domingo, 24 de julho de 2011

Origem do Egocentrismo Parte Final.

Chegamos na parte final de entender esse drama de sermos o "tais" sem ser. Deus nos fez assim, como Ele. Os tais! Neste ciclo de vida do Universo sentimos isso e constrangidos a viver neste ciclo de nascer, dor, sofrimento e morte, esquecemos como ser o "tal". Não é um termo irônico, Somos o tal mesmo, filhos de Deus, e, como Ele, em Imagem e Semelhança. Como recuperar isso? Jesus nos ensinou. A jornada é longa e cansativa. Mas aqui nos propomos a estudar e explicar como viemos parar aqui, tentando voltar a ser o tal.
Cinco minutos de leitura para terminarmos esta parte da Origem do Egocentrismo, depois, vamos ao que interessa. Falar do dia terreno, nossas lutas, como vencê-las. Perguntando e discutindo juntos como sair dessa armadilha em que nos metemos. " Vois Sois Deuses", afirmou o Cristo. Como reativar todo este poder que está dentro de nós? Terminemos esta parte e no final direi como...

Continuação...       Vejam como as Leis de Deus são sábias, e porque funciona assim o Universo desde que surgiu. Só que essas mesmas leis têm prazos determinados, por isso nada pode permanecer do mesmo jeito pra sempre. Um egocentrismo egoísta separatista que começa e funciona assim no início, não pode prolongar-se, porque se está contra as leis divinas seu destino é o que? O desgaste.  Porque vive em atrito, este é seu destino, desaparecer. Continuar retroagindo é anti-vital. Essa forma agressiva de um egoísmo exclusivista perderá sua função biológica, que é evoluir. Por isso, no futuro, a humanidade evoluída rejeitará o egoísmo separatista e só vai querer o egocentrismo altruísta, porque tende a melhorar a vida de tudo e de todos. Apesar disso, ainda o que vemos é o egoísmo feroz, do: “Passo por cima do que e quem puder pra conseguir sempre mais”.
Mas eu já não disse que as leis da vida tendem à unidade? Há do egoísmo separatista para o egoísmo altruísta também um retrocesso, mas em forma de retorno. Retorno à fonte, Deus, que  nos criou em Egocentrismo Altruísta. Não disse também alhures que o princípio da Lei é reunificar, e que o egocentrismo válido para isso é o do altruísmo? Está respondido que o egoísmo exclusivista e separatista não poderá permanecer para sempre. Quem assim agir ficará cada vez mais isolado, porque ficará contra as leis da vida. Deus usa seu egocentrismo que abraça todas as criaturas e tudo que existe para coincidir com seu altruísmo máximo. Por isso quanto mais o ser evolve mais se aproxima de Deus, que possui o egocentrismo perfeito. Por quê? Porque é feito de Amor, expressão máxima da alma do Sistema Divino; sendo assim Deus está no centro não para sujeitar e humilhar, mas para atrair; não para absorver e constranger a criatura a ter que estar com Ele, mas para irradiar e fundi-la consigo; nunca para tomar da criatura, mas para dar.  A Lei do Egocentrismo é tão perfeita, que ela deixa que o egocentrismo de forma egoísta tenda ao desgaste, e que seu sistema seja fechado e limitado, não tendo o ser mais para onde ir. Se afastando do Centro com seu egoísmo ele só encontra decepção, sofrimento e dor; ao contrário no egocentrismo altruísta o seu sistema se expande sem limites e por evolução ele sai do ciclo de dor e sofrimento, tornando-se mais vasto, aproximando-se do Centro - Deus.
Por isso iniciei com a afirmativa que o Universo surgiu como um organismo fragmentado, só ainda não disse os detalhes do porque (saberemos estudando A Grande Síntese), e que sua lei maior é a reunificação. Para isso afirmei também que se Deus é o Centro do Sistema, o Universo é a periferia. Afirmei e expliquei, porque Deus se nos apresentou como Eu Sou, e que as criaturas devem existir como Sua Imagem e Semelhança: “eu sou”. Ele se encontra pois no centro do Sistema por uma razão, que é ficar irradiando de Si para seu outros “eu sou menores”, também pequenos sóis que irradiam em seu centros, também menores. Este, o modelo central como Deus iniciou a criação, suas criaturas à Sua Imagem e Semelhança. Mas para que isso funcionasse em harmonia deu o principal combustível da vida: A liberdade. Cada criatura “livre”, mas que deve permanecer obediente ao seu criador, em harmonia com Sua Vontade, pois só Ele sabe como deve funcionar esse Organismo denominado Sistema. Mas por ser livre, nunca obrigatoriamente constrangida e condenada a viver com Deus, podendo Dele separar-se, violando a liberdade, desde que não vá de encontro às sua leis. Se agindo ao contrário, a criatura se depara com a Lei do sistema, que por defesa em manter o Sistema de Deus íntegro, se volta contra ela. Eis porque o egocentrismo válido não pode ser o egoísta, porque é contra tudo isso. Embora tenha a liberdade para usá-lo, mas as duras experiências da vida fazem a criatura perceber que aquilo está se exaurindo e o condenando a sofrer sempre mais, e que sua única saída é evoluir, usando o egocentrismo altruísta.
Neste argumento final do parágrafo acima está a origem de tudo pelo que vivemos em nosso mundo, do surgimento do Universo, desse contínuo nascer, sofrer, morrer, etc. Veremos isso a seguir. Mas é preciso abordar como funciona a vida no Universo, e porque nosso mundo é assim. Temos que ter a prova e só se obtém isto lembrando o que vivenciamos, pela experiência. Por isso que toda lei e os profetas, desde que nos entendemos como humanidade, se resume em: “ama a teu próximo”. Esse é o esquema único da vida. É assim no Centro onde está Deus, deve ser assim na periferia onde está o Universo. Como aqui sabemos que os mais sábios e poderosos devem amparar, ensinar e irradiar para os menos evoluídos, assim o é hierarquicamente como Deus procede. Por isso Jesus dizia que quem mais tem deve dar, e os que menos têm devem receber. Quem quiser ser o Maior, que seja como o menor. Os mestres e santos agem dessa forma. O irmão menor, inferior, deve receber amparo, tudo do irmão maior, superior. É Lei.
A lei do Egocentrismo. E é também Lei do Organismo chamado Sistema, de onde todos viemos. No Universo, enquanto as partículas, átomos e moléculas, agem de forma atávicas aos determinismos da lei de atração e unificação, no homem, que atingiu a razão, não será mais por determinismo, mas porque compreendeu, evoluiu e sabe irradiar o amor divino. Aqui em nosso mundo vemos esse complexo sistema de hierarquias de superiores e inferiores, onde devem repetir o esquema único de onde está Deus. Os que se encontram em níveis mais elevados recebem diretamente Dele e devem irradiar e distribuir aos mais afastados. É a perfeita justiça alcançada pelo Amor. Em tanta desigualdade no mundo deve ter como lema atingir a justiça. Objetivo do Evangelho de Cristo.
Tenho falado que assim que deve agir a humanidade. Não é ainda, mas será o tipo de vida no futuro do ser evoluído. Esta é a função da Divina Providência. Deus age através de seus prepostos que vai se intercalando em níveis diferentes de hierarquia, mas onde tudo e todos devem permanecer ligados. É uma harmonia perfeita, da qual ainda não podemos observar o conjunto, mas só por partes, tal a nossa condição de seres separados e fragmentados.
Observando nosso próprio organismo, vemos que este esquema único está em todas as coisas e seres. Assim como somos células de um grande organismo, não podemos viver isolados ou morremos. Se vivermos exclusivamente pensando em nosso próprio benefício, sem fazê-lo em relação às outras pessoas, em favor do organismo inteiro, seremos alijados. É contraproducente. A vida não pode funcionar dessa forma. Imaginem uma célula de nosso corpo que de forma egoísta resolvesse, como um germe revolucionário, se isolar e lutar contra o organismo, que representa o todo, o que ocorreria? As outras células em defesa do interesse geral, ou seja, manter a vida, entenderiam aquilo como uma forma perigosa ao funcionamento do organismo, aquela célula rebelde seria considerada doente, então isolada e expulsa do organismo, afim de que não contamine as outras e o Organismo morra. Como no câncer. Continuando este raciocínio, se algum planeta do nosso "sistema solar" se afastar ou for destruído, será o caos e destruição dos demais. Uma nota musical não pode destoar das demais, não haveria harmonia, nem sequer a própria música.
Essa é a fórmula do tema central da Queda do Anjos. Tema que abordarei um pouco mais tarde, mas que antes precisamos entender a Origem do Egocentrismo. Sem esse “antes”, sem sabermos que temos e somos um "eu sou" não poderíamos compreender. Tudo deriva daí. Temos o exemplo no mundo de uma humanidade materialista, onde prevalece ainda o egocentrismo de egoísmo, separatista, cada um contra seu próprio semelhante. Essa origem se encontra na Queda dos Anjos. Parece uma fantasia, uma estória absurda, alegórica, mas que sem este tema, a vida se perde em acasos e caos. Tínhamos que verificar como funcionam as leis da vida, que se repete em todos os níveis, pois Deus não pode dar dois impulsos diferentes, uma lei para um, uma lei para outro; a vida pois tem que ter seu esquema, e para entender o antes, temos de analisar o agora. É assim que funciona nosso organismo. Por isso dei o exemplo da célula, que retrata de forma perfeita este episódio. Vimos que as leis da vida tendem a isolar como um cancro ou um tumor, tanto o ser que decide viver exclusivo para si, como a célula do exemplo. É um mecanismo de defesa que remonta às origens! Tudo faz parte de um organismo, de um Todo.  Uma forma de vida assim rebelde, é puro egoísmo que tenta parar o livre fluxo da vida. Tanto o homem como a célula são partes do Todo e têm de obedecer a seus princípios e leis. A divina lei do Amor que é a própria vida vem salvá-lo, assim as leis biológicas para salvar a vida do organismo, isolam a célula rebelde. Assim será com o homem que viver do egoísmo, será expulso das sociedades evoluídas, por deslocamento ético e social.
Por este exemplo que dei, vemos que o homem tem em seu Centro, Deus, a célula tem em seu Centro o homem. Em um caso ou outro entram as leis do impulso do conjunto orgânico, que é a sobrevivência do ser, do organismo. Nos dois casos, se agirem contra as Leis têm de ser expulsos desse sistema, para que o Todo sobreviva. Assim poderemos compreender mais na frente, como pôde surgir atitude rebelde nas criaturas e quais foram as consequências disso tudo. Este termo ser "expulso" é forte, mas não é uma expulsão definitiva, porque seria contra as Leis do Amor; é antes um isolamento como vemos do delinquente ou doente, que merece e precisa de tratamento para se recuperar e se curar. A pior parte do tratamento é aprender com o sofrimento e a dor. É o que abordarei agora. A experiência viva do dia a dia, como viver para se preparar em ser Altruísta, para se afastar desse tratamento de choque que é o que vemos na Terra. Como é isso? veremos com o livro A Lei de Deus. Em resumo: Obedecer. Oh! coisa difícil para seres rebeldes como nós!!!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

continuação - A Origem do Egocentrismo - Parte III

No Livro O Sistema, Pietro explica o funcionamento daquele Organismo criado por Deus e que origina o nome do livro, onde o Criador é o Centro; este é o mundo de Deus, que veremos mais a frente, e o que funciona é o Todo-Uno, então tudo que derivar daquele mundo Divino terá que seguir este princípio, e assim compreenderemos logo mais porque abordamos Deus, o Eu Sou, e o Egocentrismo como princípio do Universo e dos seres, primeiramente. Entendendo o Egocentrismo, entenderemos porque da presença do egoísmo. O princípio do egoísmo é separatista, cada parte por si só. Para entender porque a humanidade sofre tem de se verificar a origem do Egocentrismo. O sofrimento só acaba se acabar o egoísmo. E saberemos como: Com a evolução. Se tudo está evoluindo, a conclusão deste final é uma confraternização unificando tudo que se fragmentou, reconduzindo os seres à unidade no centro: Deus. Assim entendemos que o surgimento do Universo foi uma separação deste Centro, assim pôde surgir o egoísmo, que foi uma fragmentação do Uno em tantos outros “eu” menores do Eu maior. Esses “eu” menores se qualificam em viver neste Universo no princípio separatista, qualidade do ser involuído; e tanto assim viverá enquanto suas necessidades e quadro do seu nível evolutivo permitirem. No final veremos a praticidade do que está teorizado, e entenderemos como funciona isto no nosso dia-a-dia. No Sistema, Deus individualizou cada ser; cada um com seu Ego; neste Ego em mutação também evolutiva está presente a mais fundamental e genial base do Espírito: Liberdade e Livre-Arbítrio. É justamente aqui onde agora passamos a perceber como o Egocentrismo perfeito doado por Deus, pôde se corromper em Egoísmo separatista. O que se pode esperar de quem tem o poder de ser livre e de decidir o que quer? Tudo! Tanto para o bem, como para o mal. Por isso domina neste Universo o individualismo egoísta e separatista em função do “só eu”. Mas é a Evolução que vai reconstruir essas personalidades e fazê-las voltar ao Sistema, no Centro com Deus! Por isso Jesus falava tanto em "voltar" para casa do Pai. Bem, uma vez atingido a evolução do ser, seu egocentrismo será o altruísmo, que pertence ao evoluído, e ao Sistema, mundo do Criador. Aqui no nosso mundo o egocentrismo é o egoísmo, que pertence ao involuído, e ao Anti-Sistema, mundo da criatura. Por isso que no nosso mundo prevalece a luta feroz do egoísmo separatista, e só assim se explica, pois que é biologicamente justificável, do porque uma personalidade egoísta vive em guerra, e sua vitalidade consiste em ultrapassar e destruir o que para ele, o seu oponente é seu semelhante. Há total desunião de todos contra todos, e todos viram inimigos inconscientemente. Vendo o mundo dessa forma, só podemos restritamente observar que será assim para sempre, pois é só o que percebemos, um querendo engolir o outro. Só vence o mais forte e o mais astuto! Na verdade, isto faz parte da lei feroz deste plano, deste Anti-Sistema que os homens conhecem como Universo, para que as criaturas sintam a necessidade de lutar para subir; e só se sobe na luta, desenvolvendo a astúcia e a inteligência; é o seu “eu” usando o egocentrismo ainda do involuído, mas que sem isso, como vimos acima, tudo permaneceria estático e nada mudaria, ou seja, o que se fragmentou permaneceria fragmentado e não poderia se reunir. Seria um Universo que viveria fadado à uma morte letárgica por não possuir dinamismo e impulsos reconstrutores. Esses impulsos são ferozes aqui, porque é a lei biológica de nosso mundo. É necessário reconhecer outro combustível que move o Ego, que é a insatisfação. Nada sacia o espírito que vive nesse Anti-Sistema. Na luta por buscar suas necessidades e satisfações é que o ser evolui, mas também, a medida que a razão acorda o espírito divino que vive dentro dele, o ser sofre. Sofre com seus erros, e com outro instrumento redentor: A Dor. Cada vez que seu egoísmo separatista tenta destruir e passar por cima de seu semelhante, a Lei lhe impele a resgatar seus erros, reconduzindo-o ao caminho de Deus. Sem a insatisfação e a dor, a nossa preguiça faria paralisar tudo, que ficaria estagnado na morte. A insatisfação é importante, por fazer com que queiramos sempre mais, e a dor para fazer com que tenhamos limites dessa insatisfação. Há no âmago do ser uma "felicidade" com a qual busca, justamente por causa dessa insatisfação de suas necessidades; Mas, ao dizer Jesus que "a Felicidade não é deste Mundo", começamos a achar que estamos numa armadilha, e que por isso, sendo enganados. Nosso íntimo nos impele irresistivelmente a buscar algo que não está aqui. O Cristo diz que a felicidade não está aqui e queremos ela a todo custo. No fundo, se refere mais a uma outra felicidade e que o Mestre nos contou em uma de suas parábolas; é a Felicidade perdida, do Filho Pródigo que abandonou a Casa do Pai. Por isso, não há engano da parte Dele. O engano está em como conduzimos nossos desejos para achar a felicidade, e é aqui, no Egocentrismo egoísta, que fazemos nossa armadilha, porque iludidos pelo caminho fácil, onde crescer e se satisfazer em benefício próprio, quando algum semelhante foi esmagado, enganado e destruído, só gera sofrimento e dor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Continuação - Origem do Egocentrismo - Parte II...

Na última postagem terminamos com a seguinte pergunta: Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo?

Respondendo e continuando - Parte II:

Porque somos ainda involuídos. O Objetivo dessa introdução, antes de estudar a Grande Síntese, é verificar algumas questões antes difíceis de responder: Como surgiu a vida do seio de Deus? Por que surgiu o Universo? Por que ele funciona dessa forma, antes fragmentado e depois evoluindo para a unidade? E aí está tudo. Começa pelo Criador no Ego-Centro-Deus, e continua na criatura. O egocentrismo Divino é de forma positiva, do altruísmo onde predomina o amor. No fim tudo é egoísmo, mas há o que se dilata na ampliação do egocentrismo de Deus, como é o caso de Jesus; e há o que se suprime, que se fecha e se limita a si mesmo. O primeiro positivo, o segundo, negativo. O primeiro se expande, o segundo se fecha. A diferença é que no Criador ele já É; na criatura, em contínua evolução, será. Entenderemos isso mais profundamente.

Vamos nos concentrar nos exemplos. Por que o exemplo de Cristo como egoísmo que se dilata? Não podemos desconsiderar que tudo que Jesus usou em vida Ele sabia que seria em benefício próprio em primeiro lugar; cumprindo os mandamentos de Deus ele seria compensado a ficar “à direita do Pai”, para atingir um novo grau de evolução de seu espírito iluminado; muitos podem dizer que ele já viera do Pai e estava à sua direita; é verdade! Mas não esqueçam que ele não poderia se sacrificar pelos os outros sem o benefício próprio, porque é Lei; não estamos querendo dizer que Cristo se sacrificou só porque iria ganhar alguma coisa; não! Mas Ele sabia que pela lei natural divina, e Ele mesmo pregava “A cada um segundo as suas obras”, o que iria receber de compensação de Deus pela sua obra magnífica entre os homens. Ele compreendia, sabia e vivenciava o egocentrismo máximo em Deus, que consiste de um egoísmo que cobre todo o Universo, dilatado infinitamente em amor, sendo capaz de abraçar e defender cada criatura, considerando parte integrante de si mesmo (irmão), sacrificando-se e doando-se por elas, até mesmo Sua vida Terrena. Não foi isso que ele fez? Jesus tinha autoridade e poder pra se livrar de tudo aquilo. Mas não o fez. Ele conhece a Lei.

Tudo isso explicado acima para confirmarmos que o primeiro princípio da criação é o egocentrismo. Neste Universo que vivemos, já é o contrário, o egocentrismo é a finalidade. Cada criatura nasceu com seu Ego, tornando-se um “eu sou”. Esse sentimento inato que inflama o Ego, e que no nosso Universo vive em forma de egoísmo é o combustível da evolução. A planta pode sufocar a outra para que se coloque melhor ao sol; o Babuíno pode destroçar um filhote seu, se este quando chega na condição adulta, lhe ameaça o posto de líder; o homem, desde os primórdios, sempre quis tomar de outras civilizações, aquilo que ela tivesse melhor do que a sua; enfim, nesse processo, todas as criaturas precisam lutar para viver, e lutando desenvolve a astúcia, que evolui pra inteligência, até que adquirindo a razão, esta possa compreender que sem a união, a civilização não avança.

Não é culpa sentirmos isso em nosso íntimo de querer o melhor para nós, desde que esse sentimento não vá contra ou em detrimento do outro, o que não seria mais uma vantagem, mas uma desvantagem, porque iríamos contra a Lei de tudo unir. É isso que queremos dizer antes de iniciar sobre a origem da vida e do Universo. Quando o Cosmo surgiu seu primeiro princípio foi esse: Unir, ou melhor, Reunir. Reunir é a palavra mais apropriada. Por quê? O Universo, nós já sabemos, surgiu fragmentado e depois pelas leis dinâmicas que o compõe foram se formando as unidades coletivas de átomos, moléculas, nebulosas, estrelas, sistemas planetários, galáxias. Tudo está evoluindo para uma união, e a prova disso é que tudo depende de tudo e de todos; nada pode se mover na vida separado, porque isolado não funciona, não vive. Não é assim? Como nos formaríamos para a vida sem a união do espermatozóide com o óvulo? Eis o princípio da vida demonstrando que assim funciona a Lei.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estudo do primeiro Livro A Grande Síntese

Parte I
A partir de agora vamos começar a estudar A Grande Síntese. Por mais difícil que pareça ser é um livro simples. As primeiras abordagens com gráficos, fórmulas e equações me faziam crer que eu não entenderia nada. Errado! Se eu pude entender, qualquer pessoa entenderá. Como já comentei aqui no início do Blog, a obra de Pietro Ubaldi se baseia na famosa teoria da Queda dos Anjos. Para entender tudo que vemos hoje na Teologia e religiões, assim como a vida cotidiana, desde o aspecto histórico ao social, seguirá para esta estrada dessa famosa Teoria. De um assunto até então que consta desde as escrituras sagradas ou nas antigas filosofias, até mesmo das fábulas, dos contos, é imprescindível abordar o assunto, que até mesmo eu rejeitei antes de ler. A Grande Síntese tem esse poder, de quando começamos a rejeitar e duvidar, as páginas e capítulos seguintes desmoronam toda a resistência. E quando se chega aos livros Deus e Universo, O Sistema, e a Queda e Salvação, estamos assim por dizer, arrebatados. Vamos antes do estudo propriamente dito, abordar as questões desde o instante zero. Assim, quando começarmos o estudo, essa introdução voltará sempre como complemento. A Cada mês vou enviando as páginas... 0. O INSTANTE ZERO – A QUEDA DOS ANJOS 0.1 Deus, o “Eu Sou” e o Egocentrismo O Universo é um organismo que surgiu fragmentado, e suas leis e princípios têm uma única função: reunificá-lo, restituindo seus elementos espirituais à sua origem. Esta primeira frase da obra é que diz tudo sobre o que iremos escrever. O porque disso ser assim e qual a verdadeira origem desse universo, fará parte desse desenvolvimento. Primeiramente vamos abordar seu criador: Deus. Não podemos abordar Deus em seu aspecto absoluto, nem certamente tentar defini-lo em sua essência máxima, porque nos é ainda superconcebível, inacessível para nossa mente, limitada apenas em afirmar Sua existência em seu aspecto transcendente como o “Eu Sou”. Afinal, essa “apresentação” foi a primeira manifestação divina entre os homens, quando afirmou a Moiséis: “Eu Sou o senhor teu Deus...”. Após esta apresentação, hoje o homem aborda muito mais sobre o Criador, com questionamentos até insondáveis. O instante zero para o Espírito humano é saber que Ele chega dizendo: Eu Sou! Não disse nunca: Eu Era! Muito pior esta “apresentação”, daria a nós o direito de abordar o início de como surgiu Deus. Extrema loucura, que talvez nem os anjos o saibam. Ao dizer Eu Sou, dá um sentido de princípio e fim, de eternidade, de existir desde sempre. Apesar de ser extremamente louco, não há um Eu Era! Muito difícil para a mentalidade acostumada ao Antropomorfismo, conceber algo que não foi criado, que para esse “algo” nunca houve um começo e sim um sempre. Então, como saberemos exprimir que Ele existe e provar sua manifestação entre nós? Digo-lhes apenas que para isso precisamos trazê-Lo à nossa forma sensorial, revelando os aspectos imanentes de Sua presença, seja na natureza ou entre os homens. Temos de vesti-Lo com nossa mente, expresso em forma, não mais como o homem velhinho de extensa barba, mas com o coração e a razão. É que o Espírito só consegue captar Deus dessa forma, e com isso ficará fácil expressa-lo pelas revelações feitas na obra de Pietro Ubaldi, objetivo dessa obra, assim como relembrar tudo que nos disse os profetas, os sábios, os santos e o Cristo. O objetivo primeiramente é saber a origem desse EU SOU, princípio do egocentrismo. A origem, como de tudo, está em Deus. Muitos questionam como isto pode ter origem em Deus? É que confundem o egocentrismo com o egoísmo, e por isso mais sentimos culpa neste processo, quando na verdade o egocentrismo máximo é mesmo de Deus que é o centralizador unitário do nosso Universo, de nossa vida. Por isso sua primeira fala aos homens foi apresentar-se: Eu Sou! Mas o egocentrismo não é exatamente egoísmo, sem ele os organismos sociais e celulares, assim como os sistemas planetários não poderiam manter nenhuma unidade, objetivo maior da vida neste Universo: que tudo volte a ser UNO. Esse princípio de egocentrismo existe como uma lei natural e invisível para todo ser, com o objetivo de centralizar e conservar todo o Universo como um organismo, necessário e útil a todos os elementos que o compõe. É o seu elemento positivo. Maior insensatez é saber que ele surge no caos, fragmentado, numa “aparente” desordem, cujos motivos abordaremos sinteticamente. É aonde vai entrar a Queda. O egoísmo, que deriva do egocentrismo já é diferente; é seu lado e elemento negativo, também centralizador, mas para vantagem individual e não coletiva, pois possui em seu âmago o sentido separatista e exclusivista, uma usurpação do direito de outrem, que é apenas para si. Totalmente contrário ao divino. O Universo primeiro se manifestou em seu início dessa forma. Qualquer entidade, organismo social, a família, o Estado podem ser egocêntrico sem ser egoísta. É necessário centralizar as coisas em torno de algo que a torne unidade, senão não haveria família, nem estado, porque sem uma força centralizadora de comando, tudo tende a continuar fragmentado, quando o objetivo Divino para este Universo, é manter e repetir o estado original que Ele mesmo tinha na origem: UNO. Mais uma vez vamos nos perguntar, se era assim, por que não nasceu UNO, mas fragmentado? É que essa cisão não é de “origem” Divina. Chegaremos lá. Importa insistirmos que Deus é o centralizador egocêntrico da vida, então tudo primeiramente foi construído assim, ainda que se separe, tende a voltar pelo impulso divino a reconstruir a unidade. Esse é o “esquema original”. Este evento se repete, quando estudamos no livro O Sistema, que Deus ao nos criar se pulverizou, ou melhor explicando, se multiplicou em centelhas divinas, embora sejam partes Dele, mas unidas, atraídas e centralizadas com Ele. A cisão ocorreu de egocentrismo para egoísmo, quando a vontade livre das criaturas as fizeram, em parte, a querer se separar. Querer não é poder! Mas vamos retornar ao assunto da origem do Egocentrismo, porque essas outras dúvidas e questões a respeito da “cisão” serão dissipadas ao longo do estudo. A confusão maior é analisar a vida prática com o que lemos ou aprendemos. Na superfície elas são divergentes. Mas no âmago, são totalmente convergentes. Como podemos falar que com Deus tudo é Unidade, se na vida prática o que observamos é o contrário? O que vemos mais no mundo? O separatismo em tudo, filho do egoísmo. Por que isso? O ser para existir tem de dizer: Eu! Assim com o Criador. Assim com a criatura. Sem isso não há um ser vivo e consciente. Para se fazer viver ele tem de ser um “Eu sou”. Apesar do mundo em sua maioria entender que esse egocentrismo tem de ser o egoísmo, uma força maior como impulso de Lei, constrange tudo e a todos para que cada fragmento conserve interiormente a sua natureza do Esquema Original: Tudo-Uno. Se o egocentrismo tem sua parte negativa no egoísmo, sua parte positiva será o altruísmo. Mas por que tendemos a usar o egoísmo, a parte negativa do egocentrismo, mais do que o altruísmo, a parte positiva do egocentrismo? continua...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Monismo: O Conceito Real de Deus.

MONISMO, o que é? No dicionário não encontraremos definição. A primeira vez que foi citada no livro A Grande Síntese por Ubaldi, tratava-se de palavra nova. Mas, como disse a entidade "Sua Voz", se nos prendermos à palavra perderemos o conceito, isto é, o verdadeiro "espírito" de seu significado.
Trata-se de uma evolução na maneira de definir Deus e seu verdadeiro papel na Criação. Primeiro tínhamos o Politeísmo, e evoluímos para o Monoteísmo. Ambas no sentido Antropomórfico, ou seja, Deus numa concepção humana, com atributos humanos. Até chegar em Jesus, via-se um Monoteísmo com esse sentimento puramente humano, onde Deus podia ser vingativo, invejoso, irado, enfim, com todas as paixões humanas, inclusive no processo criador. Isto porque dá o Monoteísmo, também, a idéia de um Deus criador a partir do nada, ou seja, criando exterior a ele. Ora, o nada não existe, nunca existiu. Sendo assim, raciocinando com mais profundidade, não podemos conceber Deus criando com elementos externos, se esses elementos nunca existiram sem que fossem criados, porque senão teria tido ou teriam tidos outros deuses antes desse que conhecemos. É lógico! Então, se aprendemos no Monoteísmo que não há nem houve outros deuses, Deus só podia criar com elementos de Si mesmo. Não pode ser Deus distinto da criação. Deus é o Princípio e forma, Causa e Efeito, imanentes e incindíveis. Isto, é em síntese, o que significa Monismo. Deus é a própria Criação. Por causa disso, Pietro Ubaldi foi condenado pela Igreja Católica, e este livro entrou para o Índex(1). Abaixo temos as palavras ditadas por "Sua Voz", enunciando este novo conceito para que possam meditar sobre Monismo:

"Acerquemo-nos ainda mais da questão a ser desenvolvida. Necessárias se faziam estas premissas para vos conduzir até aqui. Observai como procedo no desenvolvimento do meu pensamento. Progrido conforme uma espiral que gradualmente estreita as suas voltas concêntricas e, quando passo novamente pela mesma ordem de ideias, é para tocar o raio que parte do centro, num ponto que lhe está sempre mais perto. Para esse centro vou guiando o vosso pensamento. Nesta exposição parto do exterior, dirigindo-me para o interior, isto é, da matéria, que constitui a realidade para os vossos sentidos, indo para o espírito, que contém uma realidade mais verdadeira e mais alta. Vou da superfície à profundidade, da multiplicidade dos fenômenos ao princípio uno que os rege.
Encontro-me no outro pólo do ser; no extremo oposto aquele em que vos encontrais. Racionalistas que sois, sois análise; eu, intuitivo (contemplação, visão), sou síntese. Desço entretanto agora, à vossa psicologia racional de análise, tomo-a como ponto de partida, para vos levar à síntese, que é ponto de chegada. Parto da forma para vos explicar a obscura e palpitante impulsão, o motor que a anima, tenazmente aprofundado no mistério. Penetro, resumo e abarco num Monismo absoluto todo o imenso detalhe do mundo fenomênico, cuja imensidade imaginareis multiplicando-o pelo infinito do espaço e do tempo; canalizo a multiplicidade dos efeitos, de que a ciência encontrou fadigosamente alguma lei, para as vias que convergem para o Princípio Único. Farei de um mundo que pode parecer caótico para as vossas mentalidades um organismo completo e perfeito. A complexidade que vos apavora será reconduzida e reduzida a um conceito central, único e simples, a uma única Lei que tudo rege.
Podereis denominar isso de Monismo; todavia deveis cuidar mais dos conceitos dos que das palavras. A ciência tem crido alguma vez, haver descoberto e criado um conceito novo, pelo fato de ter cunhado uma palavra. E o conceito é este: assim como do politeísmo tendes passado ao monoteísmo, isto é, à fé num único Deus (todavia sempre antropomórfico, por isso que opera uma criação exterior a si mesmo) agora passais ao Monismo, isto é, ao conceito de um Deus que "é" a criação
.
"
(1) Constituição Dogmática do Concílio Vaticano que diz "Deus é distinto do mundo por seus atributos e por sua essência" .E o Concílio de Latrão, 4 (1215).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Lei do Dualismo

Em A Grande Síntese se encontra em destaque sobre uma Lei, até aquele momento desconhecida, a do Dualismo. Tem essa Lei a finalidade de "restaurar" a unidade, onde no momento da cisão da criatura com seu Criador, foi ela gerada para que o ciclo se feche com a volta, ou seja, a Cisão já tem seu contrário que é a União. O próprio Universo, mundo da matéria, já é um contrário do mundo Espiritual, o mundo de Deus. O Mundo de Deus é Absoluto; o Universo é Relativo. Assim, uma das primeiras coisas que surgiram junto com o Universo para seu equilíbrio perfeito foi o átomo, e já estava implícito nele um núcleo neutro, uma partícula positiva outra contrária para balancear o átomo, a negativa; pra matéria, tem a anti-matéria; a maior das forças desse Cosmo, a gravitação se faz com seu contrário complementar, no caso Atração x Repulsão; assim também como: Luz x Trevas; Morte x Vida; Dor x Saúde; Sofrimento x Felicidade; Mal x Bem. A Lei de Dualismo diz que em seu princípio está sempre gerando uma força contrária, de oposição, mas que termina sempre em ciclo para fechar seu equilíbrio; por exemplo, na Morte que tem seu contrário na Vida, o Renascimento é o Ciclo que se fecha.
Tudo é Cíclico. Por isso o próprio Universo e seu espaço é curvo. Esta expressão datada de 1933 no livro A Grande Síntese assombrou Einstein. Até em seu estudo sobre a Relatividade tem muito em comum com essa Lei, porque tudo neste Universo está relacionado e Relativo a algo. Sem essa Lei não teríamos como medir nada, e não saberíamos o ponto de partida e qual o ponto de chegada. Ela está presente no micro no exemplo do átomo, como no macro, no exemplo da gravidade.

Aqui transcrevo onde melhor Pietro Ubaldi explica o dinamismo dessa Lei em seus diversos livros, para que meditem com atenção e intensidade:


Dualismo, Oposição, Ciclo
"Dualismo não significa apenas cisão em duas partes, mas oposição das duas partes, uma contra a outra". (P. Ubaldi - Queda e Salvação)
"Freqüentemente a contradição é um casamento entre opostos, a fim de que estes, como pólos da mesma unidade, ligados no mesmo circuito, possam colaborar para um fim comum". (P. Ubaldi - A Técnica. Funcional da Lei de Deus).
"O ser é incapaz de conceber fora de relações. Desaparecida a contraposição dos contrários, a sua percepção e concepção se anulam". (P. Ubaldi - Deus e Universo)
"Todo indivíduo constitui unidade dupla, isto é, equilibrado paralelismo de forças emparelhadas, mas antitéticas. Ou melhor; a unidade compõem-se de metades inversas e complementares, em contraste e em equilíbrio. Desse contraste nasce a elaboração íntima que se chama evolução". (P. Ubaldi - A Nova Civilização do Terceiro Milênio)
". (O universo se individua por unidades trinas (Energia, Matéria, Espírito). Na série das unidades coletivas, no processo de recomposição unitária com que o todo compensa e equilibra o processo separatista de diferenciação evolutiva, o primeiro múltiplo verdadeiro de um é três; ao passo que, como veremos, o submúltiplo de um está no dois, no sentido de que o uno é trino e constitui ao mesmo tempo uma dupla metade". (P. Ubaldi - A Grande Síntese).
"Como o nosso Universo, o homem é formado de três elementos: matéria, energia e espírito. Como no Universo, reencontramos aqui uma trindade que é dualismo nos seus dois extremos, matéria e espírito que são os dois termos inversos complementares em luta no composto humano (o ciclo para Evoluir)". (P. Ubaldi – Problemas do Futuro)
"A sombra pode ser um efeito ou uma conseqüência da luz, mas não a luz um efeito ou uma conseqüência da sombra. O que existe primeiro é a luz, da qual depende a existência da sombra, e não a sombra da qual depende a existência da luz. No plano das primeiras causas, quando não há outro positivo anterior, o negativo não pode ser antecedente do positivo. Do conceito do nada não pode ser derivado o conceito do existir. Não pode de um pai que não existe nascer um filho que existe. No terreno do absoluto, onde se trata de substância e não de mudança de forma, o não-existir não pode gerar o existir". (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética)
"Transformismo e relatividade progressiva por si sós não se mantém, necessitando de um absoluto que cumpra a função oposta, servindo de suporte. A isso leva o próprio princípio do dualismo universal, pelo qual cada posição existe em função do seu oposto, com cuja união somente é possível reconstruir a unidade, reunindo assim as duas metades divididas". (
P. Ubaldi - A Descida dos Ideais)
"Nosso atual mundo pode-se considerar um composto híbrido, em parte constituído por uma ossatura material, sobre a qual a vida se está elevando e assim realizando seu trabalho de reconstrução espiritual. Somos por isso constituídos de dupla natureza, feitas de dois termos em contraste, na qual lutam o bem e o mal, matéria e espírito, a luz e as trevas". (P. Ubaldi - O Sistema)
"O método do ciclo é universal e corresponde ao sistema rotativo, segundo o qual se move o universo físico. Este é feito de elementos de tipo esférico, de retornos cíclicos, de trajetórias fechadas, de espaço curvo. Este método do ciclo consegue compensar a complementaridade e conciliar a oposição dos dois termos do dualismo, chegando, assim, a reconstruir em unidade a cisão e a pôr de acordo os dois opostos modos de existir em um dualismo unitário constituído por um circuito que, fechando-se em si mesmo, reúne as duas metades na unidade oferecida pelo próprio ciclo. Assim, a cisão se resolve em uma pulsação de ida e volta, pela qual o afastamento do ponto de partida é compensado e equilibrado por um movimento de retorno em sentido que lhe é oposto, movimento inverso que, apesar de ser a continuação do primeiro no mesmo rumo tem o poder de o anular em direção contrária". (P. Ubaldi - Um Destino Seguindo Cristo)
"Todo fenômeno tem que volver sobre si mesmo, para completar-se, permanecendo sempre a mesma substância, ainda que mude a forma, porque ele é apenas um estado de vibração interior com finalidade e elaboração evolutiva, e não um deslocamento real. A mobilidade é, assim, só aparente, situada no relativo de vai-vêm cíclico, enquanto no Absoluto (mundo de Deus) tudo permanece imóvel". (P. Ubaldi - Deus e Universo)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pensamento de Ubaldi sobre Formação de Personalidade e Carma

Reunimos aqui, alguns apontamentos presentes em sua maioria no Livro "A Lei de Deus", assim como de outros livros, sobre a complexa personalidade do Espírito Humano.

A personalidade foi e é o primeiro atributo Divino, quando Deus fixou para si e seus filhos o "Eu Sou"!

Na primeira Revelação à Moisés, foi o princípio de afirmação, antes de qualquer coisa, antes mesmo do Criador fixar ao Legislador Hebreu, as leis dos Dez Mandamentos, começando por:

"Eu Sou o Senhor teu Deus...".

Nós, Sua criação, somos os "eu sou" menores, em escala reduzida, cópias perfeitas do original divino. Depois de nos afastarmos e negarmos Deus, tentamos ser um "Não sou".

A que vemos hoje é a versão em reconstrução, é o "eu sou" querendo reafirmar-se. A origem do Eu Sou se deu com Deus no Egocentrismo. Entenda-se Deus no Centro. Deus como Unidade Máxima da Vida, para onde tudo converge.

O Egoísmo é o seu contrário, é a deturpação gerada pela criatura, quando desviou-se de seu Centro, Deus. O Egocentrismo Divino é o do Altruísmo. O do Espírito que se afastou de Deus, é o Egoísmo. Altruísmo tem o seu contrário no Egoísmo (Lei do Dualismo).

Vejam aqui algumas frases que destacamos:

"Quem tiver olhos abertos para ler dentro de si, porque se acostumou ao auto controle e à introspeção, pode, olhando para o fruto, reconstruir a estrutura da árvore e das raízes. Isto quer dizer que, olhando para os seus instintos e qualidades atuais, pode reconstituir a série de pensamentos e atos que, longamente repetidos, se tornaram hábitos, para constituir o que hoje é sua personalidade". (P. Ubaldi - A Lei de Deus)
"Deveríamos ter o máximo cuidado antes de gerar qualquer pensamento ou ato, porque depois ficamos a eles amarrados e os levamos conosco até atingir todas as suas conseqüências fatais. (....) E quanto mais repetimos um pensamento ou um ato, tanto mais ele se fixa, se torna firme e estável, descendo à profundeza de nossa personalidade, onde fixa aqueles marcos indeléveis que são as nossas qualidades". (P. Ubaldi - A Lei de Deus)
"Nossos hábitos não são nada no começo. são só pequenos movimentos, sem importância, em que ninguém repara. Mas, caindo e rolando sobre o caminho da nossa vida, eles atraem outros movimentos, que com a repetição descem até a nossa profundidade, tornando-se hábitos e transformando-se, finalmente, na terrível avalancha dos nossos instintos, aos quais é difícil resistir". (P. Ubaldi - A Lei de Deus)
"Quando alguém cai no seio de um carma coletivo, é porque fez por merecê-lo". (P. Ubaldi - A Lei de Deus)
"Podemos ficar tranqüilos, pois ninguém pode fazer-nos mal algum que já não esteja dentro de nós"
. (P. Ubaldi - A Lei de Deus)

"Nem tudo o que constitui a nossa personalidade está contido na parte consciente, como nem todas as formas de luz estão contidas no espectro visível." (P. Ubaldi - Princípios de uma Nova Ética)
"Em nosso universo tudo deriva de um seu precedente que lhe é a causa e do qual é o efeito. Também a personalidade humana é um fato positivo. Ora, se ela existe, deve ter um seu precedente do qual ela deriva e que é a causa da sua existência. Se nada se cria e nada se destrói, ela deve preexistir ao nascimento físico e continuar a existir depois da morte. Sem reencarnação a personalidade humana seria um efeito sem causa. E esse efeito não é genérico, mas bem definido nas suas qualidades individuais, que revelam uma história passada". (P. Ubaldi - Um Destino Seguindo Cristo)