereza, nem em Ghandi ou Chico Xavier, porque além de si, esses cuidaram dos outros. Não somos e talvez não seremos nem tão cedo como estes grandes espíritos de Escol, mas nada nega que quando praticamos algo de bom aos outros, a felicidade chega de graça para quem pratica a caridade. É a Lei da semente plantada. Esta é uma prova que o bem aos outros, faz-se primeiramente bem a si próprio. 
Este é um excelente caminho para iniciar sua cura do estado depressivo. Uma busca de felicidade real.